Dispositivos de atravessamento
Dispositivos de travesia
De: Mayana Martins Redin
A Proposta
A "captura" de uma fronteira fundamenta um desejo de falar sobre a apreensão dos instantes através do desenho. A fronteira como produtora de delimitação de espaços é o ponto chave para o desenvolvimento desse projeto, tendo consciência de que quando as fronteiras são bem marcadas, corre-se sempre o risco das coisas passarem umas por cima das outras. Para movimentar esse projeto, a situação de deslocamento é essencial: em “estado” de estrangeira, me pergunto: em que momentos poderei encontrar tais atropelamentos? Como apreender, através do desenho e da imagem, resquícios desses acontecimentos? Como produzir imagens-estrangeiras, que cruzam fronteiras? Na prática, “dispositivos de atravessamento” é uma serie de trabalhos que falam dessa fronteira e dessa matéria possível de atravessar e de ser atravessada. Tanto na forma diagramática de falar sobre o território atravessado, quanto na forma de conteúdo, pela vivência com um novo meio geográfico e cultural que um estrangeiro enfrenta, esse projeto pretende dar visibilidade àquilo que fissura as estruturas e questiona as fronteiras, no âmbito plástico, artístico, cultural e estético.
Tradução/Traducción
La "captura" de una frontera fundamenta un deseo de hablar de la aprehensión de los momentos a través del dibujo. La frontera como productora de delimitación de espacios es la clave para el desarollo de este proyecto, siendo consciente de que cuando las fronteras están bien marcadas se corre siempre el riesgo de las cosas pasen unas por encima de las otras. Para mover este proyecto, la condición de deslocalización es esencial: en “estado” de extranjera, me pregunto: ¿en qué momentos podré encontrar tales atropellos? ¿Cómo capturar, a través del dibujo y la imagen, restos de estos acontecimientos? ¿Cómo producir imágenes-extranjeras, que cruzan fronteras? En la práctica, “Dispositivos de travesia” es una serie de obras que hablan de esta frontera y de esta materia posible de atravesar y ser atravesada. Tanto en la forma diagramática de hablar del territorio atravesado como en la forma de contenido, a través de la vivencia con un nuevo medio geográfico y cultural a que un extranjero se enfrenta, este proyecto pretende dar visibilidad a lo que fisura las estructuras y cuestiona las fronteras, en el ámbito plástico, artístico, cultural y estético.
Interação com o Ponto de Cultura
A interação com a comunidade é essencial para identificar fronteiras. A prática do deslocamento e da conversa, com olhar e sentido atentos àquilo que possa aparecer: nomes, categorias, histórias, geografias, classificações, caracterizações, formulários, diagnósticos, lendas, contos, fronteiras, cartografias... elementos que fazem um lugar “existir” no mundo das palavras e dos sentidos. É dessa fala, da narrativa que também constitui uma cultura que o estrangeiro percebe o lugar onde está vivendo. Através da interação com a comunidade local será possível conhecer o território e construir as bases conceituais para o trabalho artístico, investigando como se formam os nomes e as histórias deste lugar. Nesse cenário, a necessidade será de conhecer aquilo que tem a potência de ser subvertido, rachado, fissurado. "Palavras e rochas contém uma linguagem que segue a sintaxe de fendas e rupturas. Olhe para qualquer palavra por bastante tempo e você vai vê-la se abrir em uma série de falhas (...)" (Robert Smithson).
Tradução/Traducción
La interacción con la comunidad es esencial para identificar fronteras. La práctica del deslocalización y la conversación, con la mirada y lo sentido atentos a lo que puede aparecer: nombres, categorías, historias, geografías, clasificaciones, caracterizaciones, formularios, diagnósticos, leyendas, cuentos, fronteras, cartografías... elementos que hacen “existir” un lugar en el mundo de las palabras y de los sentidos. Es desde este discurso, de la narrativa que también constituye una cultura, que el extranjero se da cuenta del lugar donde está viviendo. Atraves de la interacción con la comunidad local será posible conocer el territorio e constuir las bases conceituales para el trabajo artístico, averiguando cómo se forman los nombres y las historias de este lugar. En este escenario, la necesidad será de conocer lo que tiene la potencia de ser subvertido, agrietado, fisurado. “Palabras y rocas contienen un lenguaje que sigue la sintaxis de hendiduras y roturas. Mire cualquier palabra durante mucho tiempo y usted la verá abrirse en una serie de fallas (...)” (Robert Smithson)
Sobre o artista
-Aluna do Mestrado em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ, na linha Linguagens Visuais. Início: março de 2011.
-Bacharel em Artes Visuais pela UFRGS (2010) e Bacharel em Comunicação Social pela Unisinos/RS (2007).
-Graduação em Artes Plásticas (6º semestre) – Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2008/2 - 2009/1).
-Aluna especial do Mestrado em Comunicação Social – Mídias e Processos Audiovisuais na Unsinos. 2008/1.
-Artigo publicado: “Audiovisualidade como ready-made”, pela linha de pesquisa: Mídias e Processos Audiuovisuais do Mestrado em Comunicação Social da Unisinos. (2008)
-Exposição “Aluvião” com Júlia de Carvalho Hansen. De 04/12/2010 a 04/01/2011, na Fundação, Porto, Portugal.
-Participação no 12º Salão de Itajaí, com curadoria de Josué Mattos, com a instalação “Tarefas para o Rio Pedregoso”. De 21/06 a 22/07/2010.
-Festival Imagem-Movimento (Macapá), Mostra Louva-Deus (Porto Alegre). Vídeos: “Em meio organizado” e “Um ar embaraçado”- 2006/2
-Seleção do vídeo “Em Meio Organizado” no festival Se Repete Como Farsa do Cine Falcatrua, Vitória/ES – 2006/2
-Exposição Individual “Fugas", Galeria Clébio Sória, Porto Alegre.(2006)
Tradução/Traducción
-Alumna del Master en Artes Visuales por la Escuela de Bellas Artes de la Universidad Federal de Río de Janeiro. Línea de investigación Lenguajes Visuales. Iniciando en marzo de 2011.
-Licenciatura en Artes Visuales por la Universidad Federal de Rio Grande do Sul, Porto Alegre, BR.
-Licenciatura en Comunicación Social por la Unisinos, São Leopoldo-BR.
- Licenciatura en Artes Plásticas (6º semestre) – Facultad de Bellas Artes de la Universidad de Oporto (Portugal). (2008/2 - 2009/1).
-“Alumna especial” del Master en Comunicación Social – Media y Procesos Audiovisuales en la Unisinos. 2008/1.
-Exposición “Aluvião” con Júlia de Carvalho Hansen. De 4/12/2010 a 4/01/2011, en la Fundação, Porto (Portugal).
-Participación en el 12º Salón Nacional de Itajaí-BR, con curadoría de Josué Mattos, con la instalación “Tarefas para o Rio Pedregoso”. De 21/06 a 22/07/2010.
-Festival Imagen-Movimiento (Macapá, Brasil), Mostra Louva-Deus (Porto Alegre-BR). Videos: “Em meio organizado” y “Um ar embaraçado”- 2006/2
-Video “Em Meio Organizado” en el festival Se Repete Como Farsa do Cine Falcatrua, Vitória-BR – 2006//2
-Exposición individual “Fugas", Galería Clébio Sória, Porto Alegre-BR.
Comentários
Carinho,
Marcus Vinícius.
Muito bom seu projeto! E eu gosto muito da sua colocação na pergunta "Como produzir imagens-estrangeiras, que cruzam fronteiras?".
Seu projeto com certeza tem grande conexão com o meu que desenvolvo a partir de caracteristicas ligadas ao "desenho geográfico" do espaço, do corpo, do afeto, etc...
Gostaria de trocar mais idéias com vc. Vc poderia anotar meu e-mail: negra.silva@yahoo.com.br e meu blog: http://intervencoescenicas.blogspot.com/
Um forte abraço,
Aline
vamos nos articular!!!
Suerte!
Encuentro muy buena tu propuesta y claro que se relacionan con la mía, en especial con la frase de Smithson, también juega una idea importante en mi trabajo. Un poco me queda la duda el cómo hacer tangibles estas fronteras en la interacción con la comunidad? Tenemos las dudas parecidas respecto a nuestros trabajos!
Sin duda es muy interesante tu trabajo, me encantó, seria bueno que pudieran colaborar en un trabajo futuro!
un abrazo
María
PD: la pregunta tuya la respondí en mi pagina de proyecto. chao!
voté para ti. Espero que nos encontremos. Un abrazo
o desenho está aqui também em residencia...
simplesmente linha que te representa..
"a dúvida do branco" o seu link é muito gracioso e precioso.
Flávia
http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=1157868973
lindos seus desenhos!
acho que nós duas lidamos com maneiras um tanto distintas pensando a representação/desenho bidimensional. são lindos os "cortes" (inclusive conceituais) que você provoca na superfície do papel! são ao mesmo tempo suaves e profundos!
adoraria saber como você vai trabalhar com o grupo! me parece que você cria um espaço para que a manifestação subjetiva "migre" para o papel... deve ser bem interessante observar esses processos de representação em coletivo. você já fez isso? como foi?
abraços
Cristina Ribas
Abços e bos sorte
Cacá
Abraços,
natalia
Concordo com você. As publicações têm sido uma ótima plataforma para vários artistas produzirem trabalhos de fácil reprodução. É um modo de fazer com que várias pessoas possam ter acesso ao trabalho original.
Acho também que é uma forma legal de exibir seus desenhos e fotografias sem ter que pendura-los na parede de um espaço expositivo.
Muito bonitos os desenhos no teu blog.
Bj e boa sorte!
ps: estava no Rio de Janeiro até ontem. Adoro sua cidade!
Tanto o desenho quanto a discussão sobre territórios, espaços, fronteiras me interessam muito. Embora no meu trabalho essas soluções não sejam feitas literalmente com desenhos, pois se trata de um trabalho de dança, penso muito a respeito da construção do espaço e dos desenhos-sentidos que estão nela implicados. Estou inscrita com o trabalho "CO-GRAFIA: a versão de um solo para um duo", veja se sente algum tipo de aproximação com minha proposta.
Boa sorte!
Cacá



