RESIDÊNCIA ARTÍSTICA Terra UNA

Interações Florestais 2011

trajetos.pontos.painas



De: Ana Reis Nascimento

Ação, MG

A Proposta

Realizar as performances Trajeto com Beterrabas e Ponto.paina nos ambientes de Terra Una desdobrando as percepções e vivências de materiais e objetos domésticos e/ou orgânicos e suas reverberações cromáticas e sensoriais.
Em Trajeto com Beterrabas utilizo um vestido branco e ralo beterabas até criar um ambiente de acumulações e tingimento, levando o corpo a um estado de exaustão. A performance será realizada por um tempo mín. de 3hs para potencializar a criação do ambiente acumulativo formando relevos pictóricos. Em seguida, irei até um rio e lavarei o vestido na água. A beterraba estará presente durante toda a residência em tentativas de plantio e experimentações culinárias.
Ponto.paina consiste na ação de perfurar um comprido papel branco criando micropontos que sobreponho ao meu corpo através da saliva. Espalho painas brancas pelo vestido, corpo e espaço, que se propagam através do vento impregnando a paisagem. Após a ação, vou procurar e recolher os micropontos de papel e as painas espalhados pelo ambiente observando e registrando seus alcances e propagações.

"O branco é a cor do fundo desta página. O Código hexadecimal para a cor branca pura é #FFFFFF." (wikipédia)

Interação com o Ponto de Cultura

Processos de sensibilização do corpo e deslocamentos performativos na cidade

A proposta de interação com o ponto de cultura consiste em realizar experimentações corporais que conduzam a uma sensibilização do corpo e à abertura dos participantes para as possibilidades de intervenção performativa na paisagem.
Algumas ações e experiências serão realizadas dentro do espaço do ponto de cultura, que ampliem as percepções dos corpos e suas relações com os outros corpos e objetos que os cercam em constante processo de contaminações e interferências.
A partir das experiências realizadas a relação será expandida para o entorno em proposições coletivas, com intuito de mobilizar as pessoas e seus afetos e interferir no ambiente.
O enfoque será dado na intensidade das experiências proporcionando aos participantes o encontro com novas sensibilidades e disponibilizações corporais e criando fluxos que desestabilizem (mesmo que seja a partir do mínimo) os condicionamentos perceptivos e experienciais da cidade e da paisagem local.
Tempo: 3 encontros de 4hs
Com: adolescentes de 12 à 18 anos ou adultos (uma das opções conforme as afinidades do ponto de cultura)

Sobre o artista

Vive e trabalha em Uberlândia - MG.
Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Uberlândia (2004-2008) e mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Artes – UFU. Pesquisa relações entre o corpo, a performance e seus contextos de realização.
Integrou o coletivo Maria do Silêncio Engenho Dança e a Cia UaiQDança do Triângulo(2000 a 2006), participou do I Salão de Artes Visuais de Uberlândia (2005) e foi bolsista do Fórum Internacional de Dança (Belo Horizonte/2006). Participou das residências artísticas Transobjeto Coletivo (Uberlândia/2006) e DESABA (São Paulo/2008), realizou a exposição individual 365t x 300dpi : 99cm (Uberlândia/2007) e recebeu o Prêmio Minas pela I Bienal de Arte do Triângulo (Uberlândia, 2007) com o vídeo Ensaio Sobre o Muro. Participou de exposições, festivais e mostras de artes visuais, dança e performance: Festival de Arte, Olhares sobre o corpo, MIR Festival Grécia, Encontro Terceira Margem/Bienal Internacional de Dança do Ceará, Festival de Dança do Triângulo, Paisagem Ambulante, Visões Urbanas, Festival de Apartamento, Projeto Arte Móvel Urbana.

Comentários

1. Tiago Folador Galter
02/02/2011 11:59
Forte proposta Ana, tô curtindo muito essa troca também...
2. Ana Reis Nascimento
29/01/2011 15:53
ei pessoal,
obrigada pelos comentários por aqui, pelos olhares sensíveis q me deram nesse espaço.
tava bem gostoso esse processo de trocas, eu tive q dar um sumiço pra finalizar a dissertação de mestrado, concentração necessária.
bom, ainda temos alguns dias de encontro-virtual.

e ah... difícil demais mesmo as escolhas, vontade de encontrar todos por lá! rsrsr



3. Juliana Gontijo
27/01/2011 11:04
gostei muito, parabéns.
4. Douglas Pego
24/01/2011 12:15
eh forte isso viu.

a ação dos pedacinhos de papel...

muito pouco que fala muito.


Boa sorte Ana,
(Deveriamos ter direito a 20 votos, rs. dificil demais escolher)

Pego

5. Amanda Freitas
23/01/2011 22:24
Bacana o elemento beterraba!
Muito forte isso pela relação com o sangue, com o "vermelho", a exaustão, o orgânico, relação corpo-alimento...

Boa sorte!
Luz.
6. Deborah Cimini
23/01/2011 19:36
Nossa Ana, que loucura! a sensação é que você quer tirar música do corpo através do instrumento ralador, muito forte! Me trouxe muita inquietação... me fez refletir sobre como nosso organismo é como uma porta mesmo que é capaz de se abrir para experiências/percepções infinitas e de como o tipo de interação que estabelecemos com o mundo parte da escolha de onde colocamos nossa atenção e de como ela muda a medida que deslocamos nosso foco. Te senti profundamente ao me reconhecer... num ato de dilaceramento, de entrega... do sacrificio com toda sua beleza, em seu aspecto mais sublime...
7. Carolina Lemos Coimbra
21/01/2011 15:44
Oi Ana tive o prazer de ler sim! Uma FIGURA!!

Me traz felicidade estar na posição de aprendiz da Vida...

Grata!

Na torcida...
8. Yasmim Flores
21/01/2011 15:17
Oi Ana!!

Seria muito bom poder trocar mais experiencias performaticas!

Se pintar de beterraba que lindo!

Viva!!

9. Marina Fraga
17/01/2011 17:57
Oi Ana!
Que bonito contraste entre as fortes imagens da beterraba e a leveza da paina! (as fotos dão vontade de sair voando assim pintada de branco) Muito bonito essas trajetórias que você propõe, quero ver ao vivo! sorte!
10. Flávia Paiva
14/01/2011 16:27
De fato ana, são extensões de nosso dentro e o que mais me instiga é a relação com esse material orgânico sendo objeto artistico!

nos encontramos!
11. Mariana Soares Leme
14/01/2011 01:46
Oi Ana,

Acho ousado seu trabalho, é necessária uma entrega para criar essa bela performance. Parabens!
12. Fernando de Pádua Mesquita de Azevedo
13/01/2011 21:45
oi Ana,

outro dia li seu projeto também. fiquei muito instigado com a proposta, principalmente por se tratar de uma atividade experimental em grupo.

lendo seu comentário, percebi que você deu uma espiadinha no blog. legal gosto da itetação ...

o texto fez parte de uma proposta para o Fórum de pesquisa em Arte realizado pelo PPGartes da Ufpa ano passado e teve um foco específico: o urbano. realmente, esquizobike está inteiramente ligada ao urbano, aos elementos que constituem todo esse espaço, sendo uma reflexão por dentro de um processo que se constitue em sua própria dinâmica formativa e caótica.

a proposta para a Terra Una, busca criar outros laços, laços mais orgânicos e expanssivos, onde a diferença vai se instituir dentro do próprio processo interativo com o lugar e os outros artistas.
pensar a jabiracabike como elemento rizomático a aprtir da multiplicidade de elementos que podemos encontrar dentro da diversidade de materais no ecosistema do lugar me deixa um pouco ancioso e curioso. com certeza encontraremos outros cheiros, texturas e suportes inusitados para compor a estrutura.

valeu a dica e vamos conversando

curti sua prosta também. interagir com os corpos e os objetos de forma plena e sensível pode nos levar pra outros níveis de entendimento do nosso próprio ser durante os processos perceptivos no próprio fluxo das experimentaçeos.

abraços

13. Daniel Seda
11/01/2011 22:36
Ana, a simplicidade também me atrai. Muitas vezes apenas uma idéia simples mais o tempo de sua realização são suficientes para trazer a potência do trabalho.

Que esses contatos virtuais já sejam o início de uma futura convivência em Terra Una.

Cabe ao tempo e às suas manifestações decidir, enquanto isso, torçamos.
:)
14. GIlio Mialichi
11/01/2011 21:18
Olá Ana, sou eu novamente

Conte mais sobre sua poética...a origem e/ou ponto(s) de partida ou pesquisa ou desdobramentos ou ainda seu ineditismo. Mostrei pra alguns amigos...eles adoraram.

A figura do bebê é muito forte pra mim...Vi em uma das suas fotografias. Trabalho exaustivamente com essa imagem em desenho ou nas entrelinhas. É de origem pessoal pra mim.

Parabéns

Gilio Mialichi
15. Gilio Mialichi
11/01/2011 21:12
Oi Ana

Fico feliz por ter notado meu trabalho...obrigado mesmo!

Também gostei muito do trabalho do seu amigo...o Lucas. São casulos lindos. Me identifiquei bastante.

Se puder passe meu link pra ele:

gilioarte.blogspot.com

Até

Gilio Mialichi
16. Khalil Charif
11/01/2011 17:48
Oi Ana, depois de ler aqui seu comentário, vi o video até o final como vc propôs.

No começo parece que agente já sabe "onde isso vai dar", e, interessante, novas e sutís percepções/significados vão se dando, acontecendo, devido ao tempo de assimilação/contato com a obra.
Pura poesia, impregnada de possibilidades de leitura... roupa/beterraba/carne/veste/branco/pureza/escorre/percorre/tempo/esgotamento/rotina/exaustão/cotidiano/e indo...
Impressionou-me mais ainda o final do vídeo, quando vc deita... nossa, forte, muito lindo aquilo!!!

Sua proposta em Terra UNA (realizá-la por 3 horas), vai fazer com que a performance cresça em significação exatamente por essa força interior do trabalho, e esse "dar tempo" pra obra entrar fundo nas suas possibilidades. E vai ser muito belo isso...

Dei uma passada no blog, tem muita coisa pra ver/ler... (a entrevista da Marina Abramovic é um espetáculo!!!)

Eu volto!!!
Parabéns desde já!!!
Estou torçendo pra que vc revele ainda mais lirismo lá...
17. Ana Reis Nascimento
11/01/2011 16:20
flávia,
interessante q mesmo as imagens já te despertaram outros sentidos. potência das performances em suas sutilezas sensoriais!
quero fazer experiências culinárias com elas durante a resdiência. já descobri um pudim de beterraba, sopa, panquecas... estão todos convidados pra culinária experimental!

carolina,
não sei se vc já viu o vídeo, mas gostaria muito q assistisse. acho q as provocações com o feminino se tornam ainda mais presentes do q podemos ver nas fotografias, não só pela cor mas pela reptição da ação e o modo como ela transforma-se em diferentes significados.

gilio,
bonita a sua experiência com as painas, elas são mesmo atraentes em suas formas-nuvens e o modo como se espalham na paisagem. estava numa cachoeira junto com amigos e vimos uma paineira cheia, olhamos pro chão e ele estava coberto de painas. começamos a colhê-las pelo espaço e depois surgiu a idéia da performance com os micropontos de papel. agora sempre q vejo uma paineira saio catando painas pra qd for fazer a performance.

daniel,
gosto muito das idéias simples e da exploração das inúmeras possibilidades, como se a gente fosse abrindo camadas e camadas de associações...


beijos e boa sorte a todos.
18. Ana Reis Nascimento
11/01/2011 15:49
olá,
agradeço aos comentários e por abrirem o espaço de trocas aqui.

mais do q um processo seletivo, q esses sejam nossos primeiros espaços de convivência.
19. Daniel Seda
10/01/2011 02:38
Ana, o seu projeto é lindo.

Linda e potente essa relação beterraba - tecido - corpo e todas as associações poéticas, simbólicas contidas nessa idéia simples.

Boa sorte pra você, adoraria ver o seu trabalho sendo realizado
:)

abs
20. Gilio Mialichi Neto de Oliveira
09/01/2011 21:39
Oi Ana

Quanta proposta inscrita de qualidade...cada um com sua poética, objetivo e conhecimento adquirido durante a vida...

Aqui todos temos muito a oferecer e aprender também...e é por isso que estamos juntos nessa.

Aproveito para convidar aos que ainda não visitaram e apreciaram os projetos para fazê-lo. Vale muito a pena...pessoas novas, conhecidos, dúvidas, poéticas semelhantes,surpresas, emoções....diversidade!!!

Minha proposta inscrita é "Homocrisálida"... passem por lá e registrem suas impressões.

Também tenho um blog com imagens de outros trabalhos que contam um pouco da minha história artística. Se puderem visitem:

gilioarte.blogspot.com

Escrevam.......... gmialichi@hotmail.com

Até

Gilio Mialichi
21. Gilio Mialichi
07/01/2011 11:06
Olá Ana, bom dia

O "Trajetos, pontos painas" tem um abeleza estética impressionante. A ideia de retirar corante natural da beterraba também foi muito boa...representa mesmo o feminino.

As painas me lembram minha infância. No sítio onde cresci tem uma árvore gigante de painas que ainda produz até hoje, é muito antiga. Quando ela está toda branca e o vento vem....formam-se nuvens brancas que se alastram pela paisagem!!!

Parabéns e boa sorte

Gilio Mialichi
22. Carolina Lemos Coimbra
05/01/2011 20:52
Ah...o vermelho, nós mulheres sabemos muito bem dele, de suas sombras, força, dor e magia...

VIVA!
23. Flávia Paiva
05/01/2011 16:41
beterraba,
eu sinto gosto e cheiro
beterraba