RESIDÊNCIA ARTÍSTICA Terra UNA

Interações Florestais 2011

O Relacionamento



De: Douglas Pego

Ação, MG

A Proposta

Esta proposta consiste em estabelecer um processo de trânsito e exploração da região de residência sempre sobre pisos de cerâmicas industriais, nunca estabelecendo contato direto com o chão.
Essa ação será desenvolvida em todo período de residência, sem qualquer concessão, e será registrada em todo seu processo. Com um número limitado de cerâmicas, sendo utilizadas soltas e apenas colocadas sobre o chão, serão feitos e desfeitos a todo tempo caminhos e espaços para a circulação do artista, numa espécie de “pavimentação” como condição para trânsito e permanência em qualquer espaço natural.
Uma ação para o dia-a-dia que busca levantar uma reflexão sobre a relação do homem com o espaço natural, seu estado de ocupação, de trânsito e de organização; suas razões, desculpas e necessidades para estar, em corpo, no mundo.
Os pisos de cerâmica, por serem a própria terra processada, queimada, modulada e impermeabilizada, são usados como referência direta a toda organização já realizada pelo homem, e todo o contraste provocado pela sua presença no “meio do mato” levanta perguntas que conduzem ao entendimento do “necessário” e do “construído” para o homem estar em terra.

Interação com o Ponto de Cultura

Proponho um passeio em meio ao espaço natural, tendo por fim um piquenique, ambos os movimentos acontecendo sobre pisos de cerâmica desde o lugar de saída (Ponto de Cultura), o local do piquenique e a volta. Esta proposta será destinada apenas a adultos devido ao cuidado necessário para o manuseio das cerâmicas.

Mais informações em http://douglaspego.blogspot.com/

Sobre o artista

Douglas Pego é graduado em Artes Visuais com habilitação em desenho e artes-graficas pela UFMG. Atualmente desenvolve trabalhos de performance e intervenções no espaço urbano, em que discute a ocupação da imagem publicitária e da própria população nesse espaço. Outros trabalhos são peças gráficas, em que aborda algumas mídias impressas, discutindo a apreensão de conhecimento e informação determinado pela forma.

Comentários

1. Aline Midori
31/01/2011 09:44
Douglas, relendo sua proposta e visitando seu blog, olha o efeito: carimbar cerâmicas no chão com beijos de batom!..Um piquenique com pratos e utilitários também dessa natureza a marcar certos pontos da nossa trajetória da volta..!
Que tal?
Dedos cruzados para a ação e os reencontros!
Midori
2. deborah cimini
28/01/2011 19:07
da cidade é mesmo como me sinto...tão perto e tão longe...admirável!!
3. Rosa Yazigi
28/01/2011 00:21
Ei Douglas,
Obrigada pelo incentivo, seu comentário me fez sentir um vagalume mais aceso que apagado.
Que nossos caminhos sejam abertos e nos leve para um lugar sem limites ou fronteiras ... além da cerâmica, do concreto ou do restrito. Vamos voar, o céu não tem limites e nossas almas também.
Sucesso em terra una !!!
4. Flávia Paiva
27/01/2011 00:09
puxa, não achei o blog da sua amiga!!! fiquei curiosa! ela tá no face?

sim, a idéia é juntar essa ação de coletar as mechas de cabelos, e cada mecha trazer sua historia, isso acontecerá a partir da relação que se estabelecerá com a pessoa, entrando no todo aos poucos, a partir da relação que a gente estabelecer, comigo, ou com os outros que também doarem seus cabelos e compartilharem ações que podem acontecer.
todos estarão convidados a participar! tanto os artistas como a comunidade.
Depois a idéia é criar essa rede poética, tendo continuidade na internet como espaço de registro e articulação.
Bem, assim completa será a primeira vez! pois este é um projeto q faz parte de um outro, então agora é momento dele acontecer! o mesmo será levado para outros lugares e a rede irá crescer, criando mais possibilidades de troca.
nossa,
será q excliquei? rsrsrsrsrs

borandá.
5. Joubert de Albuquerque Arrais
25/01/2011 19:31
Olá Douglas

A minha pesquisa prevê sim documentação da ação, não somente em foto e vídeo, mas nessa proposta de escrita em movimento. Tomar o lugar é considerar o outro na ação, criando espaços, frestas, atalhos, percursos com o lugar, assim como diz tua proposta de ocupação e trânsito. Podemos então nos questionar: que estratégias de pertencimento podemos desenvolver com os lugares que pretendemos "ocupar" no criar territórios subjetivos?

abraço.

joubert.
6. hugo richard
25/01/2011 12:34
fala douglas,
valeu pelo comentário.
sobres os infláveis, são objetos abstratos. partem sempre de um projeto mas não tem como objetivo a representação de algo figurativo.
tenho mais imagens no meu blog (hugorichard.blogspot.com)

muitos ainda são projetos que eu chamo de objetos infláveis.
dê uma olhada por lá...e vamos mantendo o contato.
abraço
hugo richard
7. Filipe Fernandes da Costa Vaz
24/01/2011 18:29
Fala Pego,

seguinte, estou de volta ao Brasil, depois de uma temporada Ibérica.Estou criando um sítio virutal para poder postar mais resgistros...no momento tudo que tenho a disposição está no site da Jambrohouse....e no meu dia-a-dia..na vida!

Já anseio pelo resultado da votação...desejo sorte..gostei dos trabalhos que vi em seu blog.

um Abraço
8. Ana Reis
22/01/2011 23:06
ei douglas,
interessante e bem desafiadora a sua proposta. um grande exercício de resistência a q vc se propõe, gostaria de ver como se sairá. tb traz aspectos complexos nessa exploração 'urbanizada' do espaço q busca ser preservardo, gerando algumas tensões.

entrei no seu blog e gostei bastante dos trabalhos. tem uma ação com os sapatos de salto muito próxima da proposta de um amigo, que esteve em terra una ano passado, o ricardo alvarenga. o trabalho dele se chama numero 40: passei seu link pra ele tb.

beijos,
9. Daniel Seda
22/01/2011 03:19
Legal, Douglas, leia sim o Calvino! Sou suspeito pra elogiar o cara porque ele é um dos meus escritores favoritos, mas essa escolha radical é bem o espírito do livro e como disse, tem relação com sua proposta.

Vou torcer para que o seu trabalho seja selecionado, espero que a gente se encontre lá. Quem sabe você não deixa um piso de cerâmica instalado embaixo da minha árvore, poderia ser interessante a intersecção entre as propostas ainda que por algum tempo.

Abração e sorte!
:)
10. Cindy Quaglio
21/01/2011 19:10
corrigindo, o site é sem br
11. Cindy Quaglio
21/01/2011 18:37
fiquei pensando agora, que sua proposta, de negação do contato direto com a terra, de certa maneira seria como o avesso da minha, cuja pesquisa corporal é toda fundada na permeabilidade no contato e trânsito entre dentro fora, em que as fronteiras do corpo são permeaveis e relativas. e a dança é um resíduo dessa relação com o meio... Vc revela as camadas de proteção, impermeáveis, isolantes, e eu busco dissolve las, grande parte da pesquisa corporal é voltada para remover essas cascas... acho que a discução que vc propoe muito pertinente e atual, vamos trocando idéias e buscando olhar de vários lados a relação corpo meio.
abraço
12. Cindy Quaglio
21/01/2011 18:24
Oi Douglas, desculpe a demora em responder, passei uns dias viajando e longe de computadores... Essa proposta que escrevi é de certa forma nova para mim também, pois nesse momento estou me lançando num caminho próprio , mais autoral, bastante desconhecido e do qual ainda não tenho nenhum fruto, quero dizer um trabalho já "concluido". Mas essa pesquisa é um desdobramento dos meus estudos em artes corporais em geral e japonesas em específico, e do meu trabalho junto ao Núcleo Fu Bu Myo In, que é a pedra fundamental de tudo que eu faço, matriz do meu pensamento e pratica artística e de vida. Temos alguns vídeos mas nada na rede... no site www.jardimdosventos.com.br tem algumas fotos de trabalhos que participei e textos sobre o treinamento e pesquisa. Quando possivel terei prazer em compartilhar os vídeos dos trabalhos.
abraço
13. Leonardo Motta Campos
21/01/2011 16:40
..adorei a proposta...
..mas andei pensando...
....sobre a duração da ação... e seu registro....
..quanto tempor duraria a ação..?...
..
...
.boa sorte..
..espero nos vermos em terra una..
.
..um abraço..
...AoLeo..
14. Flavia Caminos
21/01/2011 15:07
me parece hermoso! voto por este proyecto!!
15. Natalia Godinho Coutinho
21/01/2011 10:16
Votado!
16. Mariana de Matos
20/01/2011 17:59
ei, douglas. pra minha proposição, não seria qualquer pessoa capaz de ser categorizada como tal. cada pessoa tem características específicas, particularidades e singularidades.
pretendo trabalhar com alguns traços específicos (não caricatos), por isso, existe a busca/pesquisa.
nem todos somos tudo.
beijã
17. Douglas Pego
20/01/2011 11:34
oi Mavi, querido. Vc não tá pirando não.

Pretendo adquirir um número limitado de cerâmicas, tipo 300 talvez, e residir todo esse tempo em Terra Una fazendo uso apenas destas ceramicas.

Alguns caminhos recorrentes quero mante-los. Por exemplo de uma saída de casa até um varal.
Quando deslocar pra outros lugares vou montando e desmontado a medida que andar. Uma lógica que encontramos em vários situações de organização do espaço pelo homem, como estradas de asfalto e de terra..os caminhos de pedras nas fazendas e sítios...enfim. É isso.

Espero podermos nos encoontrar em breve!
adorei conhecer essa sua alegria. bjao
18. Douglas Pego
20/01/2011 11:21
Oi Amanda.
Eh..que pena não termos conversado pessoalmente sobre os projetos. Não tive tempo de comentar sobre sua ação de sexta. Teremos outras opostunidades.

Sobre minha proposta pretendo sim, não enconstar o pé na terra, em hipotesse alguma, durante toda a residência.

A relação do sacrifico que você menciona, do tornar sagrado é um ponto que não tinha para mim com essas palavras, mas sim, esse RELACIONAMENTO que estabeleço com a terra, não só é uma privação que eu faço dela como faço ela se privar de mim tambem. Dos meus pés no caso. Porem lhe concedo outra ação.

A ação é vista pra mim como um relação entre duas partes. Uma que esta e outra que chega. Não sei.

A palavra privação esta muito associada a abstenção de algo necessário. Pretendo levantar questões sobre isso. essa necessidade e as outras tantas que temos estando em um espaço terreno.

Estou lendo todas as propostas com calma. Faltam duas pra eu chegar na sua. Volto aqui para comentar. Beijão Amanda!
Pego
19. Aline Cristina da Silva
19/01/2011 17:19
Oi Douglas! Gosto de sua propsota, do piquinique..de conhcer as coisas. Isso me lembra um exercicio de deambulação. De conhcer o lugar sem preocupação de tempo... Gsoto muito disso. Ultimamente , no meu caso, ando correndo feito seta de relógio..hehehe
No mais vc estava perguntando sobre meu projeto. Posso te explicar um pouquinho agora. A idéia deste projeto é a obra ser o mapeamento/resultado/afetivo do corpo enquanto intérprete e cidadão(CORPOGRAFIAS); da cidade(Rio Claro/Liberdade); e da Natureza (Terra Una). Tudo inicia um mês antes da residencia na minha cidade(Rio Claro), seguido de minha tragetória de Rio Claro/SP até Liberdade/MG e finalizado com a vivência diária com a comunidade, residentes e interessados. O procedimento em Rio Claro será o registro e mapeamento que poderá ser feito de algumas maneiras que chamo de "convencionais" (foto, vídeo,mapa geográfico) e as "não convencionais" (esculturas, colagens, pinturas, dança, rabisco, brincaderas, jogos,etc...). Durante a viagem farei apenas o método de registro convencional, por que na vivencia optarei por outros e infinitos meios de apreensão e registro. Estes dias de vivência resultarão em "sub-obras" - se assim posso dizer - no qual formarão um grande "mapa". Neste grande "mapa" toda a trajetória, história, experiência, não só minha, mas de todos os participantes estarão inscritos. A idéia deste grande mapa não ser só meu, mas de todos que vivem a cidade e o campo. Que experienciam lugares e as vezes não se dão conta da importancia geográfica, local e afetiva(PSICOGEOGRAFIA). Acho que a falta de afeto nos lugares fazem os tornarem esquecidos e sem importância. Por isso luto para que todos se conscientizem que é importante cultivar o bem estar do espaço, seja ele urbanos, seja ele "rural". Esta é minha idéia inicial... que poderá mudar...Estou aberta a sugestões, críticas para melhorar e desenvolver isso.


Um forte abraço, sucesso e vms nos falando!!!
20. Khalil Charif
19/01/2011 09:44
Valeu Douglas!!! O pessoal lá é 10 mesmo!!!
Se rolar de ter o livro eu vou sim e nos veremos lá em Vitória...
Depois mando o link dos novos trabalhos, beleza!!!
Parabéns de novo!!!
Grande abraço, meu querido
21. mavi
19/01/2011 02:31
Viu, Douglas!? Amanda falou e disse!
Essa coisa do sacrifício x tornar sagrado é bacana de se explolrar.
Eu tb pensei com pesar no detalhe de o Douglas se privar de pisar na terra, mas ele mesmo disse q é um desafio q está se propondo...

Doug, e as placas serão sempre retiradas depois q vc passar, como rastros efêmeros? ou ficarão?
vc havia comentado de que pretendia criar "mapas" ou caminhos diversos, mas que tentaria evidenciar os lugares por viesse a passar com mais frequência, é isso? e nesses lugares, aí sim as placas ficam por mais tempo?

isso q to lhe perguntando tem algo a ver ou estou pirando?

SAudades, nego!
Espero nos encontrarmos em breve.

22. Amanda Freitas
18/01/2011 22:58
Olá, Douglas!

Foi bom partilhar contigo a experiência do Trampolim em Vitória! Uma pena não termos conversado mais sobre nossas respectivas produções! Dei uma olhada no teu blog e compreendo agora ainda mais a tua linha de investigação artística.

Gostei da tua proposta, achei ousada!
Mas você não poderá em momento nenhum pisar com os pés descalços direto na terra? Sei lá, por ser uma proposta de vivência natural, sua proposta me remete à uma privação, como sacrifício. Sabe que sacrifício significa "tornar sagrado", como potencializar algum ponto através de um gesto de privação ou algo do tipo. Viver isso evidencia algum ponto sobre o qual você lança o foco de reflexão.

Gostei da forma como você resolveu a questão da oficina relacionada ao trabalho.
Um abraço!

Boa sorte!

Luz.
23. Daniel Seda
18/01/2011 22:23
Oi Douglas,
A sua proposta tem uma atitude, uma ironia e uma crítica que me atraem bastante.

Você já leu O Barão nas Árvores, do Ítalo Calvino?
http://skoob.com.br/estante/livro/7828822
É uma espécie de duplo da sua proposta, desconfio que você vai gostar desse livro.

abraços e boa sorte
:)
24. Marina Fraga
18/01/2011 13:40
ah! esqueci de dizer que vi o seu site! trasbalho incrível e com um humor maravilhoso. parabéns!
25. Flávia Paiva
18/01/2011 13:39
a Sim, entendi! de fato não dá mesmo para correr esse risco!

mas o seu trabalho é bem desafiador, para vc mesmo enquanto atuante! eu gostei muito!

Flávia
26. Marina Fraga
18/01/2011 13:38
Olá Douglas,
Obrigada pelas palavras. Bem interessante e radical este seu sistema (sem concessões??!). Chama atenção para o espaço e para o caminho, para os atravessamentos que permitimos ou não, e para as condições que a arte acaba impondo em seus artistas. A impermeabilidade e a permeabilidade é um tema muito presente nesta minha pesquisa recente. Muito legal sua proposta! beijos
27. Carolina Lemos Coimbra
18/01/2011 13:11
Oi Douglas!!

Tenho refeltido sobre o feminino e o quanto nos faz falta esta conexão e cuidado com essa energia em nós e em tudo... gostaria da oportunidade de explorar isso com todos os seres humanos independente do gênero. Mesmo porque hoje em dia tenho acompanhado algumas discussões dos transgêneros...que esta ideia de gênero é algo cultural, que inventamos...enfim...muitas possibilidades!!

Agradeço as sugestões e será um prazer - caso me seja dada a oportunidade - de fazer conexões com todas e todos que se interessem.

Devo confessar que um dos projetos que mais me tocou foi o seu, um dos primeiros que li. Imagino o cuidado necessário para o uso das placas, o não tocar a terra (aqui em Sampa ando bem acostumada) e as reflexões que sua proposta nos trás. Gratidão! E boa sorte! :)
28. Giovanni Ferreira de Souza
18/01/2011 02:00
Oi Douglas,
que bacana essa repetição do trabalho por todo o período da residência, as marcas que o processo vai acumulando no ambiente. trânsito inconstante, sem destino...
até o final do período tu já vai encontrando, e ter encontrado, muitos outros trabalhos interagindo no ambiente da ecovila, bonito ver o teu trabalho como conexão dos projetos, uma ligação forte em terreno fértil.
abração, e na torcida!
29. Khalil Charif
18/01/2011 01:10
Douglas, conta aí... como foi a sua apresentação em Vitória?!!
Estou curioso irmão... queria estar lá...

qdo tiver um tempinho vc escreve...beleza?!!
30. Tiago Folador Galter
18/01/2011 00:02
O Douglas que bom que chegou bem, espero que tenha aproveitado bastante aqui no ES, Muito bom vivenciar essas experiencias com voces de MG e SP...
Sobre o PARE OLHE ESCUTE, quero interagir com as palavras em locais de circulação e próximo a outras obras sem interferir, criando zonas de troca, pois essas palavras puxaram outras manifestações espero, mesmo porque como vc perguntou sua composição é bem efemêra...então o diágolo com os outros dará essa continuidade, como um rabisco um local que chama outro a rabiscar mantendo ou não relações...
31. Gilio Mialichi
17/01/2011 21:50
Fala Douglas,

Que bom que gostou dos bebês...cultivo esses seres, e tudo que os circulam, incansavelmente já a uns 4 anos...são autorretratos....!

Sobre as crisálidas, nossa! Elas são realmente muito reais e quando colocadas nas árvores ou paisagem elas ganham ainda mais realismo. Até eu me assustei quando vi uma colocada pela primeira vez. E na foto ficam ainda mais reais.

Então, são construidas a partir de uma estrutura oca de arame, forrada com atadura gessada e recoberta com terra, estopa de mecânico, argila, grama, outros elementos orgânicos.

Teve um dia, quando fui transportá-las do lugar que eu as fiz para casa....fiz isso a pé pela rua. As pessoas também pensavam que eram de bichos, abelhas, pássaros, etc...Foi ótimo o estranhamento causado nas pessoas.

Gostaria muito de instalar esse trabalho nas praças também, em uma outra ocasião. Não seria ótima o espanto causado nas pessoas.

Chamo de obra mimética (mimetismo)...uma espécie de camuflagem. Douglas, essas crisálidas passam como se fosse da natureza facilmente...principalmente as nenores (veja nas fotos acima).

Sobre sua lógica muito doida...é assim mesmo, os trabalhos artísticos nos fazem pensar bastante. As leituras também são as mais doidas possíveis. Dentro da minha poética essas crisálidas dizem tanto! Se quiser posso te dizer um pouco mais do meu trabalho...Se tiver outros pensamentos pode escrever...qualquer um mesmo!!!Até mesmo os mais doidos.

Gostaria de presenciar todos, numa roda bem grande, embaixo de uma árvore com uma sombra bem fresca construindo as crisálidas...cada um a sua, ou mais que uma, com tamanho, formas, cores, texturas e materiais diferentes...!!! Que sonho! trocando ideias e experiências gerais, conecendo mais as pessoas. Se nos encontrarmos por lá gostaria também da sua presença durante a construção e montagem das crisálidas nas árvores.

Esse espaço de troca virtual aqui é mesmo fantástico...de quem será que foi essa ideia?

Até logo

Gilio Mialichi
32. Marcela Antunes
17/01/2011 18:37

Olá Douglas,

A cerâmica INDUSTRIAL é algo muito intrigante,
cerâmica-terra+água+ar+fogo, só que resultado de qulaquer industria, é feita em larga escala, a coisa se repete, não há individualidade naquilo: padrão.
Seu trabalho não me remete a isso, é feito com poucas lages o que me lembra o material em si: singelo e poderoso.
O ir e vir, colocando uma a frente da outra, me lembra algumas coisas: o que montamos a nossa frente é a conjunção do que somos agora com o que buscamos lá atrás, nosso caminho acontece assim, claro que há o inesperado e obstáculos pelo caminho, então como continuar?
Muitas coisas para se pensar e falar...
espero lhe encontrar

bjks grandes

33. Douglas Pego
17/01/2011 17:42
oi Midore,
que bom te encontrar aqui. Quero muito te encontrar la na residencia. Adorei sua proposta. Mas se nao tivermos a chance de estarmos juntos la saiba que me interesso muito por participação nessa sua proposta, caso venha realiza-la alem do projeto Terra Una.

Sobre meu projeto, fiz um teste com as placas de ceramica antes.. quando aumento a superficie a pressao diminui, assim as placas nao esmagaram os bichinhos não, rs.

No piquenique podemos sim conversar sobre o Kaza, será um prazer. Quero tbm conversar sobre a propria experiência que estaremos vivendo na hora.

Espero te encontrar la. Senao nos vemos por aqui. bjos.
Pego.
34. Tiago Cardoso Gomes
17/01/2011 17:39
Oi Douglas,
Pensei sim em fazer bem rande , mas com prazo de tempo e as possiveis dificuldades em relação ao clima achei melhor diminuir o tamanho.
Dependendo de como for imgino em fazer mais poemas pelo local ou talvez até aumentar o tamanho , mas vai depender muito de como estiver o clima e de como for o solo a ser cavado.
Imaginei um video de sua proposta chegando ao poema no chão.
Muito boa sua ação.
35. Angelo Luz
15/01/2011 23:08
Sem dúvida uma metáfora interessante: não tocar a terra. Bastante racional. Fala muito do que se vive hoje em dia nas grandes cidades. Gostaria de ver vc fazendo isso. Uma imagem curiosa! Boa sorte!
36. rodrigo d'almeida
14/01/2011 15:58
Oi Douglas,
Interessante é a sua proposta!

Qual é o espaço do ser humano na natureza?

Ao ler a sua proposta, pensei nos desenhos que essa "pavimentação" cria a medida que andamos sobre as cerâmicas. Um movimento tão orgânico,
criativo e transformador sobre algo rígido e quadrado. Parabéns irmão!

O piquenique é irresistível! imagina cada um com seus quadrados criando movimento e desenho e se encontrando em uma grande plataforma de cooperação. Já me candidatei.Rsrsrs.

O que eu acho o melhor do prêmio é conhecer os artistas, confiar nas propostas e poder colaborar com trabalhos como o seu.

Um abraço e sucesso!
37. Tiago Folador Galter
13/01/2011 16:01
Muito legal essa idéia de transpor esses pisos do seus lugar comum, cria toda essa relação que vc diz do homem natureza, seus caminhos espaços a se descobrir, bacana as performances e intervenções no blog, interessante Caras para ler.
Queria ter visto sua apresentação no trampolim mais vou aparecer só hoje quinta...Sucesso ai
38. Douglas Pego
11/01/2011 22:46
Oi Gilio,
É inedita sim! Pensei em como estabelece uma relação coerente com o lugar e com minha pesquisa.

O vídeo do trabalho Batom existe sim. Vou disponibiliza-lo em algum site de vídeo e te mando o link.
até. Pego
39. Gilio Mialichi
11/01/2011 22:37
Olá Douglas

Comecei a visitar alguns blogs e sites dos participantes...

Gostei demais da obra "Batom"...Muito sedutor. Tem vídeo dessa obra ou é somente fotografia...?eu quero ver isso acontecendo.

Pelo que vi você tem um apego pelo corpo e a publicidade...ou como o corpo se apresenta perante aos nossos olhos.

Essa proposta para o terra una é inédita, um desdobramento de um outro trabalho, etc....? Comente um pouco mais sobre isso.

Até

Gilio Mialichi
40. Douglas Pego
10/01/2011 18:29
oi Flávia,

Sobre a iteração ser com adultos e não com crianças e só por um motivo de segurança. A cerâmica se quebrar pode cortar. São crianças, e eu não posso assumir responsabilidade por ela. Nesse caso é perigoso. Adoraria que varias pessoas tivessem essa experiência do piquenique...

Sobre sua pergunta: Ficaria sim o mês todo nessa situção.Essa é a proposta. Espero que seja viavel e possivel.

Vou dar uma olhada nas propostas ...
em breve asso na sua!

até.
Pego
41. Pego
10/01/2011 18:12
Oi Khalil. Valeu! Estou com o Shima no Bolsa Pampulha. Estamos trocando a um tempo ja ...mas espero que aconteça muito mais trocas la em Vitória.

Sobre o "sem qualquer concessão" me refiro a isso por ser uma proposta que proponho acontecer como condição de vida, como condição para o meu transito fora do espaço de casa. Acredito que é nessa tarefa dificil que muita coisa vais surgir. Mas claro! Estou aberto sim a novas possibilidades. É sempre possivel as mudaças...ainda mais como as trocas que podemos gerar em grupo.

Até breve, volto aqui para contar.
Começo a ver os projetos agora!

Pego.
42. Khalil Charif
10/01/2011 16:53
Muito interessante proposta Douglas, construir e reconstruir esses caminhos, "apagando" as pegadas, reescrevendo a todo momento esse discurso/percurso poético. Muito bom isso!!!

Entendendo que, nós, pessoas, somos seres contraditórios por natureza, sujeitos à toda sorte de interferências, referências, obsessões, contágios, eu questiono aqui quando vc diz na sua proposta "sem qualquer concessão". Talvez seja bacana realiar esse ponto, esse dado, até porque Terra UNA vai ser uma oportunidade de descobrimentos, de experimentações, de possibilidades, e talvez não seja bom ter uma idéia "fixa". O que vc acha?

Fiquei sabendo que vc também vai a Vitória agora, se apresentar no Trampolim. Que maravilha, muito bom saber!!! Aproveita e troca experiência com o Shima lá, que participou do Interações 2010. Vai ser legal conhecer mais, ele parece ser ótima pessoa (além de grande artista)!!!

Todo sucesso lá! Volta pra contar pra gente como foi, beleza?!!
Grande abraço!
Na torcida por seus novos caminhos!!!
43. Flávia Paiva
09/01/2011 16:28
se quizer me add no face

http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=1157868973
44. Flávia Paiva
09/01/2011 15:02
aaaaaaaaa
em relação as crianças, se vc estabelecer com elas as regras, elas são bem tranquilas de se apropriarem... ja tbém tive experiencia com crianças em trabalhos bem sensiveis e com o acompanhamento elas realizam e se tranformam!
é bem mais facil os adultos se atrapalharem. rsrsrsrs
45. Flávia Paiva
09/01/2011 14:59
simplesmente adorei! perfomance e resistencia...
vc ficará o mes inteiro nessa ação? como será, como pensa na sua viabilidade..
enfin seja como for seu trabalho me leva!

Flávia Paiva
46. Aline Midori
09/01/2011 13:56
Grande Douglas! Diz aí, se é proposta só com adultos, na volta do piquenique não tem perigo de quebrar? (rss) Ou mesmo da grama, dos insetos se esmagarem...
E isso aí, camarada, modos de criticar os hábitos humanos que vão fundo no humor!
Dói e sara, ao mesmo tempo.
Que tal convidarmos todos a uma "Trocaria e Permutaria"? E assim contar um bocadinho mais da Kaza Vazia!
Abração
Midori
47. Gilio Mialichi
09/01/2011 12:21
Oi Douglas

Quanta proposta inscrita de qualidade...cada um com sua poética, objetivo e conhecimento adquirido durante a vida...

Aqui todos temos muito a oferecer e aprender também...e é por isso que estamos juntos nessa.

Aproveito para convidar aos que ainda não visitaram e apreciaram os projetos para fazê-lo. Vale muito a pena...pessoas novas, conhecidos, dúvidas, poéticas semelhantes,surpresas, emoções....diversidade!!!

Minha proposta inscrita é "Homocrisálida"... passem por lá e registrem suas impressões.

Também tenho um blog com imagens de outros trabalhos que contam um pouco da minha história artística. Se puderem visitem:

gilioarte.blogspot.com

Escrevam.......... gmialichi@hotmail.com

Até

Gilio Mialichi
48. mariana de matos
07/01/2011 17:17
douglas, discutir terreno/ alterar as rotas e deslocar as trajetórias é um processo árduo que demanda energia e desejo. vamos estabelecer diálogos a respeito disso, hein? gosto da proposição.
beijo,
49. Juliana Gontijo
04/01/2011 23:09
oi Douglas,
muito boa sua proposta, uma reflexão sobre esse desenvolvimento "natural" que o homem dá a qualquer espaço em que habita, espaço esse que "evolui" de acordo com as sempre novas necessidades de consumo.
grande abraço!
50. Gilio Mialichi Neto de Oliveira
03/01/2011 21:10
Oi Douglas

Você traz o mundo urbano pra dentro da natureza e isso causa uma interação com o meio além do estranhamento visual. Durante os trajetos da caminhada você/público constroi mosaicos sobre o chão...bem interessante!

Boa sorte Douglas

Gilio Mialichi