Até onde a cor permitir/COR CORPO PAIGAGEM
De: Mariana Soares Leme
O Projeto
Elementos interligados para criação de uma poética. Como a cor se comporta no corpo? Como esse corpo interage com a paisagem? Como pintora o desejo da relação entre corpo e a paisagem, a intimidade com a tinta que vai permitir abrir caminho para estabelecer novas relações. Interagir com os participantes da residência e o ambiente local através da pintura corporal, buscar uma relação com os participantes e traduzir em cores e formas em seu corpo (corpo como suporte para a pintura). O corpo e a paisagem serão os pontos de partida para compreender e definir qual será a pintura realizada em cada artista participante da residência.
Interação com o Ponto de Cultura
Confecção de tintas naturais – no primeiro encontro o público do Ponto de Cultura e Sustentabilidade poderá experimentar alguns tipos de tintas naturais como urucum, jenipapo, beterraba e fuligem de carvão, mostrarei na prática como é feita a produção dessas tintas, os participantes terão acesso às receitas e poderão confeccionar as tintas em casa.
Criação e execução de maquiagens – no segundo encontro depois das tintas produzidas, faremos desenhos de maquiagens, serão apresentados imagens para criar uma referência e estimular o imaginário, em seguida faremos as aplicações das tintas naturais no rosto, em partes do corpo conforme o desejo dos participantes.
Sobre o artista
Mariana Soares Leme iniciou-se artisticamente através do teatro em 2000. Graduou-se na Universidade Estadual de Campinas em Artes Visuais, dentro da graduação realizou especializações em desenho e pintura, e participou de montagens cênicas onde se focou em desenvolver maquiagens para os espetáculos. Desenvolveu maquiagens e coordenou equipe de maquiadores no Projeto Teatral Florada da Ong Grupo Primavera. Em 2009 participou da Residência Artística do 8° Festival de Inverno da Fazenda Serrinha em Bragança Paulista sob a orientação de Bené Fonteles e Fábio Delduque, durante a Residência trabalhos individuais e coletivos eram desenvolvidos, todos de caráter experimental e de interação com o espaço da fazenda. Nesse momento teve a oportunidade de realizar um trabalho de pintura corporal Para dar continuidade à pesquisa realizou um segundo ensaio fotográfico sempre relacionando a pintura corporal com a paisagem local estabelecendo nesse momento uma investigação neste sentido, onde a pintura corporal é o eixo central e os elementos cor, corpo e paisagem estruturam a pesquisa.
Comentários
Todos os que se propõem a impor limites vira um terível chato... he he he... Depois que eles crescem, agradecem e se sentem parte de tudo...
Pintar o corpo é uma das melhores coisas da vida!
Cça é criança...rs Te peço mulhões de desculpas por escrever dessa forma, nem sou muito chegada às abreviações, mas eu reconheço que a preguiça tem me acompanhado desde que o verão começou... He he he...
Leia de novo o que eu escrevi e me conte se você tem alguma experiência com elas (as crianças...rs).
Muita sorte pra você!!!
esse texto se chama O Olho e o Espírito, está no livro Fenomenologia da Percepção.
Tenho certeza que vc vai gostar muito.
" O enigma reside em que meu corpo é, ao mesmo tempo, vidente e visível..."
abraços
Claudia
(se vc tiver oportunidade, dá uma olhada nesse trabalho sonoro que fiz, baseada num texto do merleau-ponty sobre o corpo:
http://www.bienalmercosul.art.br/7bienalmercosul/pt-br/claudia-hersz ).
Abraços e feliz 2010!
um belo ponto de vista esse o da cor e o corpo como luz natural
tem alguma coisa com as fontes naturais
nossa a foto de cima ta mui bom parece um mixto bicho=homem
me da teu e-mail
sucesso
A problematica ambiental em que estamos inseridos sem dúvida é um fato importante para todos nós, e também um ponto de partida para realização do meu projeto, é uma idéia, não trabalhei com isso anteriormente, será um desafio. Tenho alguma idéias de como captar essas imagens, porém preciso da prática e da vivência para realmente escrever sobre isso.
Suerte!
As imagens são bonitas, evocam integração com a natureza, ao mesmo tempo marcam bem o aspecto interpretativo do personagem... têm sensualidade...
Muito legal.
Tenho um vídeo de uma pintura corporal (busto) que fiz com uma amiga. http://www.terrauna.org.br/if2010/projetos/ver/89-caderno-da-pertencen-a
Todos os pigmentos são naturais, conseguidos no marrocos (exceto o dourado). Achei a idéia da tua oficina muito boa!
Se vou à Terra Una levarei estes pigmentos e espero encontrar-te or lá.
Boa sorte!
Gus
Aqui vai o restante do projeto:
...Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, carvão negro, pastéis de desenho.
A vivência na arte me ensina: ela é um meio efetivo de transformação. Unir sabiamente arte e ecologia. Isto é um sim, pretendo aprender e compartilhar.
Pele também é corpo e sua proposta nos (re)lembra isso. Certo que vc assume o corpo como suporte da pintura, mas isso é um bom ponto de partida para essas relação com o corpo do outro. Essa pulsação foi o que me conectou à tua proposta, senti boas afinidades...
boa sorte pra gente.
abs,
Joubert
arranjos das permeabilidades do corpo ambiente, em formas,cores e texturas.
muito bacana.
parabéns! espero que seja uma das residentes.
qto a troca de ki; tenho feito estudos com um sansei de aikido - wilson sagae. ele trabalha a respiração como mote para a percepção do corpo, da energia e suas relações com o ambiente.
é bem interessante.
um dia ele me passou um exercicio chinês milenar que se faz com árvores a partir de um determinado estado corporal alcançado pela respiração e alinhamento do corpo.
a prática é muito forte.
se eu for na residência, vou propor algumas vivências neste sentido.
as percepções são a partir da fisicalidade. fora do campo esotérico.
se quiser saber mais, podemos seguir conversando.
beijos.
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Mta sorte e sucesso!
Gosto da possibilidade de interagir com essa proposta!
Parabéns pelo seu trabalho!
Obrigada pelo comentário e oportunidade de esclarecimento.
Sem necessidade de correção: nem certa, nem errada. Apenas questionando, e isso é muito bom.
O projeto diz o que quero dizer.
Talvez vc tenha sentido falta de maior quantidade de palavras pela própria natureza do que me proponho: começar do meio, partir do zero. Foi por isso que citei O livro "O meio como Ponto Zero" organizado por Elida Tessler, artista e professora do mestrado em artes visuais do Rio Grande do Sul. Livro este que tenho me debruçado em minha vivência e pesquisa em artes visuais. Ecoam em mim as palavras de Jean Lancri, autor de um dos textos contidos neste livro:"De onde partir?Do meio de uma prática, de uma vida, de um saber, de uma ignorância. Do meio desta ignorância que é bom buscar o âmago do que se crê saber melhor." Pretendo deixar o meio falar comigo e talvez por mim.
E é isso. Não tem muito palavreado mesmo não.
Abraço Virginia.
Bejos!
obrigada pelo comentário no meu projeto!
fico feliz de encontrar ressonâncias com pessoas que ainda não conheço, trabalhos diferentes, que se relacionam com o meio, com as pessoas, com as culturas... adorei tua proposta! fiquei pensando na tinta, na pintura corporal, como possibilidade de invisibilidade (justo o contrário do efeito "senso comum" da cor). Esse confundir-se com a paisagem através da pintura, esse misturar-se, essa experiência do fazer parte... fico imaginando como seria uma pintura corporal para dia de chuva... beijo
Somos todos aprendizes.
Em relação as Oficinas Cooperativas - Exercitando a Cultura da Paz que serão apresentadas no Ponto de Cultura não existe uma relação com a cultura maia. A Cultura da Paz neste trabalho esta focada em jogos lúdicos que irão explicitar as relações sociais cotidianas
estimulando a concientização da interdependência,
onde nossas ações reverberam em toda a teia de relações.
Um exemplo de jogo: eu chamo " do caos ao equilíbrio"
Em um círculo feito no chão temos a representação do planeta Terra. Os participantes devem andar/correr dentro deste círculo mas ninguem pode se tocar. Vc deve a todo momento desviar e manejar seu corpo para não encostar em ninguém. No decorrer
da brincadeira vamos diminuindo o círculo, deixando o espaço cada vez menor. Assim trabalhamos a conciência da densidade demográfica, que a medida que aumentamos a população humana no planeta, temos menos espaço para outros e para nos mesmos. Ainda continuando na brincadeira, quando estão todos ali se desviando e procurando espaços dentro do círculo,
toco um apito e os participantes tem de imediatamente parar, tirar um pé do chão e tocar outros tres participantes com cada uma das mãos e com o pé que esta fora do chão. Assim criamos uma rede de equilíbrio aonde cada braço, cada ombro é um ponto seguro onde podemos nos equilibrar.
Costumo dizer aos participantes que muitas vezes o ombro que queriamos apoiar não é bem aquele que esta
por perto mas é este que vai te sustentar e te ajudar no equilíbrio.
Assim, com o lúdico, com o jogo e a brincadeira,
podemos mais facilmente estimular a idéia da cooperação e da cultura da paz nas relações.
E por ai vai...
Me desculpe o texto grande e espero ter explicado
bem o objetivo das oficinas cooperativas.
um abraço
Rodrigo
Eu adoraria ter você, e sua pintura paisagem-corporal, como hóspede de um morável orgânico!
Boa sorte para nós,
Abjs
Daniel Seda
Nos conhecemos de raspão!
Seria maravilhosa sua contribuição na maquiagem e figurino, que não mencionei no projeto mas considero que exista por essa troca com os outros artistas residentes.
Aliás essa troca entre os artistas residentes é um verdadeiro banquete!!!
EBA!! Agora é torcer!
beijos grande
o melhor mesmo é fazer o que tem vontade...
ou melhor.. o que tem a dizer.. exponha... as linguagens estão aí para vc desfrutar dela.
Bom, respondendo a sua pergunta..
minha relação com esse elemento não vem de hoje, parte da minha subjetividade... tem muitos signos aí!
e o cabelo me faz pensar em pessoas, em rede, em teia, em linha, em fio, em elo.. em trama
e meu objetivo e triar essa trama, me conectar a outras pessoas talvez criar uma rede... vamos ver.
cabelo é vida e morte, me liga com a terra e com a natureza... é muita coisa, na ecovilas vamos descobrir!
Vi sua pergunta no projeto da Flávia e também me questionava nesse sentido - o de como conseguir uma identidade pro meu trabalho artístico.
Tive orientação durante uma oficina de linguagem autoral iconográfica, onde a orientadora buscou através da simbologia dentro de cada participante. Foi fantástico.
Ela partiu de uma imagem trazida por cada participante. Também usou um dicionário de símbolos de toda a espécie (animal, religioso, dicionário comum, etc), onde fui, durante o percurso, encontrando meus símbolos como sinais, até o momento em que cai num círculo, ou seja, eles se repetiam e se comprovavam. Aí foi o memento que descobri minha identidade ou parte dela já que arte faz parte da vida do artista e o artista é cíclico, então é mutante.
Antes dessa oficina que me ajudou muito eu já produzia em busca dessa identidade, mas um bom olhar de fora fez toda a diferença.
Como minha vida pessoal engole minha produção arística!
Até mais...boa sorte
Gilio Mialichi
Obrigado pelo comentário.
Os equipamentos para o estilo de animação proposto são bem corriqueiros: uma câmera fotográfica digital e um tripé. Para editar, um computador com alguns softwares livres de edição.
Geralmente são equipamentos encontrados em pontos de cultura, como os daqui de BH que já dei algumas oficinas.
Adorei sua idéia de adaptar a história por lá conversando com os moradores. Isso pode gerar outras histórias e outras animações com toda certeza.
E ótimo se puder contar com sua ajuda para maquiagem, pode ser a intersecção dos nossos projetos. muito legal!
um abraço!
Seu trabalho já havia me chamado a atenção, primeiro pelo trabalho com as cores no corpo,a exemplo das fotos - belo! E depois, porque fornece para o meu trabalho, vivência e experiências ótimas para minhas páginas!
Abraços!
e a terra. O seu projeto tem muito a ver com Terra Una. A interação com o ponto de cultura na confecção de tintas naturais e criação de maquiagens
com esse material será uma grande curtição.
Na confecção do meu trabalho utilizo cores de pigmentos naturais ( açafrão, urucum, barro colorido) também.
Parabens pelo seu trabalho.
Aproveito para te convidar ao link www.terramagica.com.br/rodrigodalmeida.swf
e ver o meu projeto para a residência Terra Una
que não esta muito explicito na pagina de apresentação do meu trabalho.
Um abraço,
Rodrigo.
eu li seu recado ns página do Shima e vim parar aqui.
não entendi, você disse lá que não está familiarizada com a arte da performance? mas aonde vc tirou a ideia do seu projeto? rsrsrs.
me parece que tem tudo a ver.
beijo.
Boa sorte
:)
Talvez eu te conheça, fiz artes cênicas na Unicamp.
Adorei a proposta.
beijo grande
Luanna Jimenes
as tintas naturais me conecta ao nosso solo... a nossa raiz.. me leva às tribos indigenas.
o meu projeto é um inverso... extraindo do corpo uma parte, considerada morta... mas que está ali uma extensão dele.... levo para fora do corpo, inserindo no ambiente e usando como tela a paisagem.
fluxo... corpo.
Li seu projeto e gostei muito da proposta. Muito simples e conciso e poético. Me agrada a exploração de cores possíveis em locais onde elas já existam, potecializando e testando o resultado estético que isso pode provocar.
Me chamou muito a atenção a proposta com o ponto de cultura, de confeccionar tintas naturais. E tenho uma pergunta... Você pensa em utilizar os elementos naturais que tenham disponíveis na região?
Boa sorte e sucesso!
Um pouco semelhante ao teu projeto, que apesar de colocar o corpo em evidência, não é focado na performance, e sim na pinura.
Legal que você participou no festival de inverno da Serrinha. O Fabio Delduque é muito generoso com seus projetos.
No site http://meaciciona.com/shima coloquei todos os meus sites juntos.
Um abraço!
Não conhecia o trabalho de Kurt Schwitters, achei bem interessantes, as colagens dele são bem bonitas.
Realmente minhas colagens são bem figurativas.
E sim, no processo busco essa figuração, preocupando-me também com sua composição própria e com sua relação com o espaço do papel.
Como em Terra Una minha intenção é fotografar essas figuras na paisagem, as colagens serão um dos elementos que formarão a composição junto com o espaço, elementos e situações que procurarei pela paisagem. O processo é o mesmo, só que feito duas vezes. Primeiro a realização da colagem e depois a união dela com a paisagem (uma segunda colagem).
Espero que tenha conseguido responder suas perguntas e esclarecido um pouco sobre meu projeto.
E quero participar da confecção de tintas naturais, acho isso bem bacana, sempre tive curiosidade.
Abraço
Conheces o trabalho fotografico de Hans Sylvester em "Les Peuples de l'Omo", sobre a cultura de tribos moradoras ao longo do rio Omo (Etiopia, Sudao e Quenia)?
Um elo interessante na vertente da tua proposta no projeto.
Parabéns. Estou na torcida para o teu sucesso. Abracos.
Que bom que você gostou do meu trabalho...ainda não comecei a votação portanto não li o seu projeto, mas sobre o que você me perguntou sobre as crisálidas.
Vivi no campo 19 anos da minha vida, hoje tenho 29 e toda aquela referência visual apaprece no meu trabalho hoje, ora em imagens, ora em ações. A ideia da maternidade também é muito presente na minha obra, portanto somo as coisas, gerando criações com referência na figura humana e natureza(crisálidas e ninhos = barriga).
A instalação homocrisálida é inédita, neste caso, somente no seu modo de acomodação na natureza, pois já apresentei o mesmo interferindo na arquitetura, num espaço interno. Você pode conferir as outras crisálidas no meu blog, link abaixo: http://gilioarte.blogspot.com/search?updated-max=2008-11-09T06%3A38%3A00-08%3A00&max-results=7
Até logo e boa sorte pra nós.
Gilio Mialichi

