Paisagens Silenciosas
De: Ana Lucia Mariz
O Projeto
Pretendo dar continuidade ao meu projeto Paisagens Silenciosas, que tem como objetivo fotografar paisagens naturais noturnas sem a interferência de luzes artificiais. Só possível de ser realizado em locais rurais, sendo a Terra Una espaço ideal para a sua realização. Proponho a desconstrução da imagem fotográfica clássica, subvertendo seus conceitos básicos quando uso de imagens onde não há luz.
Pretendo criar uma tensão entre os limites da tradição e do contemporâneo, do real e do fabuloso, assim como da fotografia e do desenho.
Estou interessada em aprofundar o envolvimento da experiência de caminhadas e da contemplação do meio natural, como também o abandono das formas tradicionais de fotografar.
O projeto faz parte da continuidade da minha pesquisa poética de imagens produzidas à noite.
Pretendo no período da residência aperfeiçoar minha pesquisa poética com novas possibilidades de paisagens naturais.
Neste projeto precisarei da ajuda das habitantes da comunidade para que me guiem entre as diferentes trilhas da região, em caminhadas diurnas para a investigação imagética e noturnas para a documentação fotográfica.
Interação com o Ponto de Cultura
Proponho realizar oficinas no Ponto de Cultura e Sustentabilidade cujo tema será a fotografia. Primeiro um encontro de duas horas onde farei um relato sobre a história da fotografia desde o seu invento até os dias de hoje, com projeção em power point em notebook que levarei. Após isto, três encontros de duas horas que proporei realizar uma documentação fotográfica da vila pelos próprios moradores com câmeras que emprestarei para eles. As imagens serão vistas e selecionadas gerando um arquivo de imagens de vivências poética documental da comunidade.
Além disto, precisarei da colaboração de alguns moradores para me mostrarem e acompanharem em trilhas péla região a fim de realizar o projeto fotográfico de paisagens naturais noturnas que me proponho.
Sobre o artista
Nasci (1965) e trabalho em São Paulo.
Estudei e fiz cursos de especialização em fotografia no Brasil e no exterior.
Atualmente me dedico às artes-visuais.
Faço parte do Ateliê Fidalga desde 2008, grupo de artistas que se reúnem para pesquisar e produzir arte contemporânea, sob orientação de Albano Afonso e Sandra Cinto.
Participei em 2009 com imagem do trabalho proposto Paisagens Silenciosas da exposição “Entre Tempos” no espaço Carpe Diem Arte e Pesquisa em Lisboa e também “Entorno de - Nos Limites da Arte” na Funarte SP.
Meu projeto “Alma Secreta”, início da minha pesquisa poética de paisagens noturnas teve os seguintes desdobramentos: exposição individual na Pinacoteca do Estado de SP, em 2005, publicação do livro homônimo em 2006. Selecionado para o 13° Salão da Bahia, MAM BA, integrante da 16ª Coleção Pirelli/MASP de Fotografia e do Prêmio Porto Seguro de Fotografia.
www.analuciamariz.com.br
Comentários
O meu Paranhos é da Rocha e tb não vem da minha familia e sim do meu Ex marido q. é pai dos meus dois filhos. Divórciei e mantive o Paranhos, por varios fatores, um deles: a maioria só me conhece por paranhos etc...
Eu sou Rosa de nazaré Batista Damsceno e tinha quando casada o Paranhos he he
Muita sorte p'ra vc
bjus
Que os olhos da população vos revele novas verdades.
Votei em seu projeto,
um abraço,
Robson Martins
boas fotos.
Fotografar sem luz é um desfio em tanto.
Gosto da ideia de trabalho notívago. Caminhar e registrar a noite. A luz sem luz...muito poético e lindo teu projeto.
Abraço e boa sorte
Virginia.
Nós encontramos no Paço das Artes no encontro da Temporada de Projetos. Acho muito lindo esse seu trabalho! Parabéns!
boa sorte!
Abraços,
André
entendo a sua preocupacao.
Meu trabalho, como ja disse anteriormente, e todo digital. A proposta de fazer um documentario sobre a Vila c imagens produzidas pelos moradores tb e pensada em imagens digitais, pretendo levar 2 cameras amadoras e emprestar p os moradores interessados.
Sendo assim, nada de produtos quimicos.
Assim q houve a mudanca tecnologica, a adaptacao p o digital foi mt dificil, ate pq a tecnologia ainda nao tinha a qualidade necessaria. Questao esta superada. Agora vejo a fotografia digital como algo mt positivo, pois eliminou o uso das quimicas, tornando o processo mais contemporaneo.
Ana
as imagens sao todas digitais. Revelacao esta ultrapassado a nao ser q faca parte de um projeto de resgate de tecnica. Nao havera nenhuma quimica q possa poluir.
Ana
boa sorte Ana!
Tenho no entanto algumas duvidas praticas! Na Terra UNA estaremos um pouco longe de grandes cidades com acesso a revelacao, e etc... voce pretende levar equipamentos e quimicos para a Terra UNA? Como pretende revelar as imagens? ... Ha algo que me preocupa que sao os liquidos tambem... como faremos para descarta-los caso seu projeto aconteca?
Abracos, Cristina Ribas
Boa sorte.
Gus - Caderno da Pertencença
desde que vi seu projeto há uns 3 dias, voltei aqui várias vezes para rever as imagens.
elas tocam em algo muito íntimo.
é de uma beleza densa e intrigante.
gosto muito de caminhar na mata a noite; os mistérios são outros na ausência de luz direta.
estou encantado pelo sua proposta.
sucesso.
abraço
hominidae
Primeiro, valeu pelo elogio, depois parabéns pelos trampos, entrei no teu site e achei muito bonito, em especial as paisagens silenciosas. A latência da imagem com a pouca luz é linda.
Fred
na verdade, o acabamento dos infláveis é super parecido com o industrial ( com exceção das curvas não sei se as côncavas ou convexas - hehehe...confundo os 2 desde pequena....). o legal é vc poder produzir com o significado que vc quer. e a possibilidade de estampar a partir do xerox também é incrível - totalmente professor pardal. rsrs
suas fotos são incríveis. elas têm aspectos atuais, pela escolha do ponto de vista, mas têm um quê de antigas, por um certo sépia. este anacronismo me deixa muito desconcertada...
Gostei bastante do seu projeto e as imagens que tens conseguido captar são fantásticas. Parece que existe algo de essência e ao mesmo tempo algo de histórico na imgens. Muito bom mesmo.
Boa sorte!
Eu gostei muito do resultado das suas fotos!
Em Terra Una você ia viajar ainda mais nas imagens com pouca luz,buscando talvez o limite entre a luz e sua ausência.
Boa sorte!
:)
Simples, sincero, e o resultado é muito bonito.
Torço para nos vermos no Terra Una.
Me identifiquei muito com o seu trabalho, vejo como é dificil fazer escolher com a fotografia onde tudo está a seu dispor, a imagem está dada. E isso só o artista saberá por onde correr. Vc tem um caminho, está escolhido. Parabéns!
Eu tenho uma foto que tirei de um alvorecer que gostaria muito te mostrar. Não entendo nada de fotografias, mas o acaso as vezes está ao nosso favor! rsrsrs
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
as imagens, por vezes, parecem gravura... ou ilustrações de livros de histórias! teu projeto me lembrou um conto do escritor francês guy de maupassant que se chama 'a noite'. As andanças pela noite... tb me lembrou o fotógrafo cego Evgen Bavcar. Adorei, abraço
Ana Lucia,
Muito boa essa sua idéia de fotografar a natureza ao anoitecer, há um misterio envolvendo as fotos que me comoverão.
Parabéns e boa sorte!
Qdo seu trabalho passar pelo RJ, por favor, avisar:
vmgdacamara@ig.com.br
estamos na mesma busca por uma imagem mais sutil
menos óbvia e gasta
no limite da visibilidade
provocando a participação dos outros sentidos ,
no meu caso o tato,no seu, o som
vendo suas imagens ouvi o som da mata no lusco fusco e no amanhecer.
Boa sorte!
estamos na mesma busca por uma imagem mais sutil
menos óbvia e gasta
no limite da visibilidade
provocando a participação dos outros sentidos ,
no meu caso o tato,no seu, o som
vendo suas imagens ouvi o som da mata no lusco fusco e no amanhecer.
Boa sorte!
Suas fotos logo me remeteram as gravuras de Rembrandt. Elas tem um contra luz mesmo sem a luz. São lindas. Bela pesquisa do uso da fotografia subvertida.
Parabéns e bos sorte
Gilio Mialichi
E as imagens são encantadoras.
Encontrei um ponto de encontro entre nossas propostas.Também pretendo fotografar no escuro.
boa sorte.
abs
conheço o teu trabalho pela Pinacoteca e do 13º Salão da Bahia.
Daqueles trabalhos para estes, imagino que deva ter sido difícil apagar a lanterna. Interessate citar o Albano Afonso e a Sandra Cinto. De certa forma acabei vendo uma conexão entre as produções.
Dei uma olhada no teu site, muita produção!
Gostei bastante da contrapartida, que envolve a comunidade e oferece a oportunidade de experimentar a fotografia.
Sucesso!
Projeto interessante.
Gosto muito da estranheza sobre a inoperância do código - que em seu trabalho sugere uma espécie de desejo pela paisagem porvir.
Boa Sorte !
que belo projeto, bem o contrario de "alma secreta"... mas com a mesma face misteriosa e fotogênica
beijo
