Colher Chuva
De: Mayra Martins
O Projeto
Colher chuva convida e envolve moradores e outros artistas, para participar de ações que envolvem o tempo e a poesia enquanto elementos poéticos provocativos de novas experiências estéticas. Estas ações entendem que a arte acontece através das relações e da experiência proposta. A chuva e a poesia carregam a potência do efêmero, do sem sentido, que cria novos sentidos. Partindo de caminhadas e percepções sobre a meteorologia local pretende-se construir formas de relações com o meio: através de palavras, poemas, que serão distribuídas e mescladas a paisagem local, e também através de experimentações com tecidos e papéis colocados na chuva, no vento, na água, ao encontro das árvores, do chão, do vento. As coletas de chuva e de elementos que se esvaem com facilidade, como o vento e a água, por exemplo, tem como propósito não a apreensão destes elementos, mas sim a provocação de micro transformações do olhar através da experiência de troca. As ações serão registradas através de foto e vídeo. As imagens produzidas serão impressas em papel e com elas faremos exposições efêmeras em dias de chuva, chamando as pessoas para uma experiência expositiva fora do espaço tradicional da arte.
Interação com o Ponto de Cultura
Oficina de criação literária de 6 horas podendo estender-se dependendo da implicação dos participantes. Estará diretamente relacionada à proposta de residência da artista. Tem por objetivo relacionar palavras (através da criação de poemas breves) ao lugar experimentado a partir das percepções meteorológicas que envolvem a chuva. Para isso pretende-se partir de criações literárias já existentes na temática do tempo, principalmente os Haicais japoneses e suas reinvenções por poetas brasileiros. As experiências das ações envolvendo as caminhadas e percepções sobre o tempo local servirão de material para a construção de pequenos textos, poemas, frases e também para a invenção de estratégias estéticas para se relacionar com o meio. Dentro das estratégias estéticas, por exemplo, construiremos guarda-chuvas de filó para a experiência de caminhada na chuva (o filó é um tecido que possui pequenos buracos por onde a água passa com facilidade), sendo que o objetivo disto é justamente reinventar a relação com o tempo e o lugar.
Sobre o artista
Mestre em Educação com o trabalho “Impressão-diluição: um aprendizado na chuva” na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e cursa a graduação em Artes Visuais nesta mesma Universidade. 2009: Residência Artística set/Nov no Centre d’Art Marnay-sur-Seine, França/ -Cursa disciplinas de Estética Fotográfica e Imagem e Texto na Universidade de Grenoble, França/-Compõe o Coletivo de intervenções sonoro-poéticas-visuais Música de Nanquim desde 2004 que propõe intervenções relacionadas ao infantil em espaços institucionais/ -Participa com fotografia “Le vide” da Exposição “CorpoArtista”, na Bienal B. 2008:- fotografias do trabalho de Sandro Ka, catálogo que ganhou o prêmio Açorianos "Catálogos, textos e livros”/-Cria concepção visual e de criação de movimentos do espetáculo de dança “Sobre vomitar coelhinhos”/-autora do livro e foto da capa: Olhar Vidas – a fotografia em uma pesquisa – intervenção, trabalho junto à jovens da Vila Pinto, Porto Alegre/2005:- Fotografia “Tenso” no 19o Salão Jovem Artista RBS, MARGS/2004: - Exposição “Vitrine” no Ado Malagoli Instituto de Artes da UFRGS/2003:-intervenções artísticas junto à Comunidade Indígena Kaingáng urbana, Porto Alegre
Comentários
super parabéns!
Parabéns!
bjons
só vi sua mensagem agora...no finalzinho do tempo de votar.
Mt grata por suas palavras...acho q nossas propostas tem muita coisa que se atravessam;
Será mt bom trocar essa experiência contigo, de tanta efemeridade e sensações
boa sorte pra nós!!
marinapachecco@yahoo.com.br
bjos
Admiro muito teu trabalho!
Bom te encontrar por aqui!
Sucesso!
Aqui é só o começo de novos rumos.
flaviapaiva007@hotmail.com
Sorte!
ansalisa-lo tb com uma visão metereologica..
desculpe a demora pra te responde e as palvras embaralhadas...
pois eu estou viajando pelos interiores d Mato Grosso...
e está um pouco dificil o acesso ao site...
mas adoraria..sentar para conversar..pois me comunicar atras desta tela me é muito frio..
bjos van
e o que vc me diria que sabe muito bem?
Abraços
Feliz 2010
muito bonita a sua proposta, cheia de "materia pra poesia"como diria um dos poetas.
colher chuva com uma colher entao, já me traz uma noçao de tempo curto. -quanto tempo de chuva cabe em uma?
um abç e boa sorte!
"colher chuva" isso é lindo...
a poesia de olhar, de contemplar e de recriar, a partir do nomear, do ouvir... a chuva cair, os pingos da "cachu" bulir os corpos banhados seja na chuva, seja no rio, seja na cachoeira, ou mesmo ... na poeira... você consegue sentir, o respingo do sereno que se cristaliza em geada, por ser o orvalho que pesado cai, está congelado??? hein, hem, em... rodas de palavras, belas brincadeiras, venha jogar, venha interagir...
te vejo a andar com seu guarda-chuva tecido pelas mais belas tecedeiras, nossas queridas aranhas teiadeiras...
Inté querida, vou me deitar para sonhar um 'cadiquim' nesse mundo mirim...
(inspiração do momento)
Hélène
e qnd fala em poesia se em tudo ela esta
e em elementos proximos à natureza
sucesso
quero teu email
Li seu projeto.Poderia confrontá-lo com inúmeras experiências que ocorrem atualmente. Não é o caso. Determinados confrontos tendem a obscurecer a imensa distância que separa universos específicos e obras entre artistas contemporâneos.
Particularmente seu projeto me atrai pela poética, pela construção e o uso da escrita criativa com base em percepções meteorológicas, essa idéia de percepção sobre tempo atrai, tem algo inesperado de aspecto oposto, inusitado; tem algo de esperando godot...e caminhadas land. Um diário sinestésico de previsões do tempo, que lindo!
Supersorte!!
Duchamp passou o natal com a familia em Rouen. Dois dias depois viajou para Lê Havre a fim de embarcar no ss Touraine, que partiu na noite de 27 de dezembro, mas antes de ir embora, foi a uma farmácia na rua Blomet, não muito longe do apartamento de Gaby Picabia. Naquele tempo, soros e medicamentos eram em geral vendidos em ampolas de vidro lacradas que tinham gargalos longos e elegantemente curvos. Duchamp pediu ao farmacêutico que quebrasse o lacre de uma grande ampola (com 12cm de altura) em forma de sino, depois despejou o liquido e voltou a lacrá-la.Esse seria seu presente para Walter e Louise Arensberg. Já que eles tinham tudo, como explicou, estava levando-lhes centímetros
Cúbicos do ar de Paris.
Sobre. 50cc ar de Paris, 1919.
existe esse lado lúdico sim...você acertou no seu depoimento!Obrigado! hehehehehehe
Espero te ver por lá...
Estou fazendo uma correção para todos que comentaram meu projeto.
Como a Mariana comentou, algumas palavras foram realmente engolidas.
Aqui vão as últimas frases do projeto:Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, carvão negro, pastéis de desenho.
A vivência na arte me ensina: ela é um meio efetivo de transformação. Unir sabiamente arte e ecologia. Isto é um sim, pretendo aprender e compartilhar.
Quanto à Elida, sou fã de carteirinha.
Participei de alguns workshops preciosos com ela.
Abraços Virginia
Curti muito seu projeto, penso que é o reflexo e/ou reflexão de todo seu trajeto e sua pesquisa.
Boa sorte!
Sucesso.
que bacana esse trabalho com os índios.. vi uma vez uma exposição no ccbb-rj, ond etinham alguns mapas que eles próprios desenharam da região.. coisas muito belas.
e.. que haja chuva e vento... e sol e o tempo...!
colher chuva;
é muito sensorial e significativo.
adoraria estar presente nesta poética de águas, céus e terras;
abraço,
ricardo
hominidae
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Chuva-poesia. Que encontro!
Também me faço poesia em meu trabalho: escrevendo, desenhando, vivendo.
Que chova vc em terrauna.
Abraços Virginia( livrozero)
Muito poetica a sua proposta, parabéns!!
você está certa sim, também acredito que "dar nome" para as experiências é uma forma de reinventar a realidade. Obrigado pelas palavras quanto ao meu projeto...sim, lembra a brincadeira do telefone sem fio...kkkkk, mas tem essa carga mais intensa pela afetividade com que as pessoas se entregam nas mensagens, nas conversas...
Estou torcendo para nos encontrarmos nesse caminho!
Abração!
e trabalho também há alguns anos com poesia e escritura, quem se interessar: www.caminhoinverso.blogspot.com
E respondendo sua pergunta, eu penso que a experiência em arte nada mais é que a possibilidade de reinvenção. Tanto do sujeito (subjetividades móveis, não só o sujeito artista, mas também aqueles que participam de alguma forma), quanto do espaço que é o seu entorno. Mas penso que as reinvenções que pretendo no meu trabalho não se tratam de grandes mudanças, e por isso parto do simples, daquilo que por vezes nos incomoda (como a chuva), para propor pequenas experimentações de um novo olhar. Ou seja, olhar para aquilo que não se olha (os micro universos), viver este olhar de um jeito diferente (possibilitado pelas proposições artísticas), abre para experiências em arte que envolvem outras pessoas que não só o artista.
Adorável!
que projeto delicado!
lembrei de uma performance:
o rapaz entra na sala com um pequeno pedaço de papel, uma caneta e um copo d'água.
com a caneta escreve no papel a palavra "indissolúvel". guarda a caneta no bolso e mergulha o pedaço de papel no copo de água. aos poucos, a tinta começa a diluir e a palavra se desfazer... quando já não há mais palavra, o rapaz retira o pedaço de papel dentro do copo e, num gesto súbito, bebe o seu líquido azul. sai da sala.
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A chuva em todos os momentos do processo artístico! É muito bom...e que caia uma chuva deliciosa!
Nossa! muito poética sua proposta. O procedimento pode envolver todo mundo presente e o modo de expor os resultados também achei novo...imagine a exposição em um dia de chuva. Posso até imaginar.
Parabéns e boa sorte.
Gilio Mialichi
gostaria de vivencia-lo.
beijos!
Muito poética sua proposta! Dá vontade de começar a investigar todas as coisas minúsculas do mundo. Gostaria de saber se você também trabalha com vídeo e fotografia, e se teria um link onde pudéssemos ver.
E uma pergunta: como você pensa que esses micro universos podem contribuir para nossa experiência em arte?
um abraço
Brígida


