Jardim Tupi
De: bruno miguel
O Projeto
O questionamento de se havia espaço para pintura de paisagens na arte contemporânea foi a origem desta pesquisa. Afirmando que sim, que há este espaço, escolhi as possíveis relações entre a paisagem construída (segundo Anne Cauquelin toda paisagem é construída e a natureza é inacessível, só temos acesso à paisagem que é uma desordem, a qual, nós damos sentido. E que toda tentativa de buscar a paisagem é uma tentativa de reconstruir um jardim da nossa infância.) e a paisagem natural para ser o foco temático inicial, porém atualmente outras questões são desenvolvidas com tanta ou maior importância.
Sugiro relações entre o construído e o natural explorando o espaço, o suporte, a interação com o espectador e o tempo.
o projeto apresentaria um desenho de plantação baseado na pintura corporal indígena. Relacionando-se com estas plantações, sugestões de recortes e representação de paisagens, em desenhos, objetos, fotografias e pinturas. A relação com o motivo indígena é uma reflexão nacional sobre os jardins franceses e ingleses.
O artista como sugestionador e incentivador de situações inclusivas para o espectador. As plantações são desenhos, são intervenções, são tempo e transformação.
Interação com o Ponto de Cultura
proponho uma oficina de criação e construção espacial.
Através de exercícios de tecnologia intuitiva (Johan Van Lengen - TIBÁ), técnicas de criação bi e tridimensionais e apresentação e debate junto aos participantes, espero reunir material para exposição e realização de projetos possíveis no período de residência, tanto na eco-vila quanto na comunidade, em caráter individual ou coletivo. entendo porém que a partir da vivência em Terra Una e da relação com os outros participantes a oficina poderá se desdobrar para mais possibilidades inter-projetuais.
Sobre o artista
Bruno Miguel nasceu no Rio de Janeiro em 1981, cidade onde vive e trabalha
Formado em Lic. em Ed. Artística / Artes Plásticas e pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ.
Curso de Bio-Arquitetura no TIBÁ –Tecnologia Intuitiva e Bio-Arquitetura. Bom Jardim RJ, 2008.
Exposições individuais:
CARA A TAPA / galeria da EAV Parque Lage.
Rio de janeiro / 2006
Homenagem à Pintura Contemporânea /Vilaseca Assessoria de Arte.
Rio de Janeiro /2007
Exposições coletivas:
V Bienal Internacional SIART – Bolívia 2007 / Museo Nacional Tambo Quirquincho,Museo Costumbrista, Museo etnografico.
SangueNovo / Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea
Rio de Janeiro / 2008
Diminuir as Distâncias / Galeria de Arte Casarão
Viana, Espírito Santo / 2008.
Zoation Painting – La Pintura de Broma / Museo Nacional de La Paz
La Paz, Bolívia / 2008.
NOVA ARTE NOVA/ CCBB-Centro Cultural Banco do Brasil
Rio de Janeiro e São Paulo / 2008-2009
Nouvelle Vague/ galeria Laura Marsiaj
Rio de Janeiro / 2009
VI Bienal Internacional SIART – Bolívia 2009 / Museo Costumbrista,
La Paz / 2007
Prêmios e Bolsas
Menção especial de honra V Bienal Internacional da Bolívia
Bolsa da Incubadora Furnas de Jovens Talentos 2007/2008
Comentários
boa sorte!
(Já pensou no trabalho pro Arte 24 hs?)
beijo
Muito bacana!
Desejo sucesso no seu projeto!
Um abraço
gosto muito das imagens que vc colocou aqui e também da ideia que motiva seu projeto.
Infelizmente, não consegui compreender muito bem o que vc propõe. Será que posso saber mais sobre seu desejo?
Grande abraço
Vou reforçar a dica da Monica: Glaziou foi o primeiro paisagista, em atividade no Brasil, que trouxe formas sinuosas para eles, além de incorporar as espécies botânicas brasileiras.
e a oferecer sombra para os visitantes de um jardim.
Parabéns e sucesso!
Seria o jardim a floresta "domada"?
Gostei muito do seu trabalho com TACOS
essa mistura do natural com o artificio
a construção de lugares para os homens,
nossa separação com o que é nativo ... me faz questionar nosso lugar no mundo em relação com a natureza... as vezes tenho a impressão que somos de concreto...
fiquei curiosa para saber mais da sua relação com a Bolivia, um lugar q me traz questionamentos sociais!
Abrazotes
Cristina
parabéns! e sucesso.
abraço,
hominidae
Bacana. Boa sorte.
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
boas realizações
seu projeto me parece bem plástico. o tapete de tacos na grama é incrível!
entendo a discussão de paisagem proposta por anne cauquelin, mas não peguei seu ponto quando afirma:"A relação com o motivo indígena é uma reflexão nacional sobre os jardins franceses e ingleses".
as pinturas indígenas são tão sistematizadas quanto os jardins franceses ou ingleses.
o que os índios entendem do conceito branco-macho-ocidental de paisagem?
refletimos o nacional a partir da cultura indígena?
vamos conversando
obrigada,
abc,
tem haver com a minha pesquisa tbm!
boa sorte!
Gostei muito da poética do seu trabalho. Imagino que Terra Una seja um ótimo cenário para este tipo de experimentações plásticas.
Boa sorte!
:)
Daniel Seda
(moráveis orgânicos)
Gosto do seu projeto no que se diz respeito na relação Homem-Natureza e do ato de construir a arte em sua materialidade propriamente dita.
Parabéns e boa sorte!
Gilio Mialichi
Bem legal o projeto.
abs
Fred
estou acompanhando o seu trabalho e vejo como ele cresceu e se aprofunda. quando li o projeto fechei os olhos e tentei imaginar esse jardim, do corpo-escrita para a terra, como desenho na paisagem.
boa sorte:)
gostaria de ver o resultado de um jardim com referencias indigenas.
gostei bastante do teu projeto, legal este diálogo da pintura com a arquitetura.
As construções acabam seguindo por uma mesma base, gostei bastante do teu projeto.
Boa sorte e sucesso!