Reduto
De: Rosa Damasceno Paranhos
O Projeto
Uso o entorno da ecovila como via de acesso para estabelecer um diálogo com a população local, me aproprio de fotos antigas de familia, com isso resgato lembranças e coloco pública as mesmas.Deixo o espectador reconhecer nesse resgate suas proprias recordações dentro do tempo e com isso fazer reflexões sobre o mesmo.Quando uso fotos antigas,estou reafirmando minha existencia no mundo,resgato lembranças que comportam significados pessoais.Tornado pública, essa memória, não me pertence, não é mas exclusiva. É um diário aberto um convite a olhar,recordar,é a memória a lembrança de todos.Há juntamente c/ as fotos frases com perguntas inquietantes,que evidência a fragilidade do passar do tempo. É o percuso da palavra na permanência da memória,e apesar das fotos serem quase pueril, amenas. As frases sugerem algo inquietante e convida o espectador à pensar, nas ambiguidades sugeridas que são desestabilizadoras e assim cumpre sua função. Que é despertar e estabelecer um envolvimento para a reflexão acerca do passar do tempo/memóriao eu passado que se distância.Ñ é invocando o passado,mas p/ todo o modo de ver nosso passado e através das lembrança reencontrar o tempo/passado/presente.
Interação com o Ponto de Cultura
Oficina de Assemblage para a população local, utilizando todo o material disponivel entorno da ecovila a estética da acumulação, todo e qualquer tipo de material pode ser incorporado ao trabalho, inclusive fotos de familiares dos inscritos. Os trablhos devem romper as fronteiras entre arte e vida cotidiana,ruptura já ensaida pelo trabalho "Reduto". A idéia que ancora diz respeito á concepção de que os objetos díspares reunidos nos trabalhos, ainda que produzam um novo conjunto, naõ perdem o sentido original,trata-se de justaposição de elementos, em que será possivel identificar cada peça no interior do conjunto mais amplo.
A oficina faz parte do projeto artistico, com 03 encontros de duas horas, o processo da oficina será documentada por fotos.
Sobre o artista
Cursos: Arte and Design ( Bedford College, Inglaterra); História da Arte ( Centro de Arte e Cominicação ARCO, Lisboa); Desenho - Carli Portella (EAV P. Lage RJ)An. e Crítica da Arte - A.B Geigar ( EAV P. Lage RJ);An. e Critica da Arte Contemporânea ( MAM RJ) - R. Basbaum; Investigação Plástica através da Argila (SESC RJ)- L. Mendes; Quem tem medo da arte contemporânea anos 60 - F. Cocchiarele; Impressões Contemporãneas - J. Atanásio; Instalações e arte contemporânea - F. Manata; Trans-objeto- D. Cury; Teoria da aret contemporãnea - K. Canton e L. Interlinghi.
Comentários
As trocas aconteceram durante esse processo e continuarão....
Obrigado pelo seu voto!
A importância de se relembrar as memórias, e principalmente criar e se registrar novas
obrigado pelo comentario.
Achei interessante tua proposta.
Sabe q tb sou Paranhos?
Do lado de minha mae, mas somos dos Paranhos q
ficaram na Bahia.
Vc tem parentesco c Miguel? Ele tb e Paranhos.
Boa sorte em Terra Una.
bj Ana Lucia Paranhos Mariz de Oliveira [so assino c um sobrenome]
hasta outro tempo.
Aqui é só o começo de novos rumos.
flaviapaiva007@hotmail.com
Sorte!
Muito legal a abordagem que vc faz do tempo através das fotografias.
O que fico pensando é que a questão central é o tempo. A fotografia é o meio.
E a fotografia tem um quê muito urbano. Essa sua arqueologia, num ambiente mais rural e florestal, não poderia se ampliar para objetos de outro tipo, que também tragam um tipo de carga histórica, uma recordação?
Abraços e feliz ano novo
Claudia
Entendo o passado como força capaz de transformar o presente. Sustentação para decisões e caminhos a seguir.
Por outro lado, sinto em mim, que o passado - meu passado, minha relação com o que vivi - pode ser sentido como prisão. Muitas vezes quero ser outro que ainda não fui, outras, me sinto renovado. E o passado, como dobra do tempo, sempre me cobra sua realidade que não existe mais.
Digo isso pq acho o tempo cronológico - passado, presente, futuro - algo realmente complicado de vivenciar. Mesmo que seja o nosso comum, não me parece a forma mais interessante de se viver no nosso século. Para se pensar em passado, não é possível deixar de pensar em futuro e presente. E será que é assim mesmo? Será que temos que carregar essses tempos em nós?
Ou somos todos os tempos em um só?
Ou sou o tempo, acontecimento em ato, atualizado a cada percepção, sensação, experiência?
Carrego o passado ou o presentifico inúmeras vezez?
Seu projeto me faz pensar em muitas possibilidades de trabalho, e muitas ideias pra trocar.
bj e sucesso
Muito obrigado pelo comentário!
Fiquei muito curioso pra saber como será o desdobramento do seu trabalho na residência! Não tenho dúvida que surgirá um material riquíssimo!
Boa sorte!
Abraços,
André
seu trabalho tem muita força; memórias tem densidade, cor, cheiro, texturas...
alguem que doa uma foto neste contexto, doará uma parte de si, desprendimentos em nome de algo que se controi a partir de.
fiquei curioso pelas frases.
sucesso!
abraço
hominidae
Tenho uma predileção pelos projetos de fotografia, porque são grandes fontes de discussões importantes sobre a imagem e a presença delas em nossa vida.
essa discussão deve ter já mais de 200 anos mas ainda não se esgotou, que vc faça um bom trabalho!
Luisa Vidal.
acessar a memória, ainda que externa ao indivíduo, leva à reflexão do mesmo.
Através da vivência artística modificamos os indivíduos, e também, nos modificamos.
Gostei de como, através do teu processo, histórias poderão ser resgatadas, recriadas, abençoadas, perdoadas, entendidas, absorvidas, compreendidas, trasnformadas.
Belos trabalhos no seu portfolio. Vejo a repetição como elemento essencial da compreensão do estar no mundo, do permanecer.
Um abraço e sucesso. Estou torcendo por você!
Achei a pergunta que lhe fiz bem válida já que seu trabalho também coloca questionamentos e são interessantes pois dá um poder para imagem, que não é apenas olhada, mas também percebida e fruto de uma reflexão.
como se trata de uma residência artística de interação acho muito importante esta conexão com todos, pois somos parte dos pensadores e produtores de uma época.
obrigada pelo comentário sobre meu projeto! gosto da idéia de 'diário aberto'. interessante este limite embaralhado entre a memória 'pessoal' (a sua, as das pessoas que participam) e a memória coletiva... boa sorte!
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Foi você a "rosa reduto" que deixou o comentário no meu "moráveis orgânicos"?
De qualquer modo, achei muito interessante essa proposta meio arqueológica de buscar a memória das pessoas através de fotos antigas...
Em um tempo em que tudo parece correr (para onde???), faz bem dar uma pausa e olhar para o passado, fazer perguntas, duvidar.
Boa sorte!
:))
Daniel Seda
Boa sorte,
abração,
conceito e produção se encontram na metalinguagem, dialogando sobre a questão intrínseca a fotografia.... a memória!
Parabéns!
Sua proposta de trabalhar com a memória que as imagens fotográficas oferecem me agrada muito. E as intervenções somam ainda mais força visual.
Meu projeto é o "homocrisálida"...Faça uma visita.
Parabéns e Boa sorte.
Gilio Mialichi
É uma idéia bastante interativa, que ativará o emocional de cada um, despertando lembranças e reavivando memórias.
Gostei imensamente.
