Em terra

De: Douglas Pego

Ação, MG

O Projeto

“Em terra“ pretende investigar a relação do corpo com o espaço através da construção de estruturas que deflagrem com a questão da necessidade do indivíduo em se assegurar.

A condução deste processo se dará através de uma oficina realizada durante o período da residência, onde pessoas serão convidadas a vivenciarem experiências espaciais atribuindo a determinados lugares razões de estabilidade ou estranhamento. Uma vez coletadas indicações, símbolos e materiais que dizem respeito ao asseguramento subjetivo de cada indivíduo, o grupo partirá para a confecção de determinadas estruturas cujos componentes deverão ser extraídos dos próprios locais onde se desenvolverão as atividades.

Interação com o Ponto de Cultura

A oficina, como parte integrante para o desenvolvimento do projeto, irá propor na primeira semana atividades corporais e artísticas a fim de que as pessoas possam experimentar diferentes formas de ocupação de seu corpo nos lugares que ele habita, assim como na reflexão de como este espaço influi nas relações sociais estabelecidas e os estados por onde ele transita.

Na segunda semana sera proposto o deslocamento para o espaço natural, estimulando comparativamente a forma com que o corpo se acomoda na terra e no ambiente não civilizado.

Nas semanas seguintes os participantes partirão para atividades direcionadas à construção das estruturas, coletando, intervindo e/ou reorganizando o ambiente natural de acordo com o que foi desenvolvido e assimilado ao longo das duas semanas anteriores.

Sobre o artista

Douglas Pego é graduando em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais, com habilitação em desenho e fotografia. Formado em Teatro pelo Centro Cultural de Contagem, atuou em espetáculos infantis e atualmente desenvolve trabalhos de performance no espaço urbano. Atuou na Produção dos vídeos didáticos do Projeto Universidade Aberta do Brasil; participou do Projeto BHIS Recine do Centro de Referência Audiovisual na produção do documentário “TV Minas” e participou do Festival Nacional de Vídeos Universitários-REC-2007 com premiação de melhor vídeo arte “Escucha”. Atuou também como arte educador no Instituto Moreira Salles durante dois anos. Participou da Exposição Coletiva Kaza Vazia em três de suas edições; do 7º Salão de Artes Visuais de Guarulhos; da Exposição Coletiva na Quina Galeria, e como artista e realizador da Exposição Coletiva 1° Feira das Artes Visuais da UFMG.

Comentários

1. Priscila Piantanida
05/01/2010 19:21
seu projeto tem um caminho muito interessante desse encontro com a arte e natureza.

Boa Sorte! :)
2. Mayana Redin
05/01/2010 15:10
Douglas, acho muito interessante sua proposta. Vi seu blog e suas imagens sao muito bacanas...! Me instiga a ideia de experimentar o seguro ou o inseguro em uma proposta direcionada de habitação, sair do habitual e perceber o corpo atraves disso... parabens!
3. Isabel Tornaghi - I CHING, caminho para uma ecologia sutil
05/01/2010 02:49
parece pertinente a questão do assegurar - e o que significa estar seguro, contribuir para a segurança no planeta... a comparação espaço natural X civilizado... hábitos corporais... panos pra manga, legal!
4. Rosane Felix
04/01/2010 19:59
instabilidade. sorte.
5. Lucas Dupin
04/01/2010 17:11
Boa sorte com teu projeto Douglas!

abs,
6. Flavia Paiva - Mecha em tramas
01/01/2010 16:48
sua foto de apresentação me chama a atenção, gosto dela! quando vi lembrei de um filme muito engraçado e cruel ! o banheiro do Papa. rrsrsrs
mas lendo o seu projeto me leva para reflexões a respeito de moradia!

Quero ver vc no terra una!

O seu trabalho é visualmente muito agradavel!
7. Monica soffiatti(terragrafia)
30/12/2009 20:13
Abrigo,Segunda pele, embalagem, ninho?
Zona de conforto,território mínimo...
arquitetura efemera,estoria dos tres porquinhos
palavras que surgiram lendo sua proposta.



8. denilson
30/12/2009 17:42
oi douglas
seu projeto mui bom
construcao com folhas? sem arames?

9. Claudia Hersz
29/12/2009 01:04
Bem interessante a construção de estruturas para criar ora acolhimento, ora estranhamento, Douglas.

Gostei da idéia de se experimentar estranhamento, desconforto. (é do que sempre se foge....)

Abraços



10. marcio marques de carvalho
28/12/2009 11:42
legal, muito engraçado.
11. Jean Sartief
26/12/2009 12:29
Oi Douglas,
como será a construção dessas estruturas?
12. ricardo alvarenga
22/12/2009 20:59
espaços do dentro se materializando em ambientes, abertos a novas ocupações.

semeando arquiteturas.

parabéns,

abraço
hominidae
13. anilem beatriz lima
20/12/2009 04:36
Liberdade ainda que tardia?
14. gislaine costa
15/12/2009 19:41
Muito me interessa o seu projeto, a relação corpo espaço, aí estão nossas ações, nossos anseios...

Boa sorte!

15. wagner rossi
14/12/2009 09:18
Douglas, além da segurança dos espaços fechados, somos também impregnados por suas linhas geométricas, limites, adequações e usos. Acho muito bom o seu trabalho já que podemos ir além da questão de segurança e perceber nossa constituição física como arquitetura.
Como somos formados a partir dessas construções de segurança... e como nos fechamos nela!

Boa sorte
16. Gilio Mialichi
13/12/2009 11:34
Oi Douglas,

Que ideia boa. Seu projeto já me convidou pra ajudá-lo na construção das estruturas. Imagine quanto conhecimento gira em torno de uma montagem dessas. Gosto de obras asssim, onde a simplicidade e a inteligência se fundem.
Meu projeto é o "homocrisálida". Faça uma visita.

Parabéns e boa sorte

Gilio Mialichi
17. Frederico Filippi
13/12/2009 11:00
É despir.

Bacana,

abs

Fred
18. jaya
11/12/2009 21:29
gostei, refletir sobre a origem da construcao dos espacos que geralmente nao questionamos, quem sabe surgem novas formas de habitat?!
19. Gabriel Netto
11/12/2009 10:04
Muito interessante!
20. raquel versieux
10/12/2009 01:18
para explorar os medos.
e desejos.

sucesso!