TABOCA

De: Joubert de Albuquerque Arrais

Foto e vídeo, CE

O Projeto

Taboca é uma palavra de origem tupi que significa casa feita de tiras de bambu e barro entre elas. É também o nome do sítio de meus avós maternos, localizado na Serra da Ibiapaba (CE), onde vivi momentos felizes da minha infância. Partindo da noção científica de primeira infância e da leitura do livro-trilogia "Memórias Inventadas", do poeta Manoel de Barros, foi elaborada esta proposta artística TABOCA, que se situa entre a dança, a performance e o vídeo. O objetivo é realizar uma videoperformance ficcional no sentido de ver o mundo como este fosse visto pela primeira vez. No que se refere à dança, tem foco a dramaturgia corporal na cena, compreendendo “cena” como situações forjadas entre corpo, ambiente, movimento e gesto. Já como performance, define-se como uma programa de ações artísticas a serem realizadas segundo o conceito relacional de lugar/local do geógrafo Milton Santos, como relatos diários, caminhadas errantes e trabalhos domésticos. Como vídeo, busca discutir o caráter ficcional da chamada primeira infância de um individuo em situações de experimentação em espaços ditos rurais.

Interação com o Ponto de Cultura

MINHAS PRIMEIRAS INFÂNCIAS – Trata-se de um desdobramentos da proposta de videoperformance ficcional TABOCA. Nessa vivência, os participantes serão estimulados a escrever textos e contar histórias ficionais sobre sua infância no sentido de memórias inventadas. Depois, serão realizadas leituras performativas em grupo, com o intuito de realizar leituras dinâmicas e cooperativas. O objetivo da vivência é perceber emergências poéticas sobre como cada pessoa lida com suas memórias e como estas memórias se atualizam na relação real-ficção e na ação indivíduo-grupo, ou seja, um exercício de "fazer-de-conta-que". Duração: 6 horas (duas vivencias de 3 horas), com a possibilidade de uma terceira vivência a ser planejada com o grupo.

Mais informações em www.enquantodancas.blogspot.com

Sobre o artista

Dançarino, pesquisador e crítico de dança, bacharel em Comunicação Social (UFC) e mestre em Dança (PPGDanca/UFBA). Participou do Projeto Balbucio (Performance e Artes visuais / UFC) e projeto Partes Sem Roteiro (Grupo His-Contemporâneo / BA). Desenvolve a pesquisa artística “Sambarroxé”, um solo já apresentado no Projeto Teorema (São Paulo/SP), Projeto Terça Se Dança(Fortaleza/CE), Performa`09 – Encontros de Investigação em Performance (Aveiro/POR) e III Interação e Conectividade (Salvador/BA). Concebeu e produziu o videodança “Cavalo Marinho V ou No meu sertão tem mar” (2007), selecionado para o Festival Internacional Dança Em Foco 2008 (RJ), Encontro Terceira Margem / Bienal de Par em Par 2008 (Fortaleza/CE) e 7º. FRAME – Festival de Vídeo-Dança 2008 (Porto/POR). Participou da VI Bienal Internacional de Dança do Ceará (2007), com a performance “Meu canto tem trilha”. Foi o único brasileiro selecionado para “II workshop para Jovens Críticos”, promovido pela Transdisciplinary European Arts Magazines - TEAM Network e Alkantara Festival 2008 (Portugal). Desenvolveu a pesquisa “Coreografias Nordestinas”, com apoio da FUNARTE/MinC, atualmente em fase de elaboração para livro.

Comentários

1. Mariana Soares Leme
12/01/2010 23:04
Joubert,

Fiquei muito feliz em ter um voto seu...continue seu belissimo trabalho, espero encontramos em outras oportunidades,

grande abraço e sucesso!!!
2. Luciana Ramin
08/01/2010 14:24
Salve! Joubert!

Ultima passadinha por aqui...espero encontra-lo lá!

Adoraria fundir nossos projetos...p/ fins de exercício.

bjons!
3. Daniel Quintela - Coletivo Terra Una
05/01/2010 15:40
Meu caro Joubert,

obrigado pelo comentário. minha intensão nesse processo é mesmo o de criar um trabalho que possa ser uma aglutinação de todos os outros juntos, acredito que assim construo uma obra coletiva, com um olhar individual.

Grande abraço e o desejo de encontra-lo no Terra Una.

Daniel
4. Rosane Felix
04/01/2010 19:56
dançar como na infância, sempre. sorte
5. Mayra Martins - colher chuva
04/01/2010 15:33
olá Joubert, acho que foi belchior que disse "a casa não tem dentro', mais ou menos assim. Fiquei pensando sobre seu projeto, sobre o quanto faz parte de 'dentro' tudo aquilo que na infância (e depois tb) vivemos enquanto experiência de lugar. Achei lindo e super bem teorizado seu projeto. Me interesso pelas 'ocupações', que não deixa de ser a forma de 'habitar' o mundo experimentando jeitos, gostos, cheiros... boa sorte!
6. Flavia de Paiva Coelho
04/01/2010 09:58
é dificil fazer a escolha no ato de votar, com tantos projetos e possibilidades infinitas...
Aqui é só o começo de novos rumos.


flaviapaiva007@hotmail.com

Sorte!
7. Mariana Soares Leme
04/01/2010 01:56
Também senti afinidades Joubert.Muito interessante projeto e proposta de interação, tem muito a ver com Terra Una.

Sorte!Um abraço!
8. ricardo alvarenga
27/12/2009 11:18
oi joubert!

você tem referência muito boas. adoro este livro, 'memórias inventadas', é uma visita a infância de uma forma muito poética. e o milton santos nos deixou um legado intelectual incrivel.

desejo sorte no seu trabalho.

abraço
hominidae
9. virginia maria neves baptista
23/12/2009 03:21
Olá Joubert:
Obrigada por comentário no meu projeto.
Não entendi o que houve. O projeto saiu sem as frases finais.
Aqui vão elas:
Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, carvão negro, pastéis de desenho.

A vivência na arte me ensina: ela é um meio efetivo de transformação. Unir sabiamente arte e ecologia. Isto é um sim, pretendo aprender e compartilhar.

10. anilem beatriz lima
20/12/2009 04:33
Qual é o fundamento da liberdade?
11. Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
20/12/2009 01:23
Abençoado tempo !

Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.

Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...

Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...

Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.

"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"

Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.

Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !

Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
12. virginia maria neves baptista
19/12/2009 16:48
Olá Joubert:
Adorei a inclusão da dança. Concebo o desenho como registro do movimento corporal. A dança e desenho: só tem a acrescentar.
Abraços Virginia
13. Jean Sartief
13/12/2009 15:12
Adorei o referencial da tua infância, isso já diz muito...e o projeto também! rs... A dança, a performance, o vídeo, a mensagem, os textos... tem muito mar nesse sertão! Parabéns!
14. Gilio Mialichi
13/12/2009 11:25
Olá Joubert

Sou artista plástico, mas a dança contemporânea sempre me encantou com suas inovações e descobertas que o corpo humano em relação com o espaço e outros objetos/obstáculo podem conseguir em harmonia. (Mesmo porque as artes em geral se completam: as cênicas, as plásticas, a música, a literaturax, enfim.)
Seria muito rico assistir e participar de um projeto assim...o corpo interagindo com o ambiente. E os resultados? Quantas possibilidades.
Meu projeto é o "homocrisálida"...se puder faça uma visita.

Parabéns pelo projeto e boa sorte !

Gilio Mialichi

15. Luciana Ramin
12/12/2009 22:20
Olá, Joubert.

Muito interessante seu projeto... é muito

instigante...e profundamente significativo...

Boa sorte!

Abs.