Estar Aqui
De: André Ricardo de Almeida
O Projeto
O projeto consiste em investigar os aspectos da natureza e paisagem da Ecovila sob o enfoque da pintura e, paralelamente, abrir esta experiência para o Ponto de Cultura e Sustentabilidade por meio de oficinas de desenho ao ar livre.
O contato íntimo com a natureza será o fio condutor para o exercício de descondicionamento do olhar. Diferenciando a prática de pintura de uma ação apenas descritiva, a atividade exaustiva da observação, que na paisagem estende-se por todo corpo, implica em absorver uma carga complexa de elementos como luminosidade, temperatura, sonoridade, entre outros fatores atmosféricos, temporais e emocionais que permeiam a relação do artista com o ambiente.
Transpor uma pesquisa em pintura, até então desenvolvida no cenário urbano da cidade de São Paulo, para uma área de preservação ambiental na Serra da Mantiqueira, compreendendo por “ambiente” não apenas os fatores naturais, mas também humanos, visto o contato com a população local, artistas e profissionais envolvidos no projeto, significa uma experiência de grande vitalidade.
Roteiro: Prática diária de pintura ao ar livre/4 dias de oficina no PC.
Materiais básicos: tela,cavalete,tintas, papéis e pincéis.
Interação com o Ponto de Cultura
Realização de 12 horas de oficinas de desenho ao ar livre. Partindo do exercício da observação, essas atividades visam introduzir noções básicas da linguagem do desenho e história da paisagem. O plano pedagógico, composto por aulas práticas e expositivas, busca explorar a relação dos participantes com seu entorno.
Experiências próximas a esta já fazem parte da minha trajetória como artista educador. Entre as mais recentes, destaco a criação e coordenação do projeto Linha do Horizonte. Financiado, desde 2008, pelo Programa VAI da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, o projeto consiste na realização de oficinas de desenho de paisagem no bairro do Grajaú, às margens da represa Guarapiranga. Apesar de ser uma área de manancial, a região sofre com a degradação de seus bens naturais. O deslocamento das atividades de ateliê para os espaços verdes, mais especificamente nos locais que margeiam a represa, demonstrou o interesse dos alunos não somente para as atividades da oficina, mas também para as questões ambientais que envolvem este espaço.
Materiais: lápis grafite, borracha, papel canson, papel reciclado, bico de pena (artesanal), tinta nanquim, livros de arte, pastas p/papel
Sobre o artista
FORMAÇÃO
- Bacharelado em pintura – ECA/Univ. São Paulo - 8°sem.
EXPOSIÇÕES
(2009) 41.º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - SP
(2009) Programa de Exposições MARP Ribeirão Preto - SP
(2009) XV- Salão de Pequenos Formatos Graça Landeira – UNAMA Belém – Pará
(2009) Coletiva Código – Conclusão do Projeto Práticas Pictóricas contemplado pelo ProAC_16 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo – Galeria Cinesol, São Paulo – SP
(2007) CAP007 – Departamento de Artes Plásticas da USP São Paulo – SP
PRÊMIOS
(2009/2008) VAI – Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo. Projeto contemplado: “Linha do Horizonte”
(2008) ProAC 16 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Projeto contemplado: “Práticas Pictóricas”
TRABALHOS DE PESQUISA ACADÊMICA
(2009/2008) Bolsa de Pesquisa Cíentífica_PIBIC. Tema: “Discussões Sobre o Modernismo Brasileiro”. Orientadora: Sônia Salzstein. Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo.
(2009/2008) Grupo de Pesquisas Cromáticas_“Discussões Sobre a Cor”. Orientação: Prof° Marco Giannotti. Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo.
Comentários
Votei no seu projeto
Um abraço,
Robson Martins
trouxemos a pouco tempo Regina Parra para uma oficina aqui em Natal e ficamos felizes com o resultado e principalmente com esse exercício da descondicionamento do olhar que foi possível pelos vários exemplos da pintura contemporânea. Teu trabalho é bem forte e consistente, fruto maduro da tua pesquisa, acredito. Parabéns!
que surpresa te ver aqui!
ao menos um de nós (capianos) que aposta nessa proposta linda que é o projeto da Terra Una.
parabéns também pelo projeto (em resposta ao teu comentário)
sempre admirei teu comprometimento com a pintura e com quem passa pelo processo de aprendizagem.
bom início de ano e bons trabalhos para nós!
abraços,
Maíra
Meu blog:vica-arte.blogspot.com.
Abraço e boa sorte a nós.
virginia.
eu tenho uma idéia de como proceder na EcoVila, mas não sei o que vou desenvolver lá. Digo: sei como fazer, mas não sei ainda o que fazer.
"O que fazer" tenho certeza de que saberei só no local.
Por mais que eu planeje as ações de antemão (inevitavelmente já estou fazendo), será impossível obedecer a este script pré-programado, situações assim já aconteceram em outras residências que eu participei, e podeei também compartilhar desta experiência.
Já vi muitos artistas pirarem por ficarem 30, 60, 90 dias longe de casa em um ambiente completamente distinto do seu habitat, na minha primeira experiiencia vivenciei isso tambem (Na Holanda, por 90 dias). No meio do processo, eu não conseguia cumprir com nada que eu tinha planejado, e quase que acabo por destruir toda a minha produção, por falta de (auto) controle e experiência.
Fui ver teus novos trabalhos! Esta série de "contenedores" (caçamba, piscina), acho que vai ficar muito boa! Já está ficando bem boa, ainda que em andamento!
O mais bacana desta fase do projeto Interações Florestais, a meu ver, é essa plataforma de conexão ente artistas. É muito trabalho bom!
Um grande abraço!
As tuas me lembraram a forma de pintar desse grande artista.
Virginia
Fico feliz em ver pura pintura no teu projeto.
Belas telas.
Concordo contigo quando dizes que a atividade de pintar não é meramente uma atividade descritiva, todo o nosso ser é envolvido nessa prática.
Belo projeto.
Gostaria de fazer uma correção ao meu projeto(livrozero). Se tu por acaso leste, deves ter sentido a falta de uma conclusão.
Fato que a colega Mariana Leme me chamou a atenção. Não sei como foram engolidas as frases finais que aqui apresento:
"Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, carvão negro, pastéis de desenho.
A vivência na arte me ensina: ela é um meio efetivo de transformação. Unir sabiamente arte e ecologia. Isto é um sim, pretendo aprender e compartilhar."
Um abraço e boa sorte Virginia.
abraço,
hominidae
Vejo que você tem dominio da sua técnica
Se estivermos juntos na ecovila gostaria de saber mais sobre o grupo de pesquisas Cromáticas, issa tbém me chama a atenção.
Uma pergunta conflito, como vc fará relação com os residentes e o seu projeto? como entramos?
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Parabéns e boa sorte!!
Um olhar atento a cada movimento cor.
Telas e mais telas de vida pintura.


