TROCO ESSA IDEIA
De: Wagner Rossi Campos
O Projeto
Não fazer nada, meditar, jogar conversa fora, contemplar o sol e a lua, as árvores e as águas. Dormir, acordar, ler, escovar os dentes, caminhar, fazer comida. Viver o presente e, a cada momento, anotar as ideias que surgem todo o tempo a partir da respiração, do pulsar sanguíneo, dos pensamentos.
As anotações, através de palavras escritas e fotos, servirão como indícios para soluções daquilo que não se quer solucionar, inutilidades diante das utilidades diárias, sentidos para os amálgamas da percepção, registros para o que é efêmero.
O que é uma ideia? Como trocar ideias por coisas? A quem interessa as ideias de um artista? Pode-se, a partir de ideias, se obter coisas?
Após esse processo de contato ritualístico entre o corpo e o que o cerca, as ideias surgidas serão catalogadas de acordo com suas especificidades: útil, inútil, proveitosa, adaptável, sensível, poética etc. Após essa catalogação, ao fim da residência, acontecerá uma banca de trocas no Ponto de Cultura e Sustentabilidade.
Interação com o Ponto de Cultura
No Ponto de Cultura e Sustentabilidade é que o projeto se finaliza enquanto ação participativa, envolvendo a comunidade da cidade de Liberdade, os artistas participantes do projeto e os moradores da Ecovila.
Durante o período de um dia – 08 horas, será oferecido, a quem estiver disposto a participar, possibilidades de trocas. Oferecerei, como mercadoria, as ideias registradas e catalogadas. Quem se interessar por uma idéia útil, terá a oportunidade de consultar um arquivo escrito manualmente contendo ideias consideradas pertinentes a tal assunto. Assim, da mesma forma, outros arquivos estarão disponíveis para ideias inúteis, proveitosas, adaptáveis, sensíveis etc.
Farei a leitura das ideias de acordo com a necessidade ou quando der vontade.
Nesse momento, me interessa apresentar a proposta e, também, trocar ideias por coisas, verificando a possibilidade de retorno para casa com objetos obtidos através dessas trocas.
Sobre o artista
Wagner Rossi é natural de Belo Horizonte/Minas Gerais - 1966.
MESTRANDO em Artes pela Escola de Belas Artes / UFMG e Pós-graduado em ARTES PLÁSTICAS E CONTEMPORANEIDADE pela Escola Guignard/UEMG, atualmente desenvolve pesquisa em performance e seus desdobramentos, priorizando uma reflexão sobre o corpo dentro do contexto atual da sociedade contemporânea.
Realizou individuais em Belo Horizonte/MG e Vitória/ES. Participou de exposições coletivas em projetos como UM SÉCULO de HISTÓRIA das ARTES PLÁSTICAS EM BELO HORIZONTE/MG; BRASIL do NOVO MILÊNIO – A ARTE DE MINAS/MG e Salões de Arte tais como Salão Nacional da Prefeitura/MG, Salão Paranaense/PR entre outros.
As últimas participações privilegiam ações corporais em eventos como a MIP- MANIFESTAÇÃO INTERNACIONAL DE PERFORMANCE 2003/BH; PERFORMANCE-PRESENTE-FUTURO 2008/Oi FUTURO – RJ; MULTIPLICIDADE 2007/ES; LIVING-ROOM-QUARTO-VIVO 2007/SP; MIP 2 - II MANIFESTAÇÃO INTERNACIONAL DE PEREFORMANCE 2009; I FESTIVAL DE PERFORMANCE DE BELO HORIZONTE 2009.
Curador da exposição TERCEIRO ESPAÇO, Galeria EMMA THOMAS 2008/SP.
Realizador em 2009/BH: PERPENDICULAR - ações para apartamento e PERPENDICULAR – ações para museu.
reside em BH.
Comentários
Também muito obrigado pelo voto e vamos ver se marcamos um encontro quando retornarmos de lá.
O que acha?
tem meu e-mail? se não,
lucasdupin@yahoo.com.br
Um forte abraço.
Espero que nos encontremos o RJ, estarei por lá a partir de 14/01
Te mando um email. Um grande abraço
Shima
tô no Rio de Janeiro e usando pouco a internet...
Desejo sorte pra todos nós e quando retornar ao meu bom e amigo lar respondo os comentários que ainda não pude responder.
Espero que possamos nos ver aqui em terra, ou em qualquer outro plano da existência que permita tal contato...
bj grande
wagner
acabei de ler seu comentário...nesse finalzinho de tempo para terminar a votação!
a ação será esse mergulho, essa imersão nesses terrenos e no meu corpo. Quero oferecer esse trabalho tbém para as crianças, de corpos tão abertos.
Nesse tempo de 21 dias, quero convidar os artistas a virem olhar, registrar, contemplar a pesquisa...durante o tempo que quiser;
A ação será ressaltada quando registrada, minha ideéia é q vire um vídeo-dança após.
tenho pesquisado mt auto-retrato, e quero q a ação seja um auto retrato vivencial.
ps: vender dança na galeria é mt doido...reações inesperadas.
marinapachecco@yahoo.com.br (vamos nos falando)
até querido
...Sorte!
tô (re)visitando alguns projetos, te desejo boa sorte!
abraços,
Bianca.
Tô contigo e não abro! rs
boa sorte!
acho q fica mais facil entender meu projeto dando uma olhada no meu facebook (tem o link lá no meu projeto) lá tem mais fotos, outros trabalhos realizados.
mas minha pesquisa gira em torno da construção da paisagem, seu tempo e as possiveis relações entre a paisagem construída e a natural.
esse projeto do jardim tupi é um desdobramento de outros trabalhos que realizei.
considero meu trabalho de plantação uma espécie de desenho tridimensional, em que o tempo age como protagonista, deixando a obra em constante transformação, a utilização de grãos de tempo de germinação diferentes mantém esse apelo latente. uma situação de constante work in progress. pretendo a partir da pesquisa dos motivos gráficos indigenas brasileiros, eleger formas, cores e superficies para o desenho deste "jardim".
é isso.
nos vemos lá.
abraço
bruno
nao fazer nada
ahhhhhhh eu quero é dormir la...
descansar na lareira. acordar com o sol..
cantar a vida
qnd tiver uma dessas curadorias tua por ai me chama...
sucesso
acabei de ver OPAVIVARÁ e os videos no youtube... Obrigado pelas sugestões!
Gosto muito dessa ideia de venda de performances. Isso questiona o valor dos gestos, ações, o mercado da arte, o lugar do corpo e mais um tanto de outras coisas. Em galeria a situação deve ser bem diferente né?
Que bom ter gostado da minha ideia!Te agradeço também pelo comentário super caloroso.
Seu projeto para terrauna é muito bacana e, pelo que li, trata-se de algo que acontece ENTRE. Entre o urbano e o rural, o dentro e o fora, a agua e a terra, o real e o imaginário. Talvez, por isso, não tenha conseguido perceber na prática quais serão suas ações.
No ponto de cultura a proposta é bem clara. Mas o projeto de ações em terrauna não esclarece bem as coisas.
Entendo perfeitamente o que quer, mas o que vc pode dizer sobre as ações??? Quais serão?
Para ser sincero, aponto isso mais como uma possibilidade de clareza sobre o que vc escreveu. Seu desejo é bem claro, mas não dito..fica nas ENTRElinhas...
Bjs e sucesso pra vc!
abraço e boa sorte!
fiquei bem curiosa com seu trabalho...
trocar efemeridades é tarefa rara nos dias de hj;
e vender o efêmero?
vc já deve conhecer o OPAVIVARÁ!q tb aborda a troca de uma maneira bem interessante.
eu sou integrante do Coletivo Pague Leve (aqui no Rio), somos derivantes e a gente trabalha com a questão do valor, como um todo, tanto com o ato de pagar, de assumir o poder de escolha sobre o que consumir e com o valor da imagem, da intimidade, etc. Nossa primeira ação são cardápios individuais onde oferecemos tanto em galerias, ruas, praia...comprar performances por 1 real;
dá uma olhada nos vídeos dessa performance
http://www.youtube.com/watch?v=wV682gKsaUE
http://www.youtube.com/watch?v=uA7rj1URO6g&feature=related
Boa sorte para nós! amei sua idéia...vou adorar compartilhá-la!
sobre a trocaria e permutaria, ainda não existe um site ou coisa do tipo, mas se não me engano deve ter alguma coisa no site do Kaza...
www.kazavazia.blogspot.com
Abs!
provavelmente tenha visto meu vídeo no MIP. registro de uma ação feita em curitiba. o vídeo que postei no projeto, foi feito em uberlândia-mg.
certamente este trabalho na mata tem conotações diferenciadas de quando faço na cidade. o ambiente e a interferência do público passante gera outros campos energéticos, atravessamentos e significados.
em terra una, será uma experiência mais sensorial e intimista, com uma percepção mais direta dos corpos animais e vegetais na mata, se aproximando mais ainda do projeto 'hominidae' - (superfamilia que engloba todos as espécies do gênero 'homo', mais orangotangos, gorilas e chimpanzés.)
será que conseguimos acessar memórias ancestrais a partir de determinadas ações?
tenho praticado recentemente um exercíco chinês milenar de troca de energia com as árvores que é muito forte. seguindo instruções de um sansei japonês com quem faço aulas de expansão de ki. as árvores são entidades muito intensas. é surpreedente a interação com elas.
penso que a vivência e os registros serão incríveis na mata.
agradeço os comentários e ainda mais o convite em habitar a árvore em frente a sua casa. fiquei tentado em fazer isso. quem sabe em breve.
tem foto dela?
gostaria de seguir falando contigo.
provisoriocorpo@hotmail.com
grande abraço.
obrigada pela dica!
Temos lugares comum e outros incomum...
gosto desses cruzamentos, cria força para o nosso!
Um abraço...
abraços,
Drica Rocha.
Onde posso encontrar, na web, mais informações sobre?
abraços
e pintar ela de branco, que é a cor que imagino no meio do verde... quase flutuando entre a terra e o céu.
Bjs
muito bom seus comentários sobre práticas de reconhecimento de movimentos internos.
Eles são as potências das ações externas, os fluxos, as percepções - subjetividades...
Vou dar uma olhada na net sobre o assunto. Obrigado!
Os juizos de valores, por si só, já são classificações. Se pertinentes ou não, isso não vem ao caso. Quero reforçar a inutilidade das utilidades e de como nos baseamos em circunstancias mutáveis...
Acho muito legal que vc tenha percebido isso!
Como diz a Flavia, logo abaixo de vc, o silencio diz muito e no silencio podemos ouvir o que é realmente importante. Ou não ouvir nada, o que talvez seja o mais importante.
Penso que, nesse projeto, não existe uma caminho certo a seguir, nem uma necessidade dele acontecer. É pura poesia....
Grande abraço!
seu projeto sucita várias coisas; até por isso os comentários estão badalados...
me lembrei de um artista na bienal do mercosul de 2006 que comprava e vendia idéias que não deram certo.
fiquei pensando sobre os juizos de valores; o que é útil ou inutil? sensível? proveitoso? para quem? para que? aliás essas discussões são muito pertinentes sobre o que é arte.
outra coisa é que tenho feito um trabalho corporal baseado em alexander technique.
neste processo pensar é uma ação física; ficamos muito tempo parados, percebendo o quanto estamos nos movimentando internamente - um vulcão em potencial.
quando penso em mover o braço, mas não movo, já é uma grande ação; padrões fisiologicos são acionados no corpo e varias estruturas se movem internamente.
é uma pratica bem interessante baseada na inibição; em não fazer nada.
vale conhecer.
torço por você
abraço
hominidae
Obrigado pela visita e interessa.
Abraço!
Saúde e paz pra todos nós!!!!
Feliz Ano de 2010
Trocando idéias...
a Ligia Canongia tem um texto (sobre o trabalho do Marcos Chaves) que trata dessa questão ético /estético na arte, que é bem interessante. se vc quiser dar uma olhada: http://www.canalcontemporaneo.art.br/portfolio_geral.php?c_lingua=P&c_tipo=1&c_artista=7
particularmente, não considero que um caráter exclua o outro...
Não acho que a questão estética deva ser abandonada na arte, mas não é A ( assim mesmo, maiúsculo) questão primordial: desde que Da Vinci definiu que arte é uma coisa mental (portanto acontece na cabeça e na alma das pessoas), o aspecto ético dessa arte não tem como ser ignorado.
Fiquei muito feliz ao ver teu projeto aqui para o Terrauna e que tenha gostado da minha proposta.
Torço para que possamos estar juntos nessa.
Está sendo incrível este processo de ver os projetos apresentados e ter essa possibilidade de discussão com o artista/propositor. Inclusive as discussões que estão acontecendo aqui no espaço do teu projeto estão sendo ótimas!
Você por acaso conhece a Trocaria e Permutaria que a Júnia May, Sylvia Amélia, Marina R.B e Alice Todd começaram no Kaza Vazia 7 e hoje já se desdobrou em diversas outras "trocarias"?
Abs,
é interessante pensar em ferramentas de trabalho. uma escada pode ser par de uma pá ou de um saco coletor, por exemplo. num pensamento de arqueologias, atingir as camadas superiores, ainda que apenas 1,5m. demarcar um quadrilátero suspenso. gostei!
bom também é subir numa escada para não atingir nada, apenas mudar o ponto de vista e com isso as perspectivas. uma escada no meio do nada, é além de uma imagem muito bonita, um ótimo artifício para não fazer nada.
então, levamos a escada?
concordo com você!
No atual momento, a ética é orientação de ação e experiência para o artista comprometido consigo mesmo e com o social. Não como elemento da arte, mas como princípio, sustentação.
Dessa forma, penso que a estética não deve ser percebida apenas como disciplina, mas substância condutora do pensamento e, por isso mesmo, força vinculada ao desejo de um devir ético capaz de abalar estruturas estagnadas, energias condensadas.
E o corpo do artista, presente, aglutina todas estas questões.
Por isso disse da presença do artista que trabalha com o corpo... sua intensidade visível, consciente, atualizando, a cada momento, a força do presente ético, estético, poético, profano sagrado etc
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Tô gostando do seu papo com o shima, confesso que até aprendendo bastante, pois sou "neném" em performances...
e essa questão ético /estético que ele menciona, considero central em qualquer fazer artístico.
Acredito que o corpo tem que se fazer presente, e não só estar consciente e inconsciente. O que quis reforçar é que eu tenho uma idéia do meu trabalho formado na estética, mas gostaria de encontrar também a ética em um outro contexto, que não é somente a urbana.
Como eu coloquei no meu trabalho, busco estas outras formas de se ver/tocar/ouvir/sentir a realidade. E, a princípio, busco isto na relação do corpo performático que não só se dá na ação, mas também na performance política, econômica, social... através da ética exerço a estética.
O direito de se fazer presente e estar consciente da sua presença, da sua transformação e da transformação deste ambiente é privilégio pra poucos, quantas vezes você não vê um trabalho que se diz performance e você não percebe a presença do performer ali, se esforçando para aparecer, mas também percebe que ele não está consciente da força e da intensidade de sua presença?
Lembro da ta ação na MIP, e da qualidade que cada integrante daquele grupo assumiu, alguns como uma piada, outros como uma brincadeira, e muitos com uma seriedade e uma responsabilidade de assustar. O nosso trabalho não é uma mera brincadeira. Até no 'brincar' realizamos com 'seriedade'.
E vamos que vamos! Tô adorando estes debates! Um abraço!
Adorei!!
Prabéns e boa sorte!
Abração,
interessante a ideia de uma impressora de pensamentos.
Me parece que anotar todas as ideias que surgem acaba sendo algo como uma impressora, só que
afetiva,subjetiva,íntima,carnal...
Na verdade, os pensamentos vem e vão e nem conseguimos dar conta deles todos. Pra que serviria uma impressora assim?
Não havia pensado sobre desejos, mas, afinal, o projeto já e um grande desejo.
Bjs pra vc.
seu projeto é quase a materialização da "impressora de pensamentos" que eu sempre sonhei/sonho. só que dessa vez não oferece nenhum automatismo, as idéias só são impressas depois de um julgamento. vai ser uma exposição dos seus desejos maior do que vc imagina!
É quente! Boa opinião. E também gosto das idéias e possibilidades de criação e reinvenção, mas preciso à priore apresentar a técnica, p/ na vivência em Terra Una podermos "trocar idéias" e assim fazer uma boa e construtiva brincadeira. Valeu pelo toque. Abraço.
(só que já tá saindo do fazer nada: essa classificação de idéias já dá trabalho)
Me manda seu e-mail que te conto...rsrsrs
Aqui não é lugar pra isso moço!
Abração
já tenho uma ideia pra te oferecer.. pq vc não pensa em algo que seja possivel de acontecer no próprio lugar da residência, afinal uma residência funciona como um local de formulação e prática de ideias...
Quem sabe os bichos que levar podem ser um início de alguma proposta aberta à participação de outros...bichos, quem sabe?
Digo isso já que levar tudo pronto, e pronto! me parece coisa sem graça.
Será que piorei, com a explicação? rs
Mas, a verdade é que o desenho dele não entrou de jeito nenhum pois não sei compactar foto e daí ficou tarde demais para pedir ajuda...
Sobre a catalogação das ideias, veja meu comentário para o Bruno.
Não consigo imaginar essas ideias como moeda. Na verdade elas são tudo, menos moeda... e, por isso mesmo, imagino que seja difícil a troca física, material. De qualquer forma, as trocas já estão acontecendo e continuarão, favorecendo outras possibilidades de percepção do sentido de TROCA.
1. "o mistério da consciência" esse livro existe.
podiamos levar na mala pra conversar.
2. 'pensamento é escultura' ou 'thinking is sculpture' gosto disso, é um recorte da ideia de Joseph Beyus, o pedagogo artista filósofo professor e sabe se lá mais o que podemos dizer dele.
Enfim, teoria era a prática de Beyus. e pq não a nossa? ou a minha? a sua? ou a vossa?
espero que tenha sido boa sua defesa de mestrado.
agora me conta mais sobre seu mestrado? rs (fiquei curioso)
abraço.
Obrigado pela pergunta!
Então, mesmo se não topasse trocar ideias, já estaria fazendo sem perceber.
Mas percebo isso e topo sim!
Sua ideia é bacana e me parece consciente. Consciência!
Ontem defendi minha dissertação de mestrado e o texto que escrevi para ler durante a defesa falava de consciência, além de outras coisinhas.
Acho que caminhar pode favorecer a criação de mundos. Muitas vezes, quando caminho, entro em lugares loucos nesse labirinto que sou.
Espero que possamos nos divertir juntos nessas caminhadas. Ou quem sabe vc vem até aqui, caminhando?? Vc e o Paulo vão acabar se encontrando!
Grande abraço,
Wagner
Só que fico sem saber onde colocar respostas aos comentários que recebo?.
Para facilitar a leitura, posto aqui e na página de quem me escreveu - o mesmo comentário.
Beijo.
tudo bem?
quando escrevi meu projeto não tinha em mente encerrá-lo no lugar escola, mas usar este espaço de produção e convívio para irradiar a proposta pela cidade de Liberdade.
minha intenção é acompanhar de muito perto o processo de coleta e anotação das receitas entre as famílias e é claro, tenho interesse e vontade enorme de entrar na casa das pessoas e ser recebidas por elas com uma "receita especial"... o projeto não exclui de forma alguma que esse encontro possa acontecer, pelo contrário, ele deixa em aberto o desejo pulsante de ser convidada.
explico: para mim, o movimento de "acolher" deve acontecer naturalmente, não como uma condição para o desenvolvimento de um projeto, mas através de um convite espontâneo. pretendo que a "entrada" na intimidade do lar/casa do outro seja um tempo de hospedagem dentro do sentido mais puro da amizade incondicional, quando aceitamos nossas diferenças e (com)partilhamos - aqui, através de receitas que passam entre as mulheres, de geração em geração, receitas que podem contar a história genealógica de uma família, e que são na maioria das vezes "decoradas" (naquele sentido primeiro, de "aprender/guardar no coração").
portanto, acho que o projeto acontece mesmo é do lado de fora e a escola nos serve como um trampolim para o mergulho fantástico de um projeto que pretende escrever a história de uma cidade através do ponto de vista da cozinha, com medidas de afeto e carinho.
agora minha pergunta:
também fiquei curiosa com essa "catalogação" de idéias... como você imagina essa materialização e transformação em moeda de troca?
um beijo,
achei seu trabalho incrivel...
muito bacana essa catalogaçao de idéias..
mas o mais incrivel eh essa disponibilizaçao de todas as ideias, só não entendi quem vai classifica-las?
pois é! concordo
é bom você tocar neste assunto sobre teoria.
acho que a ideia é pensar tudo junto mesmo, uma "práticateórica".
toda e qualquer 'prática da liberdade' requer antes um envolvimento com a prática que se faz e portanto com sua teoria tb. pq senão a gente não sabe o que fazer com liberdade. age sem pensar. age segundo um fluxo que nos domina e acabamos vivendo uma falsa ideia de que controlamos o nosso fluxo.
No entanto, quando vc propõe trocar ideias, me parece que vc está propondo trocas não apenas de teorias, mas de práticas. e tendo a acreditar que essas práticas carregam um pensamento.
tá tudo em acordo.
ah! e outra coisa. a ideia das ações pelo caminho é, justamente, para coletar uma 'coleção da ideia que temos de Liberdade'!!! mas essas coletas são experiências, vivências, não, necessariamente, uma obra fixa.
e claro que se vc puder participar da caminhada, vc pode contribuir com esse refinamento, ou com essa troca de ideias!
topa trocar um ideia?
abraço.
Desafiadora a sua proposta!
E=mc² onde E são as idéias. Converter pensamento e percepção em matéria através de uma interação humana, desafiando o status do $ em nossa sociedade, é simples e potente essa sua ação.
Espero que role.
Boa sorte,
Daniel
http://www.terrauna.org.br/if2010/projetos/ver/41-mor-veis-org-nicos
Abs
Não fazer nada, nesse caso, é uma atitude política, já que somos todo o tempo instigados a produzir para estarmos inseridos nos contextos sociais, culturais etc.
E, sem pereceber, não conseguimos mais experimentar fazer o que se gosta, ou fazer nada, sem se sentir pressionado.
Terrauna é pra mim um lugar que convida esse tempo, mais lento... Estímulo para estar consigo mesmo e com os outros de forma aberta.
Faz muito sentido tua proposta Wagner. Boa sorte!
Um abraço!


