Envolvimento como Liberdade | Errar como Desenvolvimento (título provisório)

De: Carolina Mendonça

Ação, SP

O Projeto

O projeto começa ainda em São Paulo, 7 dias antes do início das atividades da residência. Carolina Mendonça deixará sua casa munida de sua mochila, 1 caderno e 1 filmadora. Caminhará a pé, durante 07 dias, em direção à Liberdade|MG; um tipo de meditação ativa. O percurso pretende ser um esmiuçar daquilo que se entende por Liberdade.
Onde fica a Liberdade? As indicações pelo caminho servirá de guia. Colecionando entrevistas, fotos, paisagens, narrativas e objetos que podem contribuir na espacialização da ideia de Liberdade. Serão realizadas também pequenas interven/ações, que funcionarão como marcadores no tempo e no espaço.
Para esta performance Carolina Mendonça conta com a participação de Bruno Freire, juntos formam uma dupla de andarilhos, corpos escultóricos que se movimentam numa coreografia geográfica. Um desejo de impregnar/materializar nos corpos a sensação física da distância entre SP e Liberdade/MG.
Um jogo nomâde que se apoia num entendimento de que é necessário antes desenvolvimento para depois, falarmos e agirmos com liberdade.Ou seja, somente após muito caminhar estarei apta a propor e dar continuidade as atividades/artísticas em Liberdade.

Interação com o Ponto de Cultura

O projeto criará 3 encontros que pretendem se desenvolver na união entre teoria e prática:

1º Encontro (3h): Envolvimento com o caminhar. Uma caminhada palestra particip/ativa, onde discutiremos trabalhos de performers, artistas e teóricos que utilizam o caminhar como reflexão artística e política (ex: Situacionistas, P. J. Berenstein, treinamentos de M. Abramovic e de T. Hsieh, walkinginplace.org, e 'Coreografia Social' de A. Hewitt).

2º Encontro (3h): Errar. Faremos uma caminhada pelo município de Liberdade/MG. Um trajeto a ser definido. Depois, desenharemos cartografias subjetivas. Cada um terá a liberdade de escolher qual seria a melhor trajetória a ser registrada. Criando mapas subjetivos de memória.

3º Encontro (3h): Desenvolvendo a ideia de Liberdade. Uma conversa. O intuito é promover uma reflexão crítica sobre sustentabilidade e liberdade apontada no livro 'Desenvolvimento como Liberdade' do economista Amartya Sen (prêmio nobel).

Obs: A caminhada continuará durante a estadia na residência. Pretende-se assim, dar continuidade a investigação, aprimorando e ampliando a 'Coleção Liberdade'. O treinamento psicofísico poderá ser partilhado com possíveis interessados.

Mais informações em

Sobre o artista

Carolina Mendonça é artista do sexo feminino de vinte e cinco anos paulistana filha de gaúcho formada em artes na ECA-USP 2008, onde realizou TCC em artes cênicas baseado em estudos sobre espaço, e em torno do conceito de site specific, a fim de realizar projetos transdisciplinares. Assim, criaou obras variadas em video arte, video instalação, instalação urbana, performance e fotografia.
Entre estes trabalhos artísticos destacam-se a vídeoperformance 'Paisagem com Homem e Mulher' filmada na Rodovia Fernão Dias entre BH-SP (2009); a performance 'Muro em Diagonal | Metaforas Espaciais com Experiência Concreta', na Verbo 2009 da Galeria Vermelho; e uma instalação urbana, o 'Projeto Colunas' (2008) – todos estes projetos foram realizados em parceria de Bruno Freire.
Já Expôs a série fotográfica 'Habitat', MAC- SP (2009). Participou da Verbo 2007 com a instalação 'Vending Machine’; expôs o vídeo 'cidademosaico' no SESC Curitiba (2007); e a performance ‘Todo dia a mídia estraga um pouco o meu dia’ (2005). realizada no 15º Festival Internacional de Arte Eletrônica VIDEOBRASIL.
Atualmente faz do caminhar sua estética e prática diária. Buscando compreender o que é ser latino-americano.

Comentários

1. Wagner Rossi Campos
13/01/2010 09:59
Carolina,

As trocas aconteceram durante esse processo e continuarão....

Obrigado pelo seu voto!
2. Talita Caselato
05/01/2010 22:23
“Penso que devemos conhecer algumas poucas coisas sobre a fisiologia dos andarilhos. Avaliar até onde o isolamento tem o poder de influir sobre os seus gestos, sobre a abertura de sua voz, etc. Estudar talvez a relação desse homem com as suas árvores, com as suas chuvas, com as suas pedras. Saber mais ou menos quanto tempo o andarilho pode permanecer em suas condições humanas, antes de se adquirir do chão a modo de um sapo. Antes de se unir às vergônteas como as parasitas. Antes de revestir uma pedra à maneira do limo. Antes mesmo de ser apropriado por relentos como os lagartos. Saber com exatidão quando que um modelo de pássaro se ustará à sua voz. Saber o momento em que esse homem poderá sofrer de prenúncios. Saber enfim qual o momento em que esse homem começa a advinhar.”
Nota introdutória ao poema "O andarilho" de Manoel de Barros
Para conversarmos: contato @talitacaselato.com
Abraço!
3. Hélène Arthur Delmonte
05/01/2010 12:56
Boa caminhada,
que bons ventos os guiem e que possam capturar e representar o ar em movimento... através do deslocamento que causarão nas mentes das pessoas pela reflexão sobre a liberdade.
Ação,transforma a ação, renova o espírito, lubrifica os olhos... que passam a brilhar!
boa sorte!
Inté
Hélène
4. Rosane Felix
05/01/2010 06:39
caminhante andarilha... sorte.
5. Virginia Baptista
04/01/2010 12:44
Oi Carolina.
Vejo que vc e Bruno são pareceiros nesse projeto.
Ontem escrevi sobre ele no espaço de Bruno, citando inclusive um livro que estou lendo. Aqui vai pra vc também:

É no capítulo-"O Poder Dos Erros"-
do livro SER CRIATIVO de Stephen Nachmanovitch.
" Não tema os Erros. Eles não existem"(citação de MIles Davis)
"Saber enxergar e usar o poder dos limites não significa que qualquer coisa sirva. Prática é autocorreção e refinamento, é trabalhar em busca de uma técnica mais clara e mais confiável. Mas, quando um erro ocorre, podemos encará-lo como uma informação sem valor sobre nossa técnica ou como um grão de areia a partir do qual será possível produzir uma pérola.
Freud nos mostrou a maneira fascinante como os lapsos de linguagem revelam o material do inconsciente. O inconsciente é o verdadeiro pão do artista, de forma que os erros e lapsos devem ser valorizados como informações inestimáveis do nosso interior.
(...) Podemos usar os erros que cometemos, os acidentes do destino, e transformar até nossas fraquezas em vantagens".
Abraço
Virginia.
6. paulo sérgio da silva [NAZARETH]
04/01/2010 11:00
estou andando do lado de cá ... acredito que vamos nos esbarrar ...
7. Flavia Paiva - Mecha em tramas
29/12/2009 11:25
E se vc tiver que caminhar sozinha?

8. Filipe Berndt Julio
26/12/2009 20:15
respondi seu comentário dentro da página do meu projeto: http://www.terrauna.org.br/if2010/projetos/ver/24-intera-o-florestal-pacifica

vamos caminhar por São Paulo!

Beijo
9. Sirlanney
25/12/2009 22:16
Eu gosto do "jogo nômade". Imagino as mil possibilidades de percepções artíticas que uma aventura desse naipe é capaz de fornecer.
Parabéns
boa sorte!
10. denilson
23/12/2009 01:10
adoraria ir com vc,
quem sabe na volta...

sucesso.
qual teu email
11. ricardo alvarenga
22/12/2009 21:04
nossa, muito legal o projeto de vocês. me sugere muitas imagens. penso que será uma vivência muito rica. com um grande podtencial de registros.

me interesso em compartilhar se nos encontrarmos na residência.


desejo sorte.

abraço,
hominidae
12. Gilio Mialichi
21/12/2009 15:36
Oi Carolina,

Sua proposta pede a ação de caminhar em direção a Terra Una colhendo registros...uma idéia que a levará a outras tantas.
Li um projeto que dialoga com o seu...é o do Paulo Sérgio.

Parabéns e boa sorte

Gilio Mialichi
13. Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
21/12/2009 14:10
Abençoado tempo !

Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.

Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...

Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...

Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.

"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"

Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.

Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !

Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
14. anilem beatriz lima
20/12/2009 14:21
O pedágio compromete a liberdade, o direito de ir e vir?
15. Filipe Berndt Julio
16/12/2009 21:52
em SP onde vivemos eu costumo andar muito e acho muito interessante a ação de caminhar como proposta artistica!

boa sorte!
16. Luanna Jimenes
12/12/2009 22:32
Olá Carolina
Também tenho bastante envolvimento com a caminhada, por isso sua proposta me diz respeito!!
Adoro a disponibilidade de escuta para depois produzir.
um beijo
Luanna Jimenes