Quadrilátero na terra
De: raquel versieux
O Projeto
Esse projeto se encontra entre as ciências naturais e a geometria, buscando aí a construção de sentido entre o corpo e formas de catalogação. Consiste em três linhas de ação a partir de uma vista geral do local.
1) Demarcação: Um corpo se desloca no espaço e a se fixa temporariamente em quatro pontos, desenhando assim um quadrilátero sobre a terra. Com a câmera fotográfica num tripé, cada um desses vértices é registrado. A imagem final é composta por quatro fotografias.
2) Exploração da área delimitada:
Compreendida entre os quatro vértices, fica potencializada uma área X a ser explorada na busca por materiais naturais específicos e aleatórios. Essas incursões serão registradas em vídeo, áudio e textos.
3)Proposições a partir da matéria:
Após a coleta de materiais, eles servirão de fomento para a produção de outras ações (coleções, objetos, desenhos, fotografias, performances, vídeos, texto, etc). Esse momento poderá acontecer também com a participação do coletivo residente.
As três etapas de trabalho se repetem quatro vezes, cada uma com duração de uma semana durante o tempo de residência. Serão contempladas as faces Norte, Sul, Leste e Oeste da região.
Interação com o Ponto de Cultura
Propomos para o espaço de vivência dois encontros de três horas cada um. Durante o primeiro encontro serão apresentados os portifólios das artistas proponentes e, em seguida, será feita uma apresentação crítica da Land Art, incluindo os trabalhos de Robert Smithson, Richard Serra, Richard Long, entre outros.
No segundo encontro, os presentes serão convidados a compartilhar dos materiais recolhidos durante todo o processo e, seguindo a linha de ação desenvolvida pelas artistas proponentes no período da residência, vivenciar seus próprios espaços de interação com a matéria da terra.
Sobre o artista
Participações conjuntas:
MIP2 – Manifestação Internacional de Performance 2 – Performance: “(entre): para se ver o que não se vê”, agosto/2009.
Workshop “O Corpo Como Expressão”/Nezaket Ekici, MIP2, julho/2009.
[...] e tal – Mostra de Artes Visuais. Performance “(entre): para se ver o que não se vê”, Nov/2008.
Kaza Vazia – Galeria de Arte Itinerante – 2005/2008.
Bárbara Ahouagi.29 anos. Nasceu e reside em BHZ. Licenciada em Desenho e Plástica e Bacharelado em Gravura pela EBA/UFMG, 2005 e 2008.
Professora do Ensino Fundamental na Rede Municipal de Ensino em Betim desde maio/2008.
Tutora de apoio no Curso de Especialização Em Ensino de Artes Visuais na UAB/UFMG desde fevereiro/2009.
Coordenadora e cozinheira do programa mundial de distribuição de alimentos lactovegetarianos - Alimentos Para a Vida, desde janeiro/2005.
Raquel Versieux.25 anos. Nasceu e reside em BHZ. Estuda bacharelado em Desenho na EBA/UFMG, conclusão prevista para julho/2011.
Iniciação Científica orientada pela Profa Dra Mabe Bethônico, projeto Colecionações, desde agosto/2009.2007/2008: intercâmbio em Fotografia na ENES de La Cambre, em Bruxelas, na Bélgica.
2003/2006:graduação em Ciências Sociais/UFMG, não con
Comentários
não entendi muito bem...
Abraço!
contato@talitacaselato.com
Gosto muito da sua proposta, talvez por também estar inclinada para as ciências da terra... acho que a linguagem artistica se enriquece quando apropria ou se influencia por outras linguagens, e por outras metodologias. gosto muito das suas imagens e da sua proposta de trabalho. pena que tive pouco tempo para conversar, mas seria muito interessante trocar coisas com voce. vi seu blog, muito bacana as referencias...!
um abraço!
www.margensdapalavra.blogspot.com
abraço Raquel boa sorte
expôs de forma clara.
tem um objetivo explícito.
espero que role como dupla.
aliás torço por duplas.
abraço.
Aqui é só o começo de novos rumos.
flaviapaiva007@hotmail.com
Sorte!
que interessante seu trabalho!
gostei muito do video.
um abraço grande e sucesso!
o pouco que vi do seu trabalho me deixou instigado.
se nos encontrarmos em terra una, me candidato a fazer parte da performance.
curti demais.
abraço
hominidae
Não conheço muitos artistas da Land Art mas sou apaixonado pelo Andy Goldsworthy.
Gostaria de ver/ouvir tua apresentação...
Respondi à tua pergunta lá na página do meu projeto.
Obrigado pelo teu comentário.
Teu vídeo é lindo!
Boa sorte!
Beijos.
Percebo possibilidade de conexões, bem validas!
Boa símile entre limite do foco = profundidade de campo. Pensando que o máximo da objetiva é o infinito.
Bom trabalho!
sobre liberdade, escravidão, destino e contradições:
liberdade com limite. uma infinitude de desejos a partir do que é delimitado, preso. preso porém livre, livre porém preso.
sobre escada branca:
é interessante pensar em ferramentas de trabalho. uma escada pode ser par de uma pá ou de um saco coletor, por exemplo. num pensamento de arqueologias, atingir as camadas superiores, ainda que apenas 1,5m. demarcar um quadrilátero suspenso. gostei!
sei que em terrauna existem muitas árvores, mas acordei pensando que uma imagem linda seria uma escada branca no meio do mato, onde poderíamos subir para tentar perceber o território delimitado pelo seu corpo.. ou fotografar do alto dela!
Quem sabe sua escada branca?
Sonhei com vc essa noite, e nesse sonho vc estudava muito seu projeto..como uma cientista, ou arqueóloga - que acaba sendo o mesmo.
Bjs e adorei a imagem da árvore com sombrinhas. Nunca imaginamos que árvore também pode precisar de sombra!!!!!
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Desejando para que teu projeto entre!
Beijo!
interessante a ideia de uma impressora de pensamentos.
Me parece que anotar todas as ideias que surgem acaba sendo algo como uma impressora, só que
afetiva,subjetiva,íntima,carnal...
Na verdade, os pensamentos vem e vão e nem conseguimos dar conta deles todos. Pra que serviria uma impressora assim?
Não havia pensado sobre desejos, mas, afinal, o projeto já e um grande desejo.
Bjs pra vc.
Estive aqui no Rio cpom o pessoal do Kasa Vazia no Conjunto do Pedregulho, durante a residência.
Ciência e arte não podem ter diferença, já que são uma investigação cara...muito legal, porque a procura por uma fauna iconográfica que caracterize o lugar e enriqueça o imaginário necessita incessantemente de uma cartografia, de um território. Com certeza tem muita coisa pra fazer junto.
Espero que dê certo, estou animado. Ah, eu tenho mais trampos no www.selvageria.com, está um pouco desatualizado mas em janeiro vai tátudonovodenovo.
abs
Fred
esse projeto foi inicialmente pensado para ser executado pela dupla de artistas Bárbara Ahouagi e Raquel Versieux.
porém, por questões de logística, propostas em dupla não serão aceitas pelo edital.
dessa forma o projeto passa a existir como proposta exclusiva de Raquel Versieux e contará com maior envolvimento e participação da comunidade, seja do polo cultural, do município de Liberdade ou de residentes, já que no seu primeiro momento é necessária a participação de no mínimo duas pessoas.
(uma que desloca, outra que fotografa).
obrigada
gostei do teu trabalho principalmente do processo de demarcação do espaço e da ação sobre ele! Parabéns!
Li e vi seu trabalho. Meu interesse pelas ocupações espaciais me trouxe na idéia dos quadriláteros, achei que é um projeto com a cara do edital.
Parabéns, já tem meu voto!
abs
Fred
Eu conheço a Bárbara lá do I Forum Estadual da Performance.
Mas não me lembro se a gente foi apresentado lá na MIP.
Ontem tive um sonho de explorar os quatro cantos de uma rosa dos ventos, mas uma rosa é tão efêmera quanto o vento, e olhando o teu projeto me senti tocado pela proposição. Acredito que será uma ação que reverberará para outros quatro cantos de outros quatro cantos: 4, 16, 64, 128...
Valeu!
O blog Algumas referências é cheio de deliciosas referiencias! Fiquei um tempão lá olhando.
Beijo procês, e sucesso!


