LABORA
De: ricardo ferreira
O Projeto
Montar um laboratório para praticas de processos artísticos ligados à química, principalmente processos históricos da fotografia no século XIX.
Produzir segundo a mistura de substancias disponibilizadas pelo artista e encontradas no local. Recorrer a materiais e experiências possíveis de acordo com materiais. Atividades de construção e contato com utensílios do olhar, como periscópio e caleidoscópio, produção de fotogramas e pinhole. Entender a química como parte da vida, em ações cotidianas e com importância prática.
Tópicos relevantes:
-A química na descoberta da fotografia, a evolução ao longo do tempo desde sua invenção: origens do processo fotográfico, materiais fotossensíveis e as características das emulsões fotográficas, entre elas: Daguerreótipo, calótipo, chapa úmida de colódio, ambrótipo, o ferrótipo, cianótipo, albumina, gelatina seca, película, fotografia colorida, polaroid. Formações do material fotossensíveis e processamento. A época que cada processo representa
-Hércules Florence: A descoberta isolada da fotografia no Brasil
-Revelação fotográfica
-Educação ambiental. Poluição química e lixo tecnológico. Pilhas e baterias, recomendações para utilização e descarte
Interação com o Ponto de Cultura
Realizar Oficina de Pin-hole
É uma técnica fotográfica que se utiliza de sucata como câmera escura. Pin-hole vem do inglês e significa “buraco de agulha”. A luz procedente de um objeto iluminado penetra no interior da câmera por meio de um pequeno orifício, feito com agulha ou prego (daí o nome), e se projeta em seu interior, na parede oposta ao buraco onde se coloca um papel ou filme fotográfico, é possível sensibilizar uma imagem fotográfica. Se colocar uma superfície translúcida, é possível ver a imagem projetada de cabeça para baixo, de acordo com as leis físicas de propagação da luz. A câmera escura é utilizada pelo ser humano há milhares de anos e caracteriza-se como rudimento da câmera fotográfica, o buraco funcionando como uma objetiva fixa.
A Pin-hole é relativamente barata e fácil de fazer, tendo também um forte caráter didático, já que possibilita explicar com clareza e materialidade os princípios técnicos da fotografia, tanto físicos como comunicativos e estéticos.
DURAÇÃO: 4 aulas de 3 horas
Sobre o artista
Formado em Design de Multimídia, SENAC 2007.
Professor de fotografia: SESC Pompéia nos anos de 2001/02; Senac: Lapa Scipião, Sto Amaro e Santana 2000/08.
Participou da publicação de livros “Embu” 2003, “Cubatão” 2005 e “Na estrada” 2009 da Ed. BECA, das exposições individuais “Velocidade”1999 e “Retratos” 2000, centros culturais de Diadema e São Bernardo, além de diversas exposições coletivas: “Prêmio Mapa Cultural”/Embu Guaçu 2000, “Omelete”/MIS de Rib. Preto 2001 e “Em Cantos da Lapa”/GAG 2007. Organizou e restaurou acervos, Atua como laboratorista de foto P/B desde 1996, participou de centenas de exposições pelo país com ampliações p/ os mais importantes fotógrafos. Pesquisador de processos fotográficos análogos e digitais.
Em seu ateliê oferece aulas particulares para pequenas turmas, grupos de estudos de processos laboratoriais, profissionalização de grupos emergentes de projetos sociais e educacionais desde 2000 como arte/educador. Fundador e coordenador do projeto social “TV de Brinquedo” oficinas de artes (fotografia, vídeo, poesia, teatro) para moradores de favelas de Diadema/SP realizou exposições em centros comunitários e formou profissionais 2000/01
Comentários
Espero que seu projeto seja selecionado!
Axé!
parabéns pela proposta!
Se possível gostaria de ver imagens da sua produção como fotógrafo!
Obrigada!
Sempre quis trabalhar com a essência da fotografia.
Aqui em Recife tem uma pessoa que fez um projeto com crianças em situação de rua que foi muito interessante.
Acho de vital importância o usa da pin hole para o entendimento da fotografia. Gostaria de fazer esta oficina.
Boa Sorte
Virginia
vica.arte@gmail.com
Aqui é só o começo de novos rumos.
flaviapaiva007@hotmail.com
Sorte!
trabalhar para conseguir registrar uma imagem,
o cuidado em revelar na contramão do nosso tempo acelerado.
pinhole é a essência da fotografia!
Pelo que eu notei o seu projeto e sua contrapartida compartilham de um mesmo princípio. É bom também quando as coisas se misturam, dá um outro caldo. Me deu muito o que pensar. Obrigado.
Sucesso no teu projeto! Um grande abraço.
otimo!
boa sorte Ricardo!
mt instigante a sua proposta.
Boa sorte.
bjs Ana
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
E boa sorte!
abs
