desenho livrozero
De: Virginia Maria Neves Baptista
O Projeto
D E S E N H O LIVROZERO
O MEIO COMO PONTO ZERO: “O meio é o lugar de início dos riscos inevitáveis e motivadores.” Elida Tessler.
Desenho-atitude: registro do mundo.
• Marco zero: o meio contaminar-me pelo entorno. Olhar olhada.
• Grau zero espaço a ser ocupado pelas escrituras que surgirão (lugar das significações)
• A partir daí construir (desenhar, moldar, grafitar, escrever?) um livro (objeto, diário ou manual de rastos e pegadas?) O meio me dirá e dará: formato, matéria, idéia, técnica.
• Não zero: história e terra
Habitante de centro urbano, percebi registros anônimos em tapumes, saturei o olhar nos cartazes e veículos enfumaçados desenhados nas linhas do tráfego barulhento e ansioso. Registrei-os.
Tema recorrente em meu trabalho: terra. Cor, argila, areia, pedra. Fui às paredes e cavernas: imagem virou letra?
Desenhei livro, escrevi desenho. Pintei, modelei, gravei, me inscrevi na terra e outros suportes.
Raízes, rachaduras, fendas como rendas, tessituras; sinais, escrituras; trilhas, marcas e passos.
• Pensar a relação arte espaço urbano rural.
Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, ca
Interação com o Ponto de Cultura
OFICINA COM A COMUNIDADE.
.ATELIER VENTO DA TERRA (EM TERRAUNA).
Alteram-se como ventos os territórios criados pelo humano.
Meu mundo-terra se chama Vento da terra:
O vento que vai e vem na Travessia do Trabalho.
Sopra,
Se expande...
Minha terra não tem fronteiras.
Essencial a convivência e interação com a comunidade. Trabalho conjunto, que também pode ser um livro, depende da escolha e caminho trilhado pelo grupo.
• Desenho (no sentido mais amplo) como ponto de partida.
• Observação de desenhos já existentes no meio: paisagem natural e a criada pela interferência do homem.
• Utilização, não apenas de materiais específicos, mas aqueles encontrados no meio, que permitam novas possibilidades de expressão.
• Prática, pesquisa e exercício da liberdade.
• (Quem sabe uma leitura instigadora)
• Integrar movimentos: do corpo, do olhar e registro do movimento.
• Esta será a atividade de interação no ponto de cultura e sustentabilidade com a carga horária estipulada nos termos da convocatória.
“...os modos de o desenho figurar a interpretação, a criação e a produção, em sutil cumplicidade com a mão que imagina, o olho que deseja, a mente que projeta, o corpo q
Sobre o artista
Vica vive e trabalha no atelier Vento da Terra, no Poço da Panela em Recife PE .Tem formação acadêmica em letras com especialização em Teoria da Literatura. Cursou o programa acadêmico anual de arte no Istituto d’arte di Firenze Lorenzo de Médici, Florença, Itália; desenho e pintura no MAC, Olinda PE; desenho no atelier de extensão universitária da UFPE; desenho, cerâmica e pesquisa em poéticas visuais no Centro de Formação em Artes Visuais do Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães, Recife PE; gravura na Escola De Gravura De Olinda, Olinda PE.
Atua como orientadora em poéticas visuais e arteterapia em diversos espaços e eventos.
Exposições recentes:
2009:
• PAESI NOSTRI. Coletiva. Casale dei Monaci, Ciampino, Roma, Itália.
• TRANSPARESSÊNCIA. Individual. Museu de arte contemporânea de Pernambuco, Olinda.
2008:
• ESCRITURAS DE ARTE. Individual. Livraria Cultura. Recife.
• VENTO DI TERRA. Individual. Casale dei Monaci. Ciampino, Roma Itália.
• ROSSO DI SERA. Coletiva. Evento promovido pela associação DIVERSAMENTE ( www.diversamente.it ) patrocinado pelo município de Roma e província do Lazio, Itália.
Comentários
Estava aí pertinho de vc, em Maceió!
Uma colega do mestrado e profa da UFPB, ceramista Rosilda Sá, tem uma pesquisa maravilhosa sobre queimas artesanais.
Meu e-mail é sarahallelujah@yahoo.com.br - vamos trocar mais figurinhas sim.
Um abraço e boa sorte
Obrigado pelos comentários.
Um abraço,
Robson Martins
O vento carrega não só folhas secas, mas a chuva e o tempo...
O tempo marca suas impressões em nossos corpos, através do sol, do orvalho, da chuva, da secura, do dia e da noite ... inevitavelmente, cronos também desenha em nós o seu caminho.
Registrar os passos é como olhar as linhas das mãos, dos pés...
Valeu,
Fiquei agradecida com sua visita.
Inté,
Hélène
A expressão que você usou "sou do desenho" entendo profundamente e sinto ressoar em mim também! É muito forte! Obrigada pelo comentário em minha página!
Olhei seu blog - e gostaria de sugerir a você uma leitura sobre desenho, se é que este livro já não mora na sua estante...
Disegno. Desenho. Desígnio
Edith Derdyk (org.)
Editora Senac São Paulo, 2007
boa sorte!!
muito obrigado pelo teu comentário no meu projeto...
será um prazer você na oficina de encadernação, isto é, caso selecionado!
Boa sorte com teu projeto!
Muito obrigada pelo comentario sobre meu projeto!
me deixou muito feliz!
Espero que possamos nos conhecer pessoalmente!
Boa sorte! e Feliz ano novo!!!
beijo, Yasmim
PS: visite meu blog quando puder:
la vc pode ver meu video com a trilha sonora!!
www.yasmimflores.blogspot.com
www.yasmimflores.multiply.com
www.vimeo.com/yasmimflores
flaviapaiva007@hotmail.com
Obrigada pelo comentário.
Achei bem poético o seu projeto, entrei no blog e pude apreciar algumas imagens lindas de rachaduras, de ações do tempo, me instigou o cubo de vidro também...
Boa sorte!
seu comentário foi muito delicado, libelulesco mesmo...hehehe...
Pois é, a frenologia era mais ampla, uma tentativa de conhecer a mente, e foi profundamente deturpada pelo Cesare Lombroso... Mas não foi assim que vi suas cabeças, vi como investigação do que a gente é, à la Livrozero!
beijo
Oi Claudia:
Não conhecia a frenologia não. Conheço a teoria de Cesare Lombroso, que vi ser descendente da frenologia.
Lombroso tb relacionava características físicas e mentais e influenciou bastante as idéias de criminalistas famosos.
Ainda bem que hoje sua teoria é desacreditada como a frenologia.
Quanto às minhas cabeças( e tenho ainda outras tantas...aqui no atelier, feitas com inúmeros materiais), comecei a desenhar-escrevinhar-gravar sobre elas. Me diverte bastante. E é uma forma de ME inscrever.
Mas a idéia é bem diferente do que propõe a frenologia. Nada tem a ver com tentativas de julgar o caráter. Fui às imagens e percebi (Grazie a Dio) apenas uma coisa em comum: o mapeamento. No meu caso mapeamento de trilhas que me levam ao sentir, sensibilizar.
Pra vc um trecho da música MIND GAMES de Lennon que talvez tenha me influenciado e conduzido à terrauna, e é linda demais.
"We're playing those mind games together
Pushing the barriers, planting seeds Playing the mind guerrilla Chanting the mantra, peace on earth We all been playing those mind games forever..."
Bjs e um ótimo 2010.
Vc conhece frenologia? aquele mapeamento do cérebro, que pretendia determinar o caráter das pessoas pelo aspecto morfológico da cabeça?
Foi crido no século 19 por Joseph Gall, e hoje em dia é considerado uma pseudo-ciência ( e nós, artistas, já adoramos uma pseudo-ciência...hehehe).
suas cabeças em pedras me lembraram muito as imagens de frenologia...
Abraços e feliz 2010!
bjo.
André
Obrigado pelo comentário que deixou a respeito do meu trabalho e projeto. Vou procurar saber sobre o artista que você me indicou. Valeu pela força!
Seu trabalho me chamou pela abordagem que vc dá a sua vivência no espaço urbano. Acho que poderemos trocar muitas figurinhas! vamos mantendo contato por e-mail?
Boa sorte!
abraços,
André
o seu blog me fez pensar em uma colcha de retalhos...
Sorte...
tive um contato muito próximo ao CFAV, inclusive vi este espaço nascer quando morei no recife, de 2004 a 2007. Trabalhei no que é hoje o Centro de Design do Recife, no esboço do projeto, há uns 4 anos atrás.
Olhei teus trabalhos no Facebook e te adicionei. Vi que temos queridos amigos em comum.
Sucesso com o teu projeto! Espero nos encontrarmos no TerraUna, ou no Recife!
Abraço!
obrigada por enviar o restante da bagagem e pelas suas considerações...
gosto da maneira que escreve, objetiva e poética... "desenhei livro e escrevi desenho" gosto da relação do olhar o novo, a natureza somado ao desenho..
tomara que nos encontremos por lá.
boa sorte para nós..rs
bom natal!
Obrigada por enviar o restante!
Aqui vão:
Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, carvão negro, pastéis de desenho.
A vivência na arte me ensina: ela é um meio efetivo de transformação. Unir sabiamente arte e ecologia. Isto é um sim, pretendo aprender e compartilhar.
estar aberta ao meio, ser o meio, permeabilidades de fluxos e conexões, que se perpassam confluindo em manifestação artistica.
tem um grande potencial.
abraço,
ricardo
hominidae
Sua proposta diz muito das possibilidade de pensar arte e cidade. Em potência, tem a relação corpo e cidade, que me interessa bastante. As idéias de "registro" e "entorno" também.
boa sorte.
abs.
Abraço e boa sorte!!!
boas vibraçoes pra vc tambem em teu projeto!
abraços!
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
o que fazer se somos tão livres?
de cara senti uma conexão entre nossas propostas, só por em prática!
abraço
A Nilem
Eu pensei que tinha inventado a monotipia de mingau de argila, mas descobri que muuuuuuito antes de mim, Celeida Tostes utilizou a técnia para fazer o figurino do filme "Chica da Silva" (vou morrer de vergonha se tiver errado o filme! rs). Nunca confirmei essa informação, mas te garanto que o resultado é lindo e fazer, principalmente com cças ou adultos que vieram do trabalho na terra, é uma delícia! rs
Olá Mariana.
Obrigada pelo comentário e oportunidade de esclarecimento.
Sem necessidade de correção: nem certa, nem errada. Apenas questionando, e isso é muito bom.
O projeto diz o que quero dizer.
Talvez vc tenha sentido falta de maior quantidade de palavras pela própria natureza do que me proponho: começar do meio, partir do zero. Foi por isso que citei O livro "O meio como Ponto Zero" organizado por Elida Tessler, artista e professora do mestrado em artes visuais do Rio Grande do Sul. Livro este que tenho me debruçado em minha vivência e pesquisa em artes visuais. Ecoam em mim as palavras de Jean Lancri, autor de um dos textos contidos neste livro:"De onde partir?Do meio de uma prática, de uma vida, de um saber, de uma ignorância. Do meio desta ignorância que é bom buscar o âmago do que se crê saber melhor." Pretendo deixar o meio falar comigo e talvez por mim.
E é isso. Não tem muito palavreado mesmo não.
Virginia.
Estava lendo seu projeto e senti que as palavras acabaram antes do projeto terminar de ser explicado, dá uma olhada, parece que o texto tá incompleto, por favor, me corrija se estiver errada.
Grande abraço!!
Parabéns!