Terra Água - uma interação poética entre as águas da Baía de Todos os Santos e a terra de Terra Una
De: Sarah Hallelujah Vicentini de Sampaio
O Projeto
Terra Água – uma interação poética entre as águas da Bahia de Todos os Santos e a terra de Terra Una
Buscando um trânsito entre territórios através do deslocamento de matéria, elementos da natureza, o Projeto Terra Água consiste na realização de algumas intervenções ambientais, interações estéticas e ações individuais e/ou coletivas no espaço da residência artística: Terra Uma
Esse projeto tem como objetivo principal a diluição metafórica e poética de territórios, para isso serão realizadas intervenções ambientais e ações individuais e/ou coletivas, através de materiais e elementos provindos de outros territórios. Serão levados para o espaço de residência artística alguns materiais, elementos para atingir o objetivo de diluição ou trânsito de territórios, são eles: meu corpo que é um corpo nômade em estado de deslocamento (durante a residência), peças de cerâmica para serem congeladas e posteriormente deixadas em rios da região, para que flutuem até o gelo derreter e elas se perderem; argila proveniente da comunidade de Maragogipinho, município da Bahia conhecido como pólo produtor de cerâmica; água em garrafas coletadas na Bahia de Todos os Santos.
Dessas ações e intervenções ser
Interação com o Ponto de Cultura
Prêmio Interações Florestais 2010
Projeto Água Terra
Artista: Sarah Hallelujah
Proposta de Ação no Ponto de Cultura Ponto Florestal
Ser de barro
Trago aqui como proposta de ação a ser realizada no ponto de cultura Ponto Florestal, uma contrapartida que perpassa pelo meu projeto de trabalho durante o período da residência artística.
Sou professora de cerâmica, ensinei dois anos dentro da Universidade Federal da Bahia e hoje dou aulas no meu ateliê. Além de ser uma conhecedora das técnicas cerâmica, busco passar para meus alunos um pouco mais sobre esse universo, não apenas o aprendizado de técnicas, mas um conhecimento e uma reflexão mais profunda sobre o material que manipulamos, como, onde, para que, por que ele foi utilizado nas mais diversas sociedades ao longo da história.
Assim, faz-se inevitável oferecer uma oficina, ou vivência com o material que trabalho: a argila.
Pretendo levar para a residência 40 kg de argila para a execução do meu trabalho, mas se houver argila na região esta também será utilizada. Chamo essa oficina de vivência com o barro, porque não necessariamente haverá queima, o que caracterizaria essa como oficina de cerâmica, poderá ser realizada uma queima ar
Sobre o artista
Currículo:
Sarah Hallelujah Vicentini de Sampaio
30/09/1979 , São Paulo/ SP/Brasil
sarahallelujah@gmail.com
Bacharel em Artes Plásticas- Escola de Belas Artes/UFBA
Especialista em Arte Educação- Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas / UFBA
2007/2008 - Professora substituta de cerâmica da Escola de Belas Artes da UFBa
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFBA
COLETIVAS
2009 Circuito das Artes, Galeria ACBEU, Salvador/Ba
Doce de Santo, Galeria ACBEU, Salvador/Ba
2008 Salão de Artes Plásticas de Alagoinhas, Ba.
Centro de Cultura e Natureza Okada, Salvador, Ba.
EBA 130 ANOS /ICBA, Salvador, Ba.
2007 Algumas, Casarão 65, Salvador, Ba.
Memória da África, Galeria Solar do Ferrão, Salvador, Ba.
Salão Regional de Juazeiro, Ba.
2006 Salão Regional de Vitória da Conquista, Ba.
2005 Universidarte, FIB - Faculdades Integradas da Bahia.
Fotografia para a capa do livro “Nagô - A nação de ancestrais itinerantes”.
2004 1º Salão do GIA - Grupo de Interferência ambiental, Ba.
Visualidades, Galpão Santa Luzia, Salvador, Ba.
2003 Museu de Arte Moderna da Bahia/MAM
Comentários
Como demandou um pouquinho de tempo para ler todos os projetos só agora estou respondendo alguns dos recados deixados.
Obrigados a todos pelo carinho e atenção!
Abraços e boa sorte.
Aqui é só o começo de novos rumos.
flaviapaiva007@hotmail.com
Sorte!
Achei muito rico o trabalho com a água e a argila.
Tb ando trabalhando com argila procurando alternativas para a queima, ou pelo menos uma queima o mais próxima possível do artesanal.
Aqui em Recife tenho feito algumas experiências com a artista Cristina Machado, ótima pesquisadora nessa área.
Sua proposta me interessa demais.
Vamos "trocar figurinhas?
Boa sorte pra nós.
Virginia (Livrozero)
A propósito algumas frases do meu projeto foram suprimidas e pouco a pouco estou enviando o que faltou para quem se interessar em ler.
"Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, carvão negro, pastéis de desenho.
A vivência na arte me ensina: ela é um meio efetivo de transformação. Unir sabiamente arte e ecologia. Isto é um sim, pretendo aprender e compartilhar."
beijo e boa sorte!
tudo passa, se dilui, vira pó.
e nada, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma - lavoisier.
sucesso!
abraço
hominidae
do caos ao Lama.
Água de um na Terra do outro.
O que será que nascerá?
A cerâmica sem a queima requer outros cuidados, transformando o seu trabalho numa grande instalação efêmera, e é a parte que eu mais gosto do trabalho! Um monte de trabalho em energia potencial que se transformará na cinética dos vasos e logo depois em energia potencial criativa novamente.
Lidar com a construção e a destruição, e aceitá-las como fatos da vida.
Nada é para sempre. E talvez a memória seja o mais poderoso dos registros.
Sucesso! Um abração.
Eu acho que vai ser bem legal porque é colaborativo, e é experimental antes de tudo, até na questão que falamos aí abaixo a respeito de produzir na cerâmica, essa discussão pode abrir muita possibilidade pro projeto e até para fazer parte de um projeto maior. Por isso tô bem animado de participar com o grupo também.
Valeu pelo elogio. Vi seus trabalhos no flickr e achei muito foda, principalmente as cerâmicas mergulhadas nos frascos. A água dominada como lente deixou os orifícios muito fortes, fiquei bem impressionado. Acho que seria muito legal se conseguíssemos realizar um trabalho juntos, imprimir corpos que se desintegraram na massa da cerâmica, seria uma novidade pra mim, já que eu tenho como idéia original registrá-los em papel ou sulcando na madeira.
Espero que role,
bj
Fred
Vc se saiu bem na resposta, bem longe das situações concreta da liberdade, pois assim como você busco em trabalho na beleza e na poesia a liberdade.
Axé
te conheco dos saloes regionais nao?
reconversao de simbolos aquaticos diria
sucesso
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
muito bom esse teu complemento aqui da oficina e do projeto. Já estava encantado, fiquei muito mais! Parabéns de novo!
Chamo essa oficina de vivência com o barro, porque não necessariamente haverá queima, o que caracterizaria essa como oficina de cerâmica, poderá ser realizada uma queima artesanal, através de fogueira, mas isso só se dará em comunhão com os critérios e normas do ponto de cultura, dentro das possibilidades do mesmo.
Pretendo também que essa vivência resulte em uma ação coletiva com os participantes. O primeiro encontro terá uma duração de três horas com bate papo e produção de peças. O segundo encontro com o mesmo tempo de duração em horas, será para finalização das peças e a realização de ações que consiste na entregas das peças produzidas na natureza, rio, córrego ou riacho, de preferência. O que se pretende não é uma oficina onde sejam ensinadas técnicas de cerâmica e/ou modelagem, mas um contato mais próximo com o material: a argila, e na sua “devolução” metafórica e física à natureza. Assim, os temas que irão nortear essa atividade serão a terra (argila), matéria-prima e sua correta utilização, produção de peças, o ser humano na natureza, entre outros.
Outra proposta é um encontro, também de três horas, para um seminário e bate-papo sobre a cerâmica popular da Bahia, onde mostrarei algumas imagens de regiões que produzem cerâmica, falarei um pouco sobre essa produção ao longo da história, o impacto na sociedade, problemas vivenciados por essas comunidades, e abrirei para o diálogo. A idéia é mostrar um pouco o universo da arte popular em outro estado, para que se percebam semelhanças e diferenças entre os territórios de um mesmo País.
Dessas ações e intervenções serão realizadas imagens, fotografias e vídeos, necessitando assim, em alguns casos, da colaboração e participação dos demais residentes.
Trabalho com idéias efêmeras, conceitos demasiadamente tênues como o tempo, o território que apesar de ser demarcado pelas fronteiras, que separem espaços políticos e geográficos, podem ser meras representação de idéias humanas; e também a matéria que pertence à determinados territórios; servindo como suporte para a tessitura dessas relações está a Natureza, que permeia inexoravelmente por todas essas idéias, nela percebemos o tempo, territórios são demarcados, e é onde a matéria é retirada.
As obras abordam questões referentes ao espaço, localização, fronteira, permanência e deslocamento. Valendo-se de vídeos, fotografias e meios híbridos, o projeto tenciona trabalhos que dialogam entre si ao tentarem operar um olhar singular sobre um tema bastante recorrente: A NATUREZA.
Obrigado pelos comentários.
um dialogo consciente nos faz compreender para mudar e melhor.


