A Palavra , a Página, o Livro / O Barro, a Paisagem, o Caminho.
De: Lucas Dupin
O Projeto
A Palavra , a Página, o Livro.
O Barro, a Paisagem, o Caminho.
A partir dessa analogia com o livro, identificar terrenos argilosos no local (pensando no seu manejo e menor impacto para o local da retirada) a fim de se confeccionar tijolos/tipos móveis de barro, de maneira que seja possível “construir” textos (desenvolvidos em conjunto com os residentes) na paisagem ou até mesmo empregá-los em pequenas construções: as páginas/muros.
Indentificar um caminho que possa ser “habitado” por essas palavras.
Dispor, essas “páginas” no caminho escolhido.
Como ponto de partida, ministrar uma oficina de encadernação (atividade que desenvolvo já algum tempo) logo no início da residência para os moradores interessados do munícipio de Liberdade e residentes de Terra UNA com o objetivo de introduzir o universo do Livro e sua constituição, além de aproximar os participantes.
Ao final da residência, construir um livro com as imagens resultantes destes encontros , dos processos de produção e documentação final das páginas “escritas” na paisagem.
Interação com o Ponto de Cultura
Como interação com o Ponto de Cultura, proponho além da participação dos interessados no processo de execução do projeto, uma oficina de Encadernação Artesanal de 12 horas (4 hrs em 3 dias )com o interesse posterior de explorar técnicas alternativas de baixo custo para a reprodução de imagens (carimbos, mimeográfo, xerox, etc...).
A oficina dialoga com o projeto a ser desenvolvido durante a residência e pode funcionar como primeiro contato com a cumunidade local. Dessa forma, seria interessante, caso selecionado, que a oficina ocorresse logo no início do período de residência.
Os materiais necessários para a oficina em grande parte podem ser improvisados ( este é um interesse da oficina ) e quase todos são de baixo custo. Seriam necessários, agulhas, linha, papéis, papelão e tecidos que os próprios participantes podem levar.
Sobre o artista
Vive e trabalha em Belo Horizonte onde se graduou em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFMG. Foi bolsista do CNPq de 2007 a 2009, com a pesquisa de Iniciação Científica "Reverberações: a arte contemporânea sob uma ótica situacionista" , sob orientação da prof. Dra. Maria Angélica Melendi. Integra o coletivo "Kaza Vazia - Galeria de arte itinerante" que apropria de espaços urbanos não convencionais à arte transformando-os em locais de exposições temporárias. Trabalha com encadernação desde 2005, desenvolvendo livros e ministrando cursos dentro e fora da UFMG. Recentemente obteve o 2º lugar do concurso da ABER de Encadernação Artística na categoria amadora. Integrou a coordenação do projeto ACasa de 2005 a 2007, que cria centros de convergências de iniciativas artísticas na cidade de Diamantina paralelamente ao Festival de Inverno da UFMG.
Comentários
Obrigado pelo seu voto!
Sucesso
Parabéns!
Abençoadas sejam as palavras!
muito legal!
parabéns!
gostei do negocio aquí ... a verdade é que estou meio sem net ... estva na roça lá perto do goiabal ... passei por sardoá ... iria dar um pulo em Gonzaga mas não deeu ... estou em Governador Valadares e voou pegar o trem mais a tarde atér Belo Horizonte de onde seguirei para uma roça perto de Heliodora. mas logo retorno pra casa .E você ? vamos por lenha na fogueira da kAZA ?
QUE OS PROJETOS DE AQUI E OUTROS SE REALIZEM ...
obrigada pela visita ao projeto e ao site.
também gostei bastante do seu projeto!
espero ve-lo lá!
abraços
Muita generosidade de vocês.
Achei lindo a metáfora do pingo d'água Cláudia. Acredito que talvez seja esse o intuito de cada projeto aqui apresentado e da proposta de Terra Una. Cada projeto com certeza fará reverberar questões mesmo após o término de cada residência, mas a distância que cada círculo deste irá tomar do centro, não há como saber...e será que é possível medir isso como tantas leis de incentivo o querem?
No mais, um grande abraço e nessa reta final deixo meu e-mail que continuemos a conversar:
lucasdupin@yahoo.com.br
Abs e boa sorte!
Aqui é só o começo de novos rumos.
flaviapaiva007@hotmail.com
Sorte!
Livros e palavras me interessam bastante.
Adorei a idéia da oficina de encadernação.
Costumo fazer isso com meus desenhos escritos e meus escritos desenhados.
Mas ainda não encaderno de forma satisfatória.
Recentemente fiz um livro transparente que se dismiliguiu todo.
Meu projeto é de também construir um livro( que chamo livrozero) e ainda não sei o que é, pois quero que o entorno me diga.
Adoraria estar em Terrauna com vc.
Abraço Virginia.
vica.arte@gmail.com
mas cara, que bacana seu projeto, concordo inteiramente com a claudia e estou na torcida daqui tb, com mt vontade de participar do processo e da oficina!
abraçao!
Lucas, realmente, acho difícil descrever uma idéia quando ela ainda nebulosa para vc também. Vc sabe o fundamento, o conceito daquilo, mas vc não conhece o terreno local, o clima, as condições do seu corpo nessa adaptação... O desenho que eu fiz mudou 5 ou 6 vezes...rs Até que me decidi numa imagem que foi eleita pela platéia caseira. Os de casa costumam ser mto sinceros nessas horas...rs Mas, a imagem não entrou de jeito nenhum, aliás, nenhuma entrou, precisei de ajuda dos organizadores. Até meu texto saiu cheio de erros e com letras aumentadas e até uma sigla que não escrevi...
Mtas coisas acontecem e é isso que me refiro qdo digo que a imagem é nebulosa para vc tb, pois não podemos prever mta coisa e acho isso o bom e o ruim dos projetos! Eu gosto mesmo é de fazer sem pensar previamente. Chego nas estradas, parques e trabalho só no visual que o local oferece no momento, raramente planejo, depois que o mundo conceitue aquilo... He he he... Mas, esse modo é meio antigo de trabalhar, é moderno pensar, idealizar, gerir, contratar, administrar... Minha formação é do tempo que artista não fazia tantas coisas e a grande maioria tinha só o primeiro estalo, o resto era descoberta o tempo todo... Legal, né?
Bom, acho que o trabalho anterior ou a formação do artista é a garantia do mais que vc citou: “(para mais ou para menos, mas acredito no mais)”. Eu tb acredito no mais sempre!
Vc tem meu voto!
Depois de ter lido quase todos os projetos, te visito mais uma vez pra dizer o quanto ele me encanta e o porquê:
sua proposta é generosa, cria ferramentas para mais e mais trabalhos - os seus, os de outros, os do grupo.
é como um pingo n'água, que cria círculos concêntricos.
Por mim, vc vai. (...hehehe...)
beijo e boa sorte!
Sou fan do uso da palavra para a construção de imagens.
Parabéns e boa sorte!
Gus - Caderno da Pertencença
O que pensa sobre isso?
Mas vendo seus outros trabalhos consegui ter uma idéia do que desenvolverá.
Obrigado pelo esclarecimento de qualquer forma e boa sorte!
Concordo plenamente com sua proposta! Caso sejamos selecionados para esta residência, será ótimo compartilhar a fase inicial do projeto e poder trocar experiências, além disso, acredito que aí pode aparecer novas propostas.
Li o seu projeto e gostei muito. Inclusive já estou torcendo para que esteja entre os selecionados.
Caso queira manter o contato ou continuar esta conversa, aí está o meu e-mail: lucasdupin@yahoo.com.br
Boa sorte!
Obrigada pela resposta!
Eu tinha imaginado exatamente isso, quanto ao seu projeto, mas preferi perguntar para ter certeza...rs
É uma idéia linda e deve ser muito bom executá-la! Não posso deixar de pensar nisso, adoro barro...
Quanto às minhas construções, serão paredes, muros percorrendo caminhos gerando trilhas e rastros... Não é fácil explicar, no momento só pode ser sentido...
Uma Sugestão que acho que vai de encontro ao espirito da Terra Una:se formos selecionados poderiamos compartilhar a mesma fase inicial da captaçaao da argila,tenho uma certa experiencia fazendo tijolos de adobe e como expliquei no meu projeto (139)depois da confeçao do tijolo no meu caso a placa terragrafica e no seu, tipos moveis, é bom aplicar um isolante natural feito a base de cactus para aumentar a durabilidade principalmente no seu caso que vai ficar exposto ao tempo.
Acho que vai ficar incrível trabalhar na paisagemcom esses carimbões!
Boa sorte com teu projeto!
a escala/tamanho desses tipos móveis/tijolos serão de aproximadamente 30 x 20 x 20 cm, de forma que estes possam ser utilizados em pequenas construções/páginas;
Espero ter esclarecido!
Abraços e bos sorte com seu projeto!
abraços,
Drica Rocha.
Onde posso encontrar, na web, mais informações sobre?
abraços
abraços
bem interessante.
fico pensando na permanência da obra.
um livro barro, criando musgos e sendo habitado por insetos e pequenos animais, novos componentes modificando leituras no tempo.
sorte.
abraço,
ricardo
hominidae
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
O que são tipos móveis de barro?
Sua proposta me chamou atenção no sentido do material, já que também gosto muito do barro como matéria prima.
A ideia de marcar com vestígios no decorer da obra no ambiente é bem interessante. É um caminho com indícios de que alguém atuou por lá.
O registro de tudo isso resultará em fotos fantásticas!
Parabéns e boa sorte!
Gilio Mialichi
Fico imaginando esses livros abertos ao tempo, interagindo com a natureza e ampliando os limites do que é página, narrativa, leitura...
Terrauna se transformando num livro a céu aberto.
Quero fazer parte dessa história!
Sucesso!!!!
Oi Lucas, idéia muito boa!!
Parabéns e boa sorte!
Outro material que também guarda uma relação interessante com o livro e as palavras é o tecido, da onde foram "retiradas" as estruturas lineares horizontais e verticais, e nas tramas que criam pontos etc.
A referência teórica é o filósofo Vilém Flusser que lança uma nova interpretação da história, dos textos e das imagens.
Até.
pensei sobre essa possibilidade sim, porém acredito que não terei muito problema, uma vez que na própria ecovila possui um local em que fazem tijolos de adobe pelo que pude perceber no site.
O livro aqui, desprende-se do volume retangular definido e expande-se pela paisagem. Uma analogia do barro como as letras, do caminho como o folhear e pequenas costruções espaciais/textuais ( a partir dos "tipos" criados do barro)como as páginas.
Dessa forma, penso o trabalho com o que pode ser percebido como livro-referente, e não um livro no sentido como o empregamos normalmente.
Mais uma vez muito obrigado e boa sorte para você também!
Achei a sua idéia muito interessante, por conta da argila, que acho uma material incrível, mas eu só tenho uma pergunta, e se não houver argila no local?
O seu projeto é desenvolvido com base na relação entre esse material e o conceito livro, entendi direito?
Entenda essa pergunta como algo positivo, pois você ainda tem tempo de se preparar para algum imprevisto.
Até e Boa sorte!
conheci alguns trabalhos do Kaza Vazia e achei sensacional! Parabéns! Acho também a tua proposta muito legal por esse aprofundamento com o ato do encadernar, do processo da feitura do livro, do registro e ao mesmo tempo da construção de um espaço, do barro etc... Parabéns! Demais!
Gostei muito da sua proposta, é delicamente rudimentar.
Dá muita vontade de fazer parte e por a mão na massa.
Parabéns!
boa sorte.
Abs
Acho poético pensar na ação de buscar no fundo do rio a matéria que passa a ser nossa morada barro/tijolo/palavra, acho cheio de muito sentido pensar não apenas na matéria (barro) e na forma (tijolo), mas tbm agregar a palavra, uma palavra que transforme os lares mais acolhedores, uma palavra benção. Pelo que vi de seu curriculo vc manda bem em encadernação, acho ótima a idéia da oficina, já fiz uns cadernos de desenhos, mas nada muito profissional. Boa sorte ;)


