AfroCorpoBrasileiro
De: Carlos Rogerio E S C Amorim
O Projeto
AfroCorpoBrasileiro é uma proposta sincera e orgânica de espetáculo interativo, em eterno processo de construção, que carrega o desejo e a essência da provocação, pedagógica e libertária, em cada um de seus momentos. Uma performance composta por expressões musicais, cênicas, plásticas, visuais e de sentidos humanos, emprestados da Natureza. Um simples relato reflexivo particular - e ao mesmo tempo coletivo - de um afrodescendente brasileiro, um adepto do candomblé, um recriador intuivo diário de heranças ainda não totalmente compreendidas, um investigador teórico da(s) prática(s) História(s) Africana(s), a(s) da origem e a(s) da diáspora escravista, um apaixonado pelas manifestações populares de nosso país resultantes das misturas sem receio...
AfroCorpoBrasileiro, através da corporalidade quer comunicar toda a tristeza e toda alegria das experiências acumuladas ao longo dos séculos. Gestos, movimentos, sons, cheiros, cores, sabores, toques, numa roda festiva formada em qualquer espaço possível que convida / intima a tod@s para a construção /reconstrução de nossa memória presente.
Os elementos cênicos utilizados serão naturais logo se reintegrarão facilmente ao ambiente.
Interação com o Ponto de Cultura
Proponho ao Ponto de Cultura e Sustentabilidade 4 interações, sendo uma por semana (com duração de 3 horas cada), durante o mês de residência, nas seguintes modalidades:
Mostra de materiais inspiradores - Neste encontro compartilharei alguns itens e informações que me estimularam a criar o evento AfroCorpoBrasileiro (imagens, vídeos, objetos, registros diversos, etc);
Oficina de confecção de indumentárias - Aqui manipularemos materiais orgânicos coletados no entorno e desenvolveremos projeto de cenografia e de figurinos a partir de algumas referências sugeridas;
Aula espetáculo interativa - Prática utilizando linguagens artísticas (música, dança, plasticidade, performance) na qual tod@s são protagonistas de uma encenação coletiva em construção;
Debate boca - Momento para abertamente expor dúvidas, sentimentos, além de fortalecer laços afetivos (será permeado por dinâmicas e jogos).
Essa sequência de encontros é pensada para aproximar @s interessad@s do universo afro, suas cosmovisões e todos os seus simbolismos.
Sobre o artista
Artista (músico, manipulador de títeres, performer, dançarino brincante, gráfico / visual), pesquisador (culturas populares brasileiras, culturas africanas, meio ambiente e autosuficiência), comunicador (rádio, impressos, vídeos), educador (cidadania, linguagens artísticas, disciplinas exatas, pedagogias alternativas), produtor cultural (eventos, encontros, debates, intercãmbios), etc.
Atualmente estudante de Pedagogia, graduado em Tecnologia de Edificações (Engenharia Civil), técnico em Desenho de Arquitetura. Hoje completa a formação acadêmica na área de exatas com diferentes cursos livres de Bioconstrução e Agroecologia.
Diversos cursos de formação e capacitação e experiências nas áreas de Artes, Educação, Comunicação, Política, Cidadania, Meio Ambiente, Interculturalidades, no Brasil e no exterior.
Participante de várias iniciativas e coletivos (ARCA - Associação Ribeirãopirense de Cidadãos Artistas, FundAÇÃO KAH-HUM-KAH, OFICINATIVA, Quintal Orgânico, etc) é idealizador e dinamizador de projetos como Escola de Folclore e Escola de Rua.
Coordenará o Ponto de Cultura CIDADÃOS ARTISTAS, na cidade de Ribeirão Pires, SP, de 2010 a 2012.
Comentários
Que delícia de projeto! muito bacana.
Axé, Axé, axé!
abs
um abraço feliz 2010!!
Me chama a atenção seu trabalho com a comunidade onde vive.
sou um admirador das manifestações da cultura afrodescendente.
li seu projeto e pergunto: como a residência na terra una pode contribuir para seu projeto?
que ligações você faz do seu trabalho com este local, uma ecovila na serra da mantiqueira?
abraço,
ricardo
hominidae
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)


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