Arquitetuvore(a)

De: Leonardo Motta Campos

Ação, RJ

O Projeto

Arquitetuvore(a) é uma série de trabalhos artísticos que consiste em intervenções em árvores. O objetivo é construir um desenho espacial de uma possível arquitetura que esteja em harmonia e confluência com o ambiente natural. Para a construção de Arquitetuvore(a) é utilizado o fio de barbante esticado aos galhos e troncos das árvores.

A linha reta racional comum aos edifícios arquitetônicos é confrotando com toda a organicidade do mundo natural. Este projeto em fase de andamento, já tem como resultado quatro intervenções localizada em em sua maioria na cidade do Rio de Janeiro (UERJ, Castelinho do Flamengo e Praia de Botafogo) e Pirinópolis-GO.

As intervenções tem um caráter temporário devido a fragilidade do material e a exposição as intemperies do tempo e do ambiente. Devido a essa condição temporaria, Arquitetuvore(a) também se apresenta como um trabalho fotográfico, pois a inacessibilidade e a efemeridade do trabalho dificulta a relação entre obra e espectador.

Interação com o Ponto de Cultura

Em paralelo ao projeto Arquitetuvore(a), propõe-se também uma intervenção pelos moradores de Liberdade em uma árvore da Cidade. Esta ação será realizada em duas etapas.

A primeira etapa consiste em apresentar aos moradores a técnica e o funcionamento do Pinhole. Este tipo de fotografia é uma prática econômica e simples pois utiliza uma caixa qualquer em que a luz não penetre com um furo em um dos lados e um pedaço de filme ou papel fotográfico no lado oposto.
Devido a sua simplicidade, as câmeras pinhole são normalmente feitas à mão pelo fotógrafo. Portanto, a fabricação deste equipamento será também realizada em conjunto com os moradores de Liberdade. Após esta apresentação do funcionamento do Pinhole, os moradores de Liberdade irão captar imagens da arquitetura da cidade.

Após a primeira etapa, já de posse das fotografias tiradas pelos moradores, será escolhida uma árvore pelo grupo para a intervenção. As imagens captadas serão exposta nesta árvores criando assim uma nova Arquitetuvore(a). Sendo esta nova contrução elaborada pelos olhos e mãos dos moradores de Liberdade.

Mais informações em

Sobre o artista

AoLeo nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro

Com formação em Artes Plásticas(UERJ) e EAV- Parque Lage, AoLeo atua como artista, diretor teatral, cenográfo, ator e performer desenvolvendo sua pesquisa sobre o espaço tanto no campo das artes cênicas quanto nas artes plásticas, criando uma obra híbrida que explora linguagens artísticas variadas tais como a fotografia, vídeo-instalações, site-specific, ações urbanas e performance. Sua poética artistica consiste principalmente em duas estratégias: interferências na paisagem, seja esta paisagem natural ou construida e o ato-percurso (termo criado pelo artista), compreensão do ato de caminhar como uma ação poética.
Suas principais exposições Arte Institucional Nº 5 – Castelinho do Flamengo, Olheiro da Arte, curadoria de Fernando Cocchiarale e SPA – Semana de Pesquisa em Artes - Galeria do Mestrado IARTE-UERJ.

Comentários

1. Rosane Felix
05/01/2010 04:12
integrador... sorte.
2. Flavia de Paiva Coelho
04/01/2010 10:00
é dificil fazer a escolha no ato de votar, com tantos projetos e possibilidades infinitas...
Aqui é só o começo de novos rumos.


flaviapaiva007@hotmail.com

Sorte!
3. Gustavo Peres
02/01/2010 21:23
Leonardo!
Obrigado pelo teu comentário no meu projeto.

Teu trabalho é bonito e gera imagens bastante instigantes. Muito legal!

Boa sorte!
Gus
4. Claudia Hersz
30/12/2009 14:09
AoLeo,

Achei bem legal seu projeto.
No ano passado, tive um projeto contemplado com o Prêmio Interferências Urbanas e era justamente numa árvore bem perto do Castelinho, mas no Aterro do Flamengo.

Era uma abordagem totalmente diferente da sua, no pensar a arquitetura dela.

Se tiver interesse, dá uma olhada nas fotos do Ninhumanos: http://www.flickr.com/photos/claudiahersz/sets/72157623019277240/

Abraços e boa sorte!
5. Bruno Freire
30/12/2009 13:20
por falar em sintonia.

posso até te mandar um esboço do que eu estava fazendo em maquete com linhas e desenhos geométricos.faz parte do meu projeto de monografia, e eu comecei a criar espaços com a linhas no próprio caderno da monografia, apenas como esboço, pra transpor depois para o espaço. confesso que quando vi seu projeto aqui, me deu um certo: ah não acredito!
mas como eu gosto muito da ideia, achei legal ver realizado.

abraço.
bruno.
6. Bruno Freire
29/12/2009 14:38
Poxa,

nada a acrescentar.
ótimo projeto.
abraço.
bruno.
7. Ricardo Alvarenga
21/12/2009 23:34
aoleo!

cara, claro q tem sintonia nossos trabalhos...
se nos encontrarmos por lá, temos q fazer pelo menos uma ação juntos, aglutinando as necessidades de cada um.
o q acha?

legal esta perspectiva arquitetônica.

parabéns.

abraço.

ricardo
hominidae
8. Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
21/12/2009 13:40
Abençoado tempo !

Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.

Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...

Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...

Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.

"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"

Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.

Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !

Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
9. Vania Câmara
20/12/2009 20:07
Vc não é tão aoLeo, pois gosta de tudo bem amarradinho... Desculpe, não resisti ao trocadilho! He he he...
Fiquei com a mesma dúvida do Shima, como vc vai resolver a questão da química no local?
10. anilem beatriz lima
20/12/2009 15:01
Será Liberdade fruto da imaginação?
11. Shima
18/12/2009 01:30
Olá!
Poxa, podia ter se apresentado, né?
A gente podia ter se conhecido... Ainda fico aqui no RJ até o dia 22.
Tem email de contato lá no meu site. Me escreva!
Gostei bastante do teu projeto, mas me surgiu esta dúvida: como revelar os papéis de pinhole depois? Os químicos são biodegradáveis?
Sá p fazer pinhole em filme? Assim acho que dava p levar a um laboratório, não?
Aguardo teu contato, vamos sair pra tomar um café!
Abração
12. Gilio Mialichi
17/12/2009 22:36
Oi Aoleo,

Leonardo nossos propósitos artísticos realmente se relacionam no em partes. Usamos as árvores para desenvolver essas práticas.
Seu projeto me transmite uma tensão muio grande quando você estica cabos entre lugares, sinto uma força segurando o cordão esticado...Impressionante. A simplicidade e eficácia estão aí também.

Parabéns e boa sorte!

Gilio Mialichi

13. Daniel Seda
12/12/2009 15:08
Oi Leonardo,
O meu projeto rima com o seu :)
Mas enquanto o meu parte de uma proposta utópica, o seu é pura poesia.

Abraços e boa sorte!
14. Flavio Joao Forlin - ECOESCULTURAS - 68-RS
11/12/2009 09:34
Ola, Leonardo.
Muito instigante a tua proposta. Parabéns!
Estou torcendo para o sucesso no projeto.
Abracos.
15. raquel versieux
10/12/2009 01:09
olá aoleo!

estamos bem sintonizados, hein?
bem bacana seu projeto e ainda amarra super bem com a comunidade.
sucesso pra vc tb,
abc
r
16. melina - 152 Olhos-da-mente
09/12/2009 23:06
O jardineiro é Jesus e as árvores somos nós ou nozes hehehe
adoro pinhole, quiser uma mãozinha é só falar, inclusive tenho uns químicos