alvorada
De: danielle spadotto
O Projeto
Este projeto pretende trabalhar as representações do amor do homem em contato com a natureza.
Ao se apropriar da interpretação de George Bataille sobre erotismo, e posicionando a natureza no atopos dessa relação, o trabalho quer tentar retratar o furtivo, a originalidade na construção da relação de entrega de amor representada aqui pela entrega do corpo ao "ser-natureza".
Cria-se uma relação erótica, deslocamento e extensão, acessibilidade e inconstância movente.
Esta representação do amor a partir da relação erótica homem-natureza move-se para negação da contemplação, e busca, através da experiência sensível, as trocas humanas.
O produto final será uma série com cinco fotomontagens tamanho 40x60cm produzidas a partir de câmera fotográfica digital e analógica e manipuladas em programa apropriado.
Será necessário pesquisa de campo p identificar as paisagens (primeiro passo), espaço para produção de retratos(segundo passo), manipulação das imagens (terceiro passo), finalização (quarto passo).
Interação com o Ponto de Cultura
O contato se dará através de 3 encontros de 2h00m cada.
No primeiro encontro faremos a leitura de obra de alguns trabalhos de artistas quais sejam (Marina Abramovic - Erotic Balkans, Lygia Clark - Caminhando, Sophie Calle - cuide de você, Hélio Oiticica - The senses pointing towards a new transformation. Será necessário um equipamento datashow.
Para o segundo encontro a proposta é discutir o tema central do trabalho, o amor através do livro de Roland Barthes Fragmentos de um discurso Amoroso.
E no último encontro, um pique-nique em área de vegetação abundante já mapeada para que todos possamos fotografar.
Sobre o artista
artes visuais
2009.exposição "para maiores" galeria miniloft abertura dia 10.12;
2009.artigo na revista MAG sobre trabalho coletivo 3D4 do qual sou integrante;
2009.artigo intitulado “body landscapes” sobre trabalho coletivo 3D4, na revista
inglesa schön;
2009.projeto fotográfico 3D4 – danielle spadotto + frank dezeuxis + ricardo cunha;;
2008.2009.colaborador imagético para a revista WLTF-mag;
2008.2009.colunista da revista ELEELA – coluna fotográfica com discussão sobre o corpo;
2008.projeto foto-performático “ordea”;
2008.vídeo-performance “entonações cognitivas”;
2008.projeto vitrine . exposição de vídeo-instalação . bogotá - colômbia - danielle
spadotto +
mônica zamudio;
2007.vídeo-instalação . exposição alunos da eca-usp - danielle spadotto + mônica
zamudio;
2005.participação em “afinidades eletivas” de tunga;
2004.exposição da obra “sem título” no salão de são bernardo em parceria com o artista
rodrigo linhares.
arquitetura
2002.menção honrosa no concurso de remodelação centro histórico de sumaré;
2002.xiv concurso paviflex. ópera prima - premiada;
2001.xix clefa - estratégia para a solução de habitação massiva/popular – hors concours
Comentários
o vi mais detalhadamente no flickr.
muito bom.
olha eu aqui!
:D
obrigada.
sobre o trabalho e como ele pretende se inserir no cotidiano dos residentes, acredito que a busca aqui esteja diretamente ligada ao contato e à construção de afeto através da experiência conjunta.
não posso pensar em falar sobre relação, amor, homem e natureza se eu não trocar com os outros, se eu não estiver mergulhada na tentativa de apreensão daquilo que move a construção de uma relação de amor.
as fotos que pretendo fazer serão das pessoas que se entregarem comigo na busca dessas representações,
discussões, experiências de campo, fotografias cotidianas.
esse trabalho só tem sentido se ele acessar as outras pessoas do grupo.
Super sensual e natural!
Parabéns!
Boa sorte
Gus - Caderno da Pertencença
Ainda nao tinha visto vc por aqui!
Gostei muito das duas primeiras fotos!
Bjos! yasmim
vejo q é um projeto mais individual, estou certa?
parabéns e boa sorte!
meu e-mail é danispadotto@gmail.com
que bom que vc. achou interessante.
vamos trocar, é tudo o que esse trabalho propõe.
a troca, o presente no presente.
também acho que é necessária uma continuidade.
acredito que essa continuidade está dentro de cada um que se envolver.
a mudança só poderá ser efetiva se ressoar dentro de nós. não adianta criarmos bibliotecas, centros de cultura, se essas iniciativas não fizerem parte da gente, tudo não vai para frente.
antes de algo material, proponho a experiência da troca, a experiência da consonância, da integração.
quando nos sentimos sintonizados, temos a confiança para seguir.
acho que essa sintonia nasce do amor da relação. daquilo que se constrói em conjunto.
meu trabalho quer trazer esse sentimento de coletividade, de comunhão através do amor em busca de um bem coletivo.
deixar o individualismo para buscar o indivíduo dentro do social. o que vc. tem para mim? o que eu tenho para vc? tudo isso é um presente, entende.
corpo amor arte
quero teu email
sucesso
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
essa é uma questão bastante pertinente e fico aqui pensando nas respostas.
talvez a liberdade como objeto de adoração nos distancie de sua "realidade de libertação", tornando-se passiva e condenada ao seu ideal. Por sua vez, ao tomarmos a liberdade e passarmos a sentí-la, experimenta-la, vive-la através do corpo e contato com outros corpos, ela deixe de ser objeto e passe a ser ferramenta.
o que vc. acha?
acho que o projeto se enriquecerá.


