Construção de Esculturas Sociais
De: Priscila Piantanida
O Projeto
Construir esculturas que sejam transformadoras da realidade sensória e se integrem na dinâmica social das pessoas que estejam ou vivem próximas a elas. Esculturas que façam parte do contexto onde existem e que se inter-relacionem nele, possibilitando o fazer artístico dentro de uma estética ambiental.
Essas esculturas serão erguidas coletivamente com os participantes do Ponto de Cultura e Sustentabilidade e terão como meta, serem a princípio, esboços da possível confraternização na relação que se estabelece entre o espaço, o tempo e a natureza.
A realização deste projeto estará intimamente ligada às conversas, discussões, debates e reflexões geradas no Ponto de Cultura e Sustentabilidade, podendo se estender na criação de demais objetos e nas maravilhosas mandalas de alimentos vivos.
Interação com o Ponto de Cultura
Contemplar este espaço estimulando a troca de saberes através de conversas e interações com o público e incorporar as propostas e expressões surgidas, nos processos do trabalho plástico e criativo da construção de esculturas, mandalas vivas, e objetos artísticos.
Esta vivência se realizará a partir da apresentação das obras de artistas e pensadores que investigaram a relação do ser-humano e a natureza. Será iniciada uma conversa que possa promover debates de como a Arte pode estar inserida nos Ciclos Naturais. Os artistas e pensadores a serem estudados são Joseph Beuys, Franz Krajcberg e Goethe em ‘Arte e estética segundo Goethe’ por, Rudolf Steiner.
Também estudaremos a Arte Povera a fim de somar e gerar reflexões de como a escultura pode ser benéfica em sociedade atualmente, desde a maneira de como esta ‘atua’ criticamente e conceitualmente, até como poderá interagir com o espaço de sua localização e satisfazer na observação e contemplação das suas cores, formas, texturas, espaços e matérias.
Sobre o artista
Priscila Piantanida (1981), vive e trabalha no Rio de Janeiro. É estudante do 10ºperíodo de Escultura na Escola de Belas Artes (EBA), Universidade Federal do Rio de Janeiro. Frequentou os cursos de Fundamentação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (teoria e história da arte, estudo do plano e estudo do espaço) e curso de Estuque na Fundação de Arte de Ouro Preto/FAOP - Minas Gerais. Participou das coletivas com esculturas: ‘Luminus Light’ no Cine-Clube do Fundão (2008), ‘Mola’ – Mostra Livre de Artes no Circo Voador (2007 e 2008), Geringonça no SESC-Tijuca (2006). Performance no ‘Artes Visuais & Sonora’ no Centro Cultural José Bonifácio (set-2009). Trabalhou como monitora na exposição ‘Poética da Percepção’ no MAM-RJ, 1º Bienal da Escola de Belas Artes no Castelinho do Flamengo (2008) e nas Oficinas de Desenho e Vídeo para crianças e adolescentes 8ºe9º Festival UFRJ-Mar (2007-2008). Fez estágio na restauração das peças de madeira da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé (2007). Vem atuando desde fevereiro/2009 através da Agroecologia e Natureza e relacionando essa extensiva pesquisa junto a Escultura.
Comentários
Respondendo a primeira pergunta, o material usado na escultura acima é o concreto armado que para chegar a este resultado passou pelo barro e pelo gesso. Foi a minha primeira escultura idealizada para exposição em vias públicas. Já repararam como as árvores são delimitadas por concreto?
Feliz 2010!
Aqui é só o começo de novos rumos.
flaviapaiva007@hotmail.com
Sorte!
que interessante.
muito legal a mobilização da população local no seu trabalho. a construção de mandalas de frutas e quem sabe outras especiarias locais é algo especial.
são ações muito pontentes na esfera do campo simbólico.
minha proposta no ponto de cultura é fazer um video,a partir de imagens relacionadas como icone pessoal, subjetivando leituras geografico culturais.
adoraria ter imagens de pessoas construindo coletivamente seu projeto.
poderia haver um bom diálogo com minha proposta.
desejo sorte.
abraço,
ricardo
hominidae
doiso isso, esculturas performaticas?!...
qual teu contato
sucesso
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Sucesso!
Gosto muito desse projeto!
mas
em vez de perder tempo explicando Joseph Beuys, Franz Krajcberg e Goethe em ‘Arte e estética segundo Goethe’ por, Rudolf Steiner falem sobre seus conceitos através de entre linhas e ações que aproximem vcs às pessoas da comunidade.Não os façam ter que imaginar outro país, idioma, lugar, época para a criação de uma plataforma própria.
Aprovado.
:)
