MISSÃO BOLOPÃO
De: Claudia Hersz
O Projeto
Propor algo para Terra Una foi um desafio: não queria impor ao lugar e sua gente, ainda desconhecidos por mim, uma idéia estética pré concebida. Residir latu sensu seria o único modo de gerar um projeto de cunho tão ético quanto estético.
Nesse ínterim, fui a uma festa cujo bolo foi feito pela amiga do aniversariante. Tinha pouco açúcar, era meio pão. E solado. Bolo solado é algo especial, pois não se compra, só existe feito para alguém de quem gostamos. Proximidade e afeto estão entre os ingredientes. Fez-se a luz: “Bolopão” era o princípio que deveria permear o projeto, pois intimidade é um viés na criação da vida e da arte.
MISSÃO BOLOPÃO é uma ação de livre catalogação da flora e fauna,coleta de espécimes secos,registros de geografia e hábitos nos moldes das missões artísticas como as Francesa, Austríaca, Langsdorf, entre outras. Orquestrando desenhos, colagens, fotos, textos próprios, livres associações e consultas aos arquivos da Humanidade (como a imensa iconografia produzida pelos artistas e cientistas das expedições citadas e outros), ir concebendo álbuns e livros de artista que guardem as particularidades deste local/momento – Terra Una, Liberdade, Minas Gerais.
Interação com o Ponto de Cultura
Práticas Plásticas
Plástico, atualmente, é o mais abundante lixo não orgânico. Esse universo com fortes visualidades e cargas semânticas é pouco aproveitado por, aparentemente, demandar o uso de técnicas industriais
Práticas Plásticas já foi realizada no CFAV- Recife, para artistas, e em comunidades de Nova Iguaçu-RJ, para artesãos, e pode ser útil para grupos e objetivos diversos, na construção de novos objetos a partir destes resíduos.
Nela, divulgo técnicas por mim desenvolvidas empregadas em plástico flexível, criadas para solucionar meu próprio trabalho, fazendo uso de equipamentos domésticos, como o ferro de passar e tecidos.
Programa
* soldagens plásticas através do uso do ferro de passar
* confecção de objetos infláveis
* Estamparia em plásticos transparentes a partir de cópia “xerox” e ferro de passar
* noções básicas de modelagem para o desenvolvimento de peças tridimensionais
Carga horária :9 horas , preferencialmente divididas em 3 dias.
Alternativa, ou simultaneamente, poderia haver uma Oficina Bolopão, em que se desenvolvesse em grupo o projeto proposto, abordando seus diversos meios de expressão.
Sobre o artista
Claudia Hersz – Vive e trabalha no Rio de Janeiro, onde se graduou em Arquitetura pela UFRJ (1983). Em 2008, teve seu trabalho em parceria com Ana Miguel contemplado pelo Prêmio Interferências Urbanas 2008 - RJ, e realizou NINHUMANOS no Aterro do Flamengo.
Individuais: Da Criação de um Modelo-Estúdio Guanabara,RJ e Fome no Jardim- Museu Murillo LaGreca,Recife.
Atua na criação do desfile da Escola de Samba Pimpolhos da Grande Rio desde 2006, e já participou de inúmeras coletivas desde 2002, entre as quais: Iº Salão de Arte Contemporânea de São José dos Campos(SP-2002), Xº Salão da Bahia (BA-2003), Salão Aberto (SP-2004), Posição 2004 (Parque Lage,RJ-2004), Nós amamos o Recife e nosso trabalho também(PE-2005), VIII Salón de Arte Digital (Cuba-(2006), Jardim das Delícias (Museu da República –RJ,2006), ARTBO (Bogotá-2007), Annual NYC Anarchist Bookfair (New York-2008), NANO (Studio44 -Estocolmo-2009).
Videos exibidos n’A Organização (Cine Odeon,RJ-2006), Lusovideografia (Oi Futuro,2006) e Mostra do Filme Livre (CCBB-RJ,2008).
Ministrou a oficina Práticas Plásticas no CFAV-Recife e através da Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu-RJ junto a comunidades locais.
Comentários
Se vc vê uma peça de um parangolé, não pode dizer que viu o parangolé. Esse é a incoporação do objeto pela pessoa que o sustenta. O corpo vira suporte, juntamente com os tecidos. Um sem outro não faz sentido.
Registros serão feitos, sejam sonoros, escritos e/ou pictóricos, mas como registros mesmo e não como obra.
Provavelmente publicarei na rede esses registros sem edições, buscando sempre a maneira mais crua para evidenciar a característica de registro, já que a obra é justamente a pessoa sentindo, redescobrindo, navegando em seu inconsciente.
Qualquer pergunta, crítica ou sugestão, por favor mande.Estudar por conta fica difícil às vezes!
Obrigado pela força e sorte!
Um ótimo ano!
Oi, Claúdia, gostei do Misssão Bolopão, mas queria aprender a passar plástico.
Beijão. boa sorte.
Rubens
Votei em seu projeto, e, gostaria de aprender essa técnica da soldagem com plástico.
Boa Sorte,
Um abraço,
Robson Martins
vi sua mensagem agora...e acabei lendo seu projeto só agora!
adorei MISSÃO BOLOPÃO!! hahahaha
leve colcha de retalhos!
vou olhar o link q vc me passou.
marinapachecco@yahoo.com.br
vamos continuar nos falando! :)
boa sorte pra nós!!!!
bjoos
que trabalho mais lindo!
Boa sorte pra vc e todos nós nesse ano que vem!
Grande abraçø
Obrigada pelo elogio ao meu projeto. Respondendo a sua pergunta:
_Antes da manipulação e impressão digital o trabalho será todo produzido manualmente. Então, se não for possível a saída digital, teremos pelo menos um belo e interessante livro objeto.
Percebi que você também pretende trabalhar com superfície, estampas... Boa sorte!
Obrigada pelo papo, atenção, visitas e bom astral!
Beijo
Claudia
Parabéns pelo projeto!
Tenho algumas idéias sim, mas preciso experimentar. a minha idéia é interferir nos meus próprios negativos também.
beijo!
faça-me uma visita: www.artecontemporanealtda.blogspot.com
, quem sabe a gente não se encontra por aí ...
boas realizações
obrigada pelo carinho!
volto aqui no hoje para te desejar boa sorte e torcer pra gente se encontrar lá em terrauna!
li seu comentário para a Patricia, eu também sou mãe de um pequenino (apenas 6 meses de vida) que irá comigo para a residência... será uma experiência única e forte para nós dois... é também esse tempo de convivência numa ecovila que eu gostaria de proporcionar para ele.
beijocas!
Sucesso pra gente, aqui e acolá!
Beijocas!
muito legal teu trabalho, parabéns, boa sorte. Bjoabç, Béu
de coração...obrigado!
Muita generosidade de vocês.
Achei lindo a metáfora do pingo d'água Cláudia. Acredito que talvez seja esse o intuito de cada projeto aqui apresentado e da proposta de Terra Una. Cada projeto com certeza fará reverberar questões mesmo após o término de cada residência, mas a distância que cada círculo deste irá tomar do centro, não há como saber...e será que é possível medir isso como tantas leis de incentivo o querem?
No mais, um grande abraço e nessa reta final deixo meu e-mail que continuemos a conversar:
lucasdupin@yahoo.com.br
Abs e boa sorte!
muito legal seu projeto, parabéns!
abraços!
Parabéns pelo trabalho e pelo projeto!
Um abraço!
Obrigatoriamente terei que me abrir ao novo, fazer diferente...
Nós todos - em maior ou menor grau - pois a condição de viajante nos leva a nos redimensionar.
E as mulheres são o fio desencapado, pois são responsávei pelas pequenas artes, os artifícios - fazer comida, limpar, costurar, administrar a logística, a vida material das comunidades, o que é um manancial cultural infinito.
Parabéns e boa sorte!
Rosa, boa sorte pra você também!
Jean,
Seu esclarecimento foi ótimo, e tem a ver com o que eu comento com a Patricia - fazer diferente.
Entre inúmeras possibilidades, vc opta pelo som - uma forma sutil, observada pela cultura oriental, e que vc quer experimentar...
Abraços
valeu mesmo pelo seu post.
Interessante a reflexão.
estou propondo pensarmos juntas e expressar belezas guardadas, quem sabe sufocadas(?) as peculiaridades.
Uma cara de surpresa... nada mal.
Pode ser que isso assuste ou funcione como mote para uma visa obliqua sobre nós mesmas; enfim, Lindo seu comentário, você captou tudo.Obrigada! um beijo e boa sorte.
Só a título de ilustração: tenho outras partes do corpo onde costumo escrever/desenhar/mapear.
Escolhi as cabeças, mas tenho alguns tórax, peitos, braços, pernas e etc...( os etc, são os mais interessantes rsrsrs )
A outro título de ilustração: fiz uma árvore branca na minha sala cheia de libélulas coloridas. Linda.
Bjus virginia
Também adoro a Fenomenologia da Percepção: esse texto é de lá – O Olho e o Espírito. Confesso que, às vezes, abro uma folha ao acaso para usar como I Ching ( rsrs) .
Virginia,
seu comentário foi muito delicado, libelulesco mesmo...hehehe...
Pois é, a frenologia era mais ampla, uma tentativa de conhecer a mente, e foi profundamente deturpada pelo Cesare Lombroso... Mas não foi assim que vi suas cabeças, vi como investigação do que a gente é...
Valeu, Bruno!
(Já pensou no trabalho pro Arte 24 hs?)
Flávia, anotadíssimo. Depois te mando um email!
Simone, como já disse na sua página: seu comentário é carinhosíssimo, uma simpatia!
Afetivo à la Bolopão...hehehe
Então, o registro em áudio não é o único interessante, na verdade faço registros visuais - fotos e pequenos vídeos também, mas para o Interações desejei trabalhar com o áudio, com a sonoridade por causa de uma influência chinesa...certa vez ouvi que os chineses apreciam o canto das cigarras, grilos etc e nós ocidentais, muitas vezes, ficamos incomodados...então refleti sobre essa perspectiva de trabalhar os sons da natureza com as nossas palavras...busco vários registros, mas neste projeto a sensibilização é pelo áudio.
Obrigado pela oportunidade de te explicar mais sobre o projeto.
Abração.
Obrigada pelo comentario!
Gostei da uniao da transparencia azul com a sua sombra no video!
Interessante o trabalho da bienal do mercosul! Gosto do livro Femenologia da percepção do Merleau Ponty.
Gostaria de fazer essa sua oficina!
boa sorte! e feliz ano novo!
Yasmim
Senti coisa semelhante ao que tu dizes nas primeiras frases do teu projeto. Ao pensar o meu tb questionei o fato de levar idéias pre concebidas para Terrauna. Concordo plenamente contigo quando dizes que estar no local" seria o único modo de gerar um projeto de cunho tão ético quanto estético." Por isso meu livrozero: partir do entorno.
Virginia.
Não conhecia a frenologia não. Conheço a teoria de Cesare Lombroso, que vi ser descendente da frenologia.
Lombroso tb relacionava características físicas e mentais e influenciou bastante as idéias de criminalistas famosos.
Ainda bem que que hoje sua teoria é desacreditada como a frenologia.
quanto às minhas cabeças( e tenho ainda tantas outras aqui no atelier, feitas com inúmeros materiais.), comecei a desenhar-escrevinhar-gravar sobre elas. Me diverte bastante.
boa sorte pra nós em terrauna.
Bj Virginia
A propósito, meu projeto teve as ultimas frases engolidas e eu estou enviando pra quem deu uma olhada nele.
"Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, carvão negro, pastéis de desenho.
A vivência na arte me ensina: ela é um meio efetivo de transformação. Unir sabiamente arte e ecologia. Isto é um sim, pretendo aprender e compartilhar.
valeu pelo comentário.
nos vemos em breve no arte 24h e em terrauna.
sorte pra gente.
beijo
bruno
meu emai para depois a gente poder trocar mais!
Obrigada pelo comentario! é muito bom ser correspondida!
2010 é nosso!
adoraria participar da tua oficina tb.
um abraço!
excelente explicação.(em geral, os resíduos também são testemunhas dos momentos, nem que seja na linha "raspas e restos me interessam")
Bacanésimo seu comentário sobre meu trabalho - vc sacou legal a idéia de reunir esses mundos rígidos, com imagens e informações interessantes numa coisa mais macia, fruto da vivência e da arte, que faz com que vejamos com um certo estranhamento o mundo em que estamos inseridos!
Flavia,
seu esclarecimento foi tão legal, que tomei a liberdade de "colar na sua página, para compartilhar com todos.
sim, claro que dôo meu cabelo ( parte dele...hehehe)
e sim, podemos andar de bóia por aí!
Mariana,
Obrigada pela sua visita.
Acho que transformação e trabalho em coletividade são questões essenciais nesse momento em que o mundo está mudando tanto. e estou sendo literal:
precisamos MESMO transformar lixo em utilidade e arte, pois não cabe mais nada nesse planeta. ( eu tenho até um minhocário no meu apartamento, pra transformar meu lixo orgânico em húmus).
E se as atitudes e atividades não forem coletivas, talvez não tenhamos a força necessária.
Tudo de bom para todos nós nesse ano que entra!
Parabéns pelo teu projeto!
A analogia entre intimidade/exclusividade e o bolo solado é genial.
Gosto muito da idéia de catalogar, de maneira livre, a natureza. Adoro o universo das enciclopédias e dos museus de história natural, apesar da rigidez na apresentação de cada elemento. Acho que um olhar artístico sobre esse tipo de análise é fundamental.
Respondi a tua pergunta lá na página do meu projeto.
Muito obrigado!
Belo trabalho!
Beijos e boa sorte.
Gus - Caderno da Pertencença
Bom, o Cabelo para mim tem muitos signos, mas o mais forte é a relação, pois cabelo me leva a fios, penso na ação do tecer - "a teia da comunicação" está nos mitos gregos...
tecer uma rede, e assim eu penso em redeweb, em conexão... mas primeiro em relação, o cabelo é simbolo de entrada, de fazer parte de uma rede.
quero ir tecendo os cabelos, conseguir tantas mechas até construir um grande tapete!]
Mas cabelo é morte, é vida, é beleza, é agônia, é femino e é força...]
muitas coisas, esse projeto tem extensões, aqui é só mais um membro dele...
Quer doar seu cabelo?
Um abraço, boa sorte e muito amor nesse ano que entra
Mari
mas sempre fica o desejo d efazer-mos melhor...enfim....
feliz Ano Novo!
abraços
http://www.bienalmercosul.art.br/7bienalmercosul/pt-br/claudia-hersz
Ieda, Obrigada pelo esclarecimento!
Esclarecendo sua dúvida (vou tentar!..)
Na verdade,minha ação se baseia em sensações obtidas em trabalhos anteriores com a técnica xilográfica.
Neles, eu sentia intensamente a matéria (madeira), e com o estimulo deste projeto, resolvi desenvolver esta performance..o corpo como suporte de impressão foi abordado, para que essa "sensação" fosse sentida realmente na pele..investigando a floresta..
Acho que é isso!
Boa sorte com seu projeto...beijos!
Na verdade, quando entrei na passarela sobre as autopistas do Aterro do Flamengo, me deu vertigem, achei difícil filmar e andar com um movimento de carros velozes por baixo.
Estava contando aqui pra Monica que quando Lifebuoy passou no CCBB aqui no Rio, eu vesti a bóia de novo e fui filmar a caminhada rumo à sala de projeção , para inserir Lifebuoy nesse outro filme.
Isso foi hilário...andar de bóia no Centro Cultural Branco do Brasil (rsrs).
Vou já te visitar.
lifebuoy, rsrsrs deve ter sido muito divertido caminhar com uma bola inflavel na cintura.. e encontrar homenzinhos de laranja.. rsrsrss
achei divertido!
Se vc vier aqui amanhã, te mostro o que eu fiz com esse filme depois (ele passou a ser também parte de um outro).
Boa sacada essa do "olhar do viajante" - eu acho que é a isso que arte nos conduz: olhar a vida com um certo estranhamento, abandonar o cotidiano ainda que por segundos.
Barbara,
Não precisa se arrepender, pois vc viu que nos comentários rola a possibilidade de expor um pouco mais...
1200 caracteres é muito pouco...mas, acho que me arrependo um pouco de ter sido tão pouco descritiva quanto ao projeto e mais conceitual. Ao mesmo tempo, sei que o trabalho depende do estar lá, já que essa é a ideia da residencia, então fica um pouco dificil fechar tanto a proposta...acabamos sempre projetando o trabalho, nessa esperança do ir e realizá-lo. Fico(amos) nesse desejo!
também espero te ver lá também!
abraços
gostei também da sinceridade e do relato do processo de escolha do tema"Bolopão"
Todos deveriamos resgatar o olhar do viajante e se reencantar com o mundo.
muito obrigado pelo comentário sobre meu projeto.
a escala/tamanho desses tipos móveis/tijolos serão de aproximadamente 30 x 20 x 20 cm, de forma que estes possam ser utilizados em pequenas construções/páginas;
Espero ter esclarecido a pergunta que fez.
Abraços e bos sorte com seu projeto!
Já tá na área? (i.e., fisicamente?)
Excelentes questões (e eu espero que a resposta não vire um livro...)
Minha 1ª vontade foi fazer algo em terra una que pudesse ser visto do google earth: linhas de nazca, ou pseudo pousos de extraterrestres, como os velhinhos ingleses andaram falsificando com seus cortadores de grama.
E é por conta disto que , na apresentação, falo de cunhos ético e estético da obra de arte - senti que minha aproximação do local deveria ser outra, e de certa forma não interferente ( como se isso existisse...hehehe).
E proponho no projeto essa idéia de se levantar artística-desenhal-aquarelal-coletal-cientifica-bizarramente esse momento deste lugar - a ecovila e seu entorno, a mata atlântica retomando os pastos & tal.
E aí propus para o ponto de cultura, que me parece que é na cidade ( uma cidade que não é de uma população rica), uma oficina de fato completamente diferente do projeto.
mas que é útil.
ajuda as pessoas a viver melhor, e pode ser uma formação técnica para artesãos, artistas e pessoas comuns.
Tenho preocupações sérias com o meio-ambiente ( chego a ter um minhocário na minha casa, para resolver parte do meu lixo orgânico)e cheguei a cogitar de mandar uma proposta de uma oficina renascentista - em que se trabalhasse desde plástico a costura, passando por bijouterias e tudo mais, utilizando o que normalmente se considera lixo ou descartável.
Não com ênfase na reciclagem, mas no aspecto da criação. (até por que em nome de "reciclagem" se cometem muitos enganos)
Ocorre que tenho a sensação que, no processo, isso tudo pode rolar. E provavelmente vai , caso eu vá para terra una.
A catalagogação e interpretação de uma natureza não ilide o plástico como meio de expressão.
Mas optei, em face da necessidade de ser sintética na apresentação do projeto, em não necessariamente fundir as 2 propostas (até porque isso é do campo da vivência, e essa ainda não tenho neste lugar e com este grupo da oficina...).
Querida, espero ter esclarecido um pouco mas, caso restem dúvidas, pergunte mais!
la venho eu com comentarios...
o primeiro deles vai ser meio 'meter a mao na massa' ou 'a colher no bolo'. eu tive a sensacao que voce separa um pouco as coisas... ou seja, a acao em Terra UNA parece algo mais em referncia com as missoes europeias, uma relacao mais intensa com a natureza, e a acao na cidade, em Liberdade, parece propor algo em relacao ao plastico... voce ve alguma integracao entre os projetos? as acoes? os objetos e as manualidades que cada um vai elaborar?
por um lado o plastico eh uma coisa bem 'urbana', e mesmo assim temos muito plastico produzido como lixo em Terra UNA. so para voce saber... entao poderias usar esse material como obra-prima de alguma expedicao naturalistica, quem sabe? e vice-versa, pensar em como modificar a experiencia da criacao artistica na cidade... voce acha que isso tem a ver com seu projeto?
abraços e beijos
Cristina Ribas
quero fazer sua oficina :)
você tem trabalhos muito bons.
força e delicadeza.
vi seu flickr e gostei muito.
aquela é uma seringueira, né? tem uma presença super forte. uma grande pulsão.
desejo que faça bolopão em terra una.
beijo
hominidae.
me parece que nossas expressões tem uma mesma raiz...
hj mergulho na possibilidade do vazio de imaginário simbólico.
Então a construção deum novo imaginário natural.
Wagner,
a Ligia Canongia tem um texto ( sobre o trabalho do Marcos Chaves) que trata dessa questão ético /estético na arte, que é bem interessante. se vc quiser dar uma olhada: http://www.canalcontemporaneo.art.br/portfolio_geral.php?c_lingua=P&c_tipo=1&c_artista=7
eu, particularmente, não acho que um caráter exclua o outro...
Anilem,
a condição ontológica do ser humano, por definição, é SER....
Obrigada pelo seu comentário na minha página. Que legal te encontrar por aqui! Realmente acho que nossos projetos têm pontos em comum, principalmente o fato de unir arte e ciência, dentro de uma proposta de pesquisa. Muito interessante seu projeto, gostei! Espero te encontrar em Terra Una!
beijos,
Ana Freitas
ainda não li o texto que vc comenta, mas farei em breve.
Quanto às questões éticas, acho o assunto uma maravilha e, a partir dele, muitas ideias podem surgir.
Esse é mais um item de catalogação possível para as ideias...
O que é uma ideia ética?
e uma obra de arte ética?
A sua, como já disse, seria catalogada por mim como ética, mas também e pq não arqueológica, poética, culinária???, delicada e ????
bjs
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Ainda estou abismado com as coincidência em o Ninhumanos e o meu projeto!!!!
A árvore ideal para mim foi sempre a Figueira da Índia, que é exatamente a árvore onde você encontrou o Ninhumano.
Que bom: a idéia está no ar.
Antes tarde do que ainda mais tarde :P
Espero que a gente se encontre em Terra Una.
Abjos
Daniel Seda
uma amiga gaúcha, ao ler o texto, perguntou: "ué? o que é bolo solado?"
Bolo solado é aquele que não cresce, fica meio borracha....
beijo
Obrigada, Fábio, espero ter oportunidade de te ajudar nesse processo, se formos pra terra una! E essa oficina de plástico é legal demais. e bem democrática ( daquele tipo que o aluno vai buscar a tia em casa pra fazer também...rsrs)
Valeu, Gilio!
Que bom que vc curtiu "A Minha Coleção", Wagner. Eu acho um trabalho com senso de humor, mas bem mordaz ao mesmo tempo ( vc leu o texto no flickr?).
Daniel,
A integração urbana árvore-gente acontece SIM, aqui no Rio, no maior parque urbano que temos, que é o Aterro do Flamengo.
Nosso trabalho NINHUMANOS( meu em parceria com Ana Miguel) foi justamente problematizando e evidenciando isso, pois foi construído em uma das árvores que servem de moradia eventual a sem-tetos.
O Aterro é frequentado por 2 populações inteiramente distintas, a noturna e a diurna. E essa população noturna faz uso das árvores como moradia precária.
Dá uma olhada nesse álbum, e aproveita pra dar uma lida no projeto e no texto do Agnaldo Farias:
http://www.flickr.com/photos/claudiahersz/sets/72157623019277240/
Abraço
Que bom te ver estes dias todos!
Vamos trocando mais e mais idéias!
Conhecendo pessoalmente o trabalho ganha outra cara!
Sucesso! Beijos!
Sim, essa é uma das técnicas do "stop motion". Essa que proponho é com pessoas. Elas são os bonecos. Foi pensando em mesclar o meio natural de liberdade que nasceu o projeto. Deve render enquadramentos bonitos.
Achei nem legal sua interação com ponto!
Parabéns pelo projeto..
Boa sorte e sucesso!!
Seu trabalho é baseado no conceito naturalista que é muito bonito.
Parabéns e boa sorte
Gilio Mialichi
adorei suas obras de arte particular... Quero um Beuys daquele! E a aranha? Lindos todos!
Sua proposta é muito bacana, já que essa preocupação em não mudar muito as coisas me parece ética e tanto. Não fazer nada - troco essa ideia - também tem um desejo de interferir pouco, deixar acontecer, ver no que dá.
E existe esse carinho na aproximação, a cozinha que faz bolo, os afetos etc.
Sucesso!
A idéia de uma integração urbana árvore-gente me parece tão natural que é incrível não ter acontecido ainda! Quero ver as fotos do seu projeto, passa o link quando rolar :)
Achei o seu projeto bastante sincero: você não sabe o que vai encontrar e se prepara para um contato através dessa rede da catalogação, entendimento estruturado da realidade. O trabalho é em si uma performance de descoberta e seu registro, muito bonito.
Boa sorte
:)
Daniel Seda
(moráveis urbanos)
tive a oportunidade de ver teus trabalhos em recife, em 2007! adorei! bacana tua proposta de trabalho e oficina, parabéns!
abraços
Pois é, adoro oferecer esta oficina, pois já consegui, com ela, oferecer novas perspectivas de trabalho a comunidades mais carentes, além de recolocar em circulação o que viraria lixo ( e daqueles que demooooram a se desintegrar).
Até eu achei engraçado como cheguei na Missão via bolopão, por isso achei legal contar a história...
boa sorte pra vocês também. vou visitar seus trabalhos agora.
Recuperar plástico para função artística, para mim seria um grande desafio, por isso admiro seu trabalho. Ele é perfeitamente viável. Parabéns
Boa sorte,
abraços!
gostei bem da sua proposta e de como "bolopão" chega até formas de catalogação.
tb achei sua oficina das mais interessantes até agora.
sucesso!
td bem? agradeço o elogio. teu projeto também me encantou muito! estamos vibrando na mesma onda...


