Galerias Orgânicas

De: Vania Câmara

2d e 3d, RJ

O Projeto

Seriam pequenas construções de bambu (duas ou três "paredes"), em formas sinuosas como o rastro de uma cobra ou os veios das águas da chuva. Com o topo ondulado, altura máxima de 1,40 m para as bordas e até descendo um rés do chão, sendo o comprimento de 1,50 m. Sua fundação será de adobe, caso POSSA ter caráter permanente ou apenas bem fincado na terra, caso tenha que ser removido, depois da residência.

O caráter permanente teria mais sentido para sua construção e outros residentes suas JAF Poderiam paredes para mostras em variados eventos.


No final, será exibida uma exposição com o resultado das oficinas para a inauguração das Galerias.

Para quem se interessar (incluindo os artistas residentes), levar faquinhas de corte liso, canivetes de boa qualidade, lãs e linhas para o tricô.

Interação com o Ponto de Cultura

Serão Oferecidas com oficinas Artefatos de bambu como, tais:

• agulhas de tricô


• canetas de bambu


• colheres de pau


• COM monotipias mingau de argila sobre tecido


OBS.: Pode haver mais interesse na Realização de apenas uma dessas oficinas, como nas agulhas de tricô, por exemplo, e dispensar as outras para aprender o a fazer tricô. Ou no caso das canetas e ou aprender caligrafia apenas monotipias fazer em vários suportes ...

Mais informações em

Sobre o artista

Vania Câmara, 1962


1986 - Educação Artística - Escola de Belas Artes - UFRJ


1989 - Especialização em Filosofia Antiga e Moderna - IFCS-UFRJ

1995 - Especialização em Filosofia Contemporânea --
IFCH-UERJ

2000 - Pedagogia Waldorf - Instituto Gaia / RJ


2005 - Healing Educação / AHE / E.U.A.


2009 - Ateliê aberto em caráter permanente desde 1996









Comentários

1. Vania Câmara
10/01/2010 19:50
Já guardei seu e-mail! Vamos falar?
2. Luciana Ramin
08/01/2010 14:44
Salve Vania!

Que linda proposta...muito sutil...adorei...acho que nñao vi a tempo.

mesmo assim...sorte!

bjons

luciana.ramin@andar7.com
3. Vania Câmara
05/01/2010 14:46
Mariana,
Todos os que se propõem a impor limites vira um terível chato... he he he... Depois que eles crescem, agradecem e se sentem parte de tudo...

Pintar o corpo é uma das melhores coisas da vida!
4. Mariana Soares Leme
05/01/2010 12:29
Sim, já trabalhei com crianças, o foco era pintura e fizemos algumas atividades com pinturas no corpo, bom, na realidade elas já faziam isso naturalmente no final de todas as atividades, elas sempre se pintavam, se sujavam, provocavam os colegas, tinha dias que tudo virava uma grande bagunça, rs, era bem divertido, mas a chata aqui tinha que por limite neh, rs.

Um abraço! até!
5. Vania Câmara
05/01/2010 12:11
Mto obrigada Lucas, por suas palavras e concordo plenamente com vc! A convivência e o local são peças-chave dentro do processo. Dentro do ateliê é tudo diferente, mas eu tenho um segredinho para sobreviver a tanta solidão! Tenho encontros semanais com mais duas artistas e estamos sempre a conversar,estudar, desenhar, planejar ou até rasgar tudo! E isso é muito bom!!!
6. Rosane Felix
05/01/2010 03:12
sutileza poética... sorte.
7. Lucas Dupin
04/01/2010 17:02
Olá Vánia,

voltei aqui mais uma vez para visitar teu projeto e responder seu comentário...

a energia que tem um projeto é muito distante daquela que quando estamos ali no "aqui e agora", não é mesmo? Me lembro quantas vezes dentro do Kaza Vazia (um coletivo daqui de BH do qual faço parte) já não realizei trabalhos que jamais realizaria dentro de um atelier. A convivência e o local viram peças chaves e mais que isso, parte indissociável do trabalho. Acredito que o mesmo irá acontecer em Terra Una. A relação entre os participantes e habitantes de lá que irão dar as coordenadas de como serão desenvolvidos as propostas.

Hoje já é o penúltimo dia e continuo torcendo para teu projeto.

Abs,
8. Vania Câmara
04/01/2010 13:22
Kátia, que bela poesia escreveu sobre esse momento... Nem sei se mereço, vou pensar nisso... Brincadeira, amiga! Muito obrigada!!!
9. Mariana Soares Leme
04/01/2010 01:41
Vania, o q é um cça? Vc me deixou muito curiosa,rs

Parabéns pelo projeto!!

E Feliz 2010!
10. Ana Freitas Machado
03/01/2010 22:40
Oi, Vânia!

Obrigada pelo comentário que escreveu sobre meu projeto e diga alô para sua amiga Lenise! Adorei!
11. Katia Santos
03/01/2010 17:44
Oi Vânia
É muito bom te encontrar aqui conversando sobre seu projeto e compartilhando o muito que você tem como pessoa e como artista.
Tenho certeza que todos terão a ganhar com as trocas que já estão acontecendo nesses comentários e sua visão pode enriquecer em muito as idéias que estão flutuando por ai...hehehe
Que o vento a leve ao ar cada vez mais luminoso.
Kátia Santos
12. Vania Câmara
03/01/2010 15:04

Lucas, realmente, acho difícil descrever uma idéia quando ela ainda nebulosa para vc também. Vc sabe o fundamento, o conceito daquilo, mas vc não conhece o terreno local, o clima, as condições do seu corpo nessa adaptação... O desenho que eu fiz mudou 5 ou 6 vezes...rs Até que me decidi numa imagem que foi eleita pela platéia caseira. Os de casa costumam ser mto sinceros nessas horas...rs Mas, a imagem não entrou de jeito nenhum, aliás, nenhuma entrou, precisei de ajuda dos organizadores. Até meu texto saiu cheio de erros e com letras aumentadas e até uma sigla que não escrevi...
Mtas coisas acontecem e é isso que me refiro qdo digo que a imagem é nebulosa para vc tb, pois não podemos prever mta coisa e acho isso o bom e o ruim dos projetos! Eu gosto mesmo é de fazer sem pensar previamente. Chego nas estradas, parques e trabalho só no visual que o local oferece no momento, raramente planejo, depois que o mundo conceitue aquilo... He he he... Mas, esse modo é meio antigo de trabalhar, é moderno pensar, idealizar, gerir, contratar, administrar... Minha formação é do tempo que artista não fazia tantas coisas e a grande maioria tinha só o primeiro estalo, o resto era descoberta o tempo todo... Legal, né?
Bom, acho que o trabalho anterior ou a formação do artista é a garantia do mais que vc citou: “(para mais ou para menos, mas acredito no mais)”. Eu tb acredito no mais sempre!

Vc tem meu voto!

13. Lucas Dupin
02/01/2010 19:31
Também acho uma tarefa muito árdua descrever o que iremos fazer ou melhor, fazer ser entendido. Acredito que o que está descrito aqui como projeto é uma apresentação apenas, uma vez que tudo o que estamos propondo de nossas cadeiras e computadores, são apenas idéias a partir de experiência próprias, na qual levamos em conta apenas uma Terra Una idealizada que dificilmente será correspondida (para mais ou para menos, mas acredito no mais) ao que pensamos.

O que pensa sobre isso?

Mas vendo seus outros trabalhos consegui ter uma idéia do que desenvolverá.

Obrigado pelo esclarecimento de qualquer forma e boa sorte!
14. Vania Câmara
02/01/2010 14:48
Obrigada por seus comentários, vc é mto gentil!

Essa foto, foi tirada na avenida das Américas na Barra da Tijuca fora do horário de rush.
Quase perdi esse véu várias vezes e por pouco a guarda municipal me pega!
Vie d'artist... He he he...
15. Filipe Berndt Julio
30/12/2009 11:33
achei otimo o título do seu projeto e a primeira foto é linda!

parabéns e boa sorte!
16. denilson
29/12/2009 10:08
mui bom vania,
estabelece uma ligacao terrena com os alicerces
adoro fazer essas colheres de madeira na praia
quem sabe nao aprimoro com vc por ai
ql teu email
sucesso
17. Flávia Paiva - Mecha em tramas
28/12/2009 12:58
Tenho q lembrar de colocar na minha mochila o material que vc pediu! rsrsrs

Acho interessante se a construção com Bambu puder Permanecer, assim criando uma extensão com os outros residentes.

18. Lucas Dupin
23/12/2009 22:32
Olá Vânia, tudo bem?

Os tipos móveis de barro que escrevo no meu projeto são na verdade uma analogia com os tipos móveis (geralmente de chumbo e madeira) empregados na tipografia. Serão construídos diversos tijolos de adobe com caracteres do nosso alfabeto que possibilitarão construir na paisagem "páginas".

Inclusive já são fabricados em tijolos de adobe na própria Ecovila pelo que pude perceber no site o que facilitará a execução do projeto.

Gostei bastante do teu projeto e torço para que entre. Só fiquei um pouco confuso do que serão essas pequenas construções de bambu.. será que teria mais alguma imagem?

Abs e boa sorte!


19. virginia maria neves baptista
23/12/2009 03:32
Oi Vânia
Meu projeto teve as frases finais engolidas. Estou enviando para alguns colegas.
Na bagagem quase zero: papel e tecido em branco, cola branca, livros de cabeceira não brancos, carvão negro, pastéis de desenho.

A vivência na arte me ensina: ela é um meio efetivo de transformação. Unir sabiamente arte e ecologia. Isto é um sim, pretendo aprender e compartilhar.
abraço Vica
20. Rodrigo D´Almeida
22/12/2009 11:08
Sim claro,
rodrigo@terramagica.com.br
um abraço.
21. Claudia Hersz
21/12/2009 20:36
Obrigada, Vania, pelo seu comentário

Seu trabalho é lindo , fico imaginando as sombras multiplicando o que passar pelos túneis...
22. Hélène Arthur Delmonte
21/12/2009 20:02
Vânia,
fico feliz com seu comentário.
Reconheço que tenho influências da antroposofia mas não sou professora Waldorf. Trabalho com lã desde 1982, quando fui morar nas montanhas e criava carneiros (poucos). Sim, tinjo minha lã. E você, é professora?
Vamos sim, conversar.
Sinousas galerias... que deixam rastros na grama e marcam presença.
Fiquei curiosa: o que seria feito com lâs, agulhas de tricô, faquinhas e canivetes ao final do projeto?
23. Rodrigo D´Almeida
21/12/2009 16:01
Olá Vânia, pois sim.
A natureza é composta de tantas formas , cores e texturas. Já trabalho coletando objetos naturais secos a mais de 15 anos e estou sempre me deparando
com novas formas.
O bambu é fantastico né? Acabei de fazer um cercado/parede de bambu aqui no meu atelier e instalei umas pequenas bromélias. Ficou muito bonito e orgânico.
Parabéns tb por seu trabalho.
Um abraço
Rodrigo
24. Ricardo Alvarenga
21/12/2009 14:18
eu adoraria contribuir na construção das paredes; ou mesmo ver o processo de sua materialização.

parabéns pela proposta; instiga vontades.



qto ao comentário q fez no meu projeto: ki, eu poderia dizer que é 'energia', vista sob influência da concepção oriental; tenho trabalhado no desenvolvimento de formas de percebê-la a partir da respiração e alinhamentos do corpo, prática advinda do aikidô

o significado etimologico mais tradicional traz uma imagem bem sensível: a do 'vapor subindo do arroz enquanto cozinha'

abraços

ricardo
hominidae
25. Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
21/12/2009 10:08
Abençoado tempo !

Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.

Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...

Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...

Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.

"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"

Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.

Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !

Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
26. Virginia Baptista
20/12/2009 20:11
Pois é Vânia:
A argila me segue há muito. No meu blog tenho imagens de desenhos e pinturas nas quais utilizei barbotina( esse mingau de argila que utilizamos para colar o barro moldado ainda não queimado) O efeito é surpreendente na tela( e também no papel). Ele quebra, parece a terra seca do Sertão e nos meus olhos vira renda(renascença) . Nessa imagem composta no meu olhar trabalhei incansavelmente e depois pintei e desenhei. Aliás toda a minha exposição no Mac de Olinda este ano versou exatamente sobre terra, renda, renascença e resistência.
Um abraço Virginia.
27. anilem beatriz lima
20/12/2009 15:29
Onde mora a liberdade?
28. virginia baptista
19/12/2009 17:26
Olá Vânia.
Muito instigante teu projeto.
O bambu me encanta e utilizo muito canetinhas que faço para desenhar com nanquin.
Teu trabalho com monotipias com mingau de argila também me deixou curiosa.
Sou gravurista e já utilizei muito matrizes que fiz de cerâmica e argila.
Abraços e torço pelo seu projeto.
Virginia(Livrozero)
29. Anna Thereza
17/12/2009 18:34
Vânia obrigada pelo comentário. A ídéia é realizar utilizando ao máximo o amteriam orgânico. O trabalho das pegadas, você tem fotos?
30. mayra martins - colher chuva
17/12/2009 12:13
Olá Vania,
também gostei do seu projeto. O rastejo da cobra e o fluxo da chuva conversam em seus movimentos fluidos... acho que escolhestes boas imagens como referência.
31. wagner rossi
15/12/2009 19:47
Vania, estava lendo seu projeto e fiquei confuso! Não entendi muito bem o que vc propõe? Fazer muros de bambu?

32. wagner rossi
15/12/2009 19:44
Obrigado Vania, pelo comentário sobre meu projeto!
33. MONICA
15/12/2009 15:44
PARABÉNS PELA OUSADIA E MODERNIDADE DO PROJETO!
BOA SORTE!
34. Lenise
13/12/2009 11:04
Muito interessante!
Só imaginar estas galerias orgânicas já é interessante. Vê-las fisicamente então e mover-se por elas deve ser uma experiência sensorial única!
Muito boa sorte tanto com o projeto quanto com as oficinas!
Abraços!
35. Shima
12/12/2009 14:42
Superpoético. Me instigou a imaginar este trabalho na prática...

Sucessos!