O que ce Sabe?

De: van jesus

Ação, SP

O Projeto

O quanto você sabe do que você acha que não sabe?
O quanto você precisa saber para dizer que sabe?

Minha proposta é repensar sobre nosso conceito de saber.Bagunçar os saberes com os não saberes.
Trocar pessoas de lugar, artistas e/com moradores das comunidades locais. Mudança de função temporária (tempo determinado pelos envolvidos), para executarem essas novas funções, de preferência que seja uma totalmente nova.

Ao final deste período, cada um volta a sua tarefa inicial tendo que continua-la a partir do saber novo implantado pela pessoa da troca.
Após cada troca gostaria que houvessem rodas de conversa para sobre como foi esta experiência de fazer algo que não fazia idéia de como fazer, e se o fato desta conciência influenciou na execução da nova tarefa.

Interação com o Ponto de Cultura

Para os encontros com a comunidade, proponho minis oficinas, onde os inscritos descreverão uma coisa que sabem fazer bem e uma que não tem a menor idéia de como fazer.

E nesta oficina os inscritos serão os oficineiros, ensinaram aquilo que sabem e aquilo que não sabem.
E no final desta oficina proponho uma conversa para saber como foi ensinar algo que temos o dominio (ou que achamos que temos) e de algo que não temos (ou que achamos que não temos).

Mais informações em

Sobre o artista

Nascida em São Paulo, 1987
Graduanda do curso de produção de música eletrônica.
e Bacharelanda do curso de Artes Visuais,Belas Artes de SP
Integrante do grupo de EIA (Experiência Imersiva Ambiental) e da rede metareciclagem.
Tem como pesquisa o corpo em interação com a cidade,e suas relacões com as novas tecnologias livres.

Produções: 2007 'Améilia', Instalação Sonora - Oficina Oswald de Andrade
2008 No SUSEX- Vídeo Mix Brasil
Semana Imersiva EIA
2009 PIA- Bienal da Une,BA
Trilha Sonora para a peça A cozinha, direção Gustavao Trestine

Comentários

1. Wagner Rossi Campos
13/01/2010 09:56
Van,

As trocas aconteceram durante esse processo e continuarão....

Obrigado pelo seu voto!
2. Anna Thereza
05/01/2010 22:19
respondendo... acho qeu trocar o fazer de uma proposta já seria modificá-la e não seria a mesma proposta. Mas acredito mais na soma do que na substituição.. Acredito que muitos dos projetos aqui apresentados dialogam muitíssimo e têm muitos pontos com comum.. e sim somaria o fazer da minha proposta, ou seja o processo, com outros projetos sim... agora quais??.. tem tantos ... o seu por exemplo é um! =) Como pensar um caminho, sendo outra pessoa... o qeu será que o outro vê que eu não vejo... espero ter respondido...
será?
mas obrigada por questionar!
3. Rosane felix
05/01/2010 02:42
abertura total! sorte.
4. Mariana de Matos
04/01/2010 18:49
gosto da sua proposta!!! torço por vc.
5. Mayra Martins - colher chuva
04/01/2010 15:05
Oi Van! eu sei muito bem sobre o que eu desejo muito saber! isso responde tua pergunta? tudo o que vem do desejo constroi conhecimento sensível... me interesso por este tipo de conhecimento. eu preciso do que eu desejo...
Bem, realmente está dificil votar! muitos projetos, muitos interessantes... boa sorte! obrigada pelo passeio pelo meu projeto!
6. Ricardo Alvarenga
04/01/2010 12:50
oi van!

o ipod faz sentido quando faço a performance na cidade. ele carrega em si um contexto de tecnologia ao hominidae solitário que habita árvores.
na mata ele realmente não faz sentido. não usarei.

mudanças no projeto, que segue aberto ao meio e as resiginificações...

obrigado pela visita e questionamento.

abraço.
7. Shima
04/01/2010 09:07
Oi Van!
Ano passado (2009) passei apenas 4 meses na cidade, e sempre com muita coisa a fazer! Encontrei menos amigos e parentes do que colegas de trabalho, mas tudo bem, faz parte!

A residência foi uma proposta mútua depois do Rumos, mas eu já os conheço há 2 anos.

A princípio, as performances que pensei são solo, mas como eu já disse a outros colegas: naa está programado, a princípio. Quero sentir e conhecer o espaço para então programar as ações.

Em palavras é difícil mesmo, mas projeto é projeto né? Tem um misto de fé e confiança...

Beijos!
8. Rodrigo D´Almeida
04/01/2010 07:09
Olá Van,em meus estudos sobre a cultura das máscaras em diferentes épocas e tb em diversas
comunidades ao redor da Terra cheguei a conclusão
que mais que esconder a máscara revela. Os mascarados são usados de diversas formas e revelam o que aquela comunidade precisa no intuito de educar, de informar e tb num sentido mais transcendente de proteger e guiar. Quando se veste uma mascara tem se a possibilidade de ser um outro.

Os mascarados em Terra UNA seguirão uma linha de
interação com o ambiente da ecovila buscando, cada um a sua maneira( pois os mascarados terão caracteristicas diferentes um do outro)informar, inspirar e interagir em temas como sustentabilidade,
percepção ecológica, amor pelo planeta e outros.
Vale dizer que os mascarados, para a ação em Terra Una, não vão falar mais podem emitir sons inteligíveis e dançar para informar sua missão.

Além disso, tenho a idéia de filmá-los em situações solitárias, como caminhando pela floresta,
ou escalando uma árvore, ou mesmo dançando em uma planície.

Obrigado por seus comentários e pela troca.
Um abraço.
Rodrigo
9. Claudia Hersz
31/12/2009 12:35
"repensar sobre nosso conceito de saber.Bagunçar os saberes com os não saberes."
Fantástico, Van...
Você nos propõe viver.

Abraços e feliz 2010!

(excelente video. como ele tem uma forte imagem corporal, vou tomar a liberdade de te mandar o link de um trabalho sonoro que fiz, baseado num texto do merleau-ponty sobre o corpo: http://www.bienalmercosul.art.br/7bienalmercosul/pt-br/claudia-hersz )
10. Rodrigo D'Almeida (Terra Mágica)
29/12/2009 08:10
OI Van, a sua proposta " o que ce sabe?" é um estopim para descobrir, conhecer, encontrar novas soluções. A troca de funções objetivando novos saberes é muito interessante e inteligente.

Na minha proposta de criar dois mascarados para interagir com o ambiente de Terra UNA sinto a possibilidade de deixar tudo que sei de lado para que nesta nova função "mascarado" possa estimular
novos encontros, novos saberes.

´Valeu! Parabens por sua proposta.
Rodrigo D´almeida ( Terra Mágica)
11. Flávia Paiva - Mecha em Tramas
28/12/2009 13:16
A possibilidade de trocas é o que me instiga ser artista!

É o que tbém procuro estabelecer - Relação - pessoas.

Como será na Ecovila? Muita coisa que eu não saberei, terei q me virar!! rsrsrsrs
12. denilson
27/12/2009 10:22
oi van,
tb quero conhece-la.
em janeiro estarei na festa da purificação em santo amaro _BA (lancar um livro e tocar nas festas)
quem sabe agente nao apronta alguma arte por la...
escreve pro meu e-mail
13. ricardo alvarenga
26/12/2009 15:49
oi van!
bem interessante estas possibilidades de desterritorialização, de visita ao templo contidiano do outro, de trocas, aberturas e permeabilidades.

desejo sucesso.

abraço
hominidae
14. Shima
25/12/2009 11:34
oi van,
já gostei de como você assume suas proprias palavras, sem notas de rodapé, direta, e ao mesmo tempo aberta às reverberações destas trocas.

Somos o positivo e opositivos também, a nossa afirmação e a nossa negação, o conjunto e o desconjunto. Abrir, fechar, contrair, descontrair, pulsar, pulsar, pulsar.

Filosofar!
15. anilem
23/12/2009 21:55
olá!
Achei a pergunta que lhe fiz bem válida já que seu trabalho também coloca questionamentos. Perguntas são interessantes pois dá um poder para imagem, que não é apenas olhada, mas também percebida e fruto de uma reflexão.
como se trata de uma residência artística de interação acho muito importante esta conexão com todos, pois somos parte dos pensadores e produtores de uma época.
eita menina prendada, tão nova e com cursos e produções tão boas.
valeu!
16. denilson
23/12/2009 02:20
este pode ser um caminho
mui bom
sei q posso te conhecer um dia
psicanalise ...
sucesso
qual teu email
17. Mayra Martins - colher chuva
22/12/2009 00:04
Ola,
nossa! fiquei curiosa em ver acontecer o seu projeto. Acho que embaralhar 'funções' pode ser uma boa proposição para vivenciar outras maneiras de ser... abraço
18. Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
21/12/2009 09:59
Abençoado tempo !

Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.

Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...

Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...

Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.

"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"

Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.

Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !

Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
19. anilem beatriz lima
20/12/2009 13:34
O que você sabe sobre liberdade?
20. Gilio Mialichi
16/12/2009 20:47
Olá Van,

Sua proposta é mesmo desafiadora hein? Será que as pessoas são somente o que elas sabem? Boa proposta.
Seu projeto lida diretamente com o ser enquando pessoa comum e isso é provado quando você as troca de função/atividade. Como será que as pessoas reagirão na prática? É uma obra super aberta...

Parabéns e boa sorte

Gilio Mialichi
21. wagner rossi
15/12/2009 19:58
Van, gosto da sua ideia. A sabedoria e a falta dela são justaposições. Me parece que acontecem simultâneas em nossa experiência.
Dizer que sabe já é não saber. Não saber pode ser a maior sabedoria...enfim, filosofias,
Sofia.

Bjs
22. wagner rossi
15/12/2009 19:55
Van, a princípio o processo de classificação será feito por mim mesmo. Mas, sua pergunta me parece uma oportunidade de abrir essa classificação para outras pessoas. Quem sabe um momento onde nos reuniremos para fazer a classificação em grupo? De qualquer forma, penso que classificar é fazer recorte, segmentar. Assim, não me interessa ser preciso nessa classificação e sim criar possibilidades de jogo, lugares imprecisos.
Obrigado pela pergunta!


23. Jean Sartief
15/12/2009 10:24
ola Van, obrigado pelo depoimento... bom eu começo com a troca de mensagens, este é a base do projeto e depois eu gravo os depoimentos. Deixarei bem aberto. Não quero conduzir muito o momento, entende? As pessoas participantes podem gravar algo como nos escritos sim... e os locais vão ser bem diversos, assim espero.

Abração,
24. Luciana Ramin
13/12/2009 15:22
Oi Van.

Que idéia bacana, embaralhar funções... acho ótimo, nos tira um pouco dessas repetições cotidianas por vezes até massantes...

Parabéns!

Quero muito fazer parte.

boa sorte.

abs