Fanzinefelibata: para além da pareidolia
De: Gazy Andraus
O Projeto
Ver formas em desenhos é instintivo. Os nefelibatas as apreciam(do grego: andar em nuvens)e conseguem fazer do natural uma força de processamento criativo, numa visão que lembra a pareidolia (do grego:paralelo a imagem). Ao trazer isso aos desenhos e depois numa revista independente (fanzine), como resultante, estimula-se o hemisfério cerebral direito, enquanto que o cartesiano se dá no esquerdo, ao se refletir e concatenar.
Elaborar desenhos, bem como fanzines tem algo de enriquecedor pois a ação se dá na mente (projeto) e na matéria (montar a revista).
Esse projeto alia a beleza estética nas formas não somente em nuvens, mas em tudo, num exercício de ativação simbólica de criatividade (input nas áreas do hemisfério direito): recriar com o que se vê, alterar e renovar é mesmo parte da natureza, da qual se aplica a máxima: nada se perde, tudo se transforma (se recria). Assim, há um tempo de absorção, e de reflexão ponderada, para uma ampliação da inteligência neuroplástica.
O projeto é a realização do ato de vislumbrar e desenhar aquilo que se vê (e o que se vê além do que se viu, recriando-se, e devolvendo-o renovado à “natureza”), de uma maneira refletida e nova, criativa.
Interação com o Ponto de Cultura
A interação se dará em três encontros de 3 h cada.
No 1º. há reconhecimento do potencial formal da natureza e da possibilidade de absorver o conteúdo e o potencial criativo, ressignificando o que se vê: a nuvem que parece fumaça pode tomar a forma de navio, ou de pessoas etc. A árvore pode se assemelhar a um cálice, que pode desembocar em uma teia de fios ao solo, por exemplo.
Num 2º. momento as pessoas se locomoverão no campo, buscando formas terrenas e além, tentando rabiscá-las no papel. Depois, buscarão novas formatações, conceitos, tal qual uma pareidolia, verificando uma ilusão ou percepção diferenciada, percebendo-a como outra coisa, ampliando sua criatividade! Assim, associar-se-à a essa prática criativa, um estado de apreciação da natureza e de reflexão quanto à sua própria conectividade a ela e suas possibilidades cognitivas.
Por fim, num 3º. momento, o grupo unirá seus desenhos numa pequena revista montada ali mesmo, e que pode ser fotocopiada e redistribuída entre todos (e também em Terra Una), como é a prerrogativa de todo fanzine (revista do fã), que não tem conotação comercial e serve para difundir ideais espargindo-os a outros, amigável e fraternalmente.
Sobre o artista
Gazy Andraus
http://tesegazy.blogspot.com/
Doutor em Ciências da Comunicação, na área de Interfaces da Comunicação, pela ECA-USP, (premiado com a melhor tese de 2006 pelo HQ-MIX-2007), mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, pesquisador do Observatório de HQ da USP e do INTERESPE – Interdisciplinaridade e Espiritualidade, editor e autor independente de histórias em quadrinhos artadultas de temática fantástico-filosófica.
Professor do curso de graduação de Educação Artística e da pós-graduação no Curso de Docência na FIG-UNIMESP - Centro Universitário metropolitano de São Paulo
Tem participado de diversas revistas independentes (fanzines), no Brasil (“Zine Royale”; “Camiño di Rato”) e no exterior (como na francesa La Bouche du Monde), com histórias em quadrinhos (HQ) fantástico-filosóficas contemporâneas, ilustrações e poesias (na revista independente de Santos, “Mirante”).
Trabalha criando HQ conceituais, e tem produzido suas próprias revistas também (fanzines, auto-edições), como “AlmaHQ e “Alma Inacabante”. Durante o doutorado criou o Projeto “HQMente” que tem sua contraparte na Internet (Projeto HQMente: http://projetohqmente.vilabol.uol.com.br/)
Comentários
Fiquei muito feliz com seu voto, espero encontrarmos em proximas oportunidades
sucesso
e grande abraço!!
Votei em seu projeto, afinal, é preciso ensinar a ver as linhas que estão por aí e os desenhos que elas fazem.
boa sorte e um abraço,
Robson Martins
Boa sorte!
Escrevo a todos trazendo uma reflexão para inspirar nossas escolhas sobre as propostas mais indicadas para este tempo de trabalho nas montanhas de Liberdade.
Muitas são as oferendas de beleza, arte, encantamento.. e há uma motivação sincera para compartilharmos (além deste espaço virtual) um encontro em Terra Una...
Acredito que a oportunidade de participar de um projeto como este para cada artista inscrito é muito especial... mas digo que além desta beleza há uma ainda maior que é a de muitas crianças, jovens, adultos e os ainda "mais adultos"... em receber em sua cidade (de 6.000 habitantes ! que não tem biblioteca pública, além das existentes nas escolas, que não tem sala de cinema, teatro ou qualquer outro espaço onde se possa manifestar a arte... em todos os seus aspectos... ) um centro cultural...
Para que a comunidade sinta-se motivada a chegar até o Ponto de Cultura o convite para as vivências precisa ser claro e ao meu ver que tenha (o projeto) continuidade após os meses do Interações Florestais.
"A passagem do vento em si só trás mudanças
mas se uma semente cai em solo fértil....
quanta diferença !"
Se possível, gostaría de saber como cada participante visualiza a continuidade de seu projeto no Ponto de Cultura.
Ainda estou lendo os projetos...
muita beleza, muita criatividade,
presença do Divino !
Jaiva Dharma (Josiane Fontana)
Parabéns e boa sorte!
Realmente os fanzines são um meio de resgistro muito rico em qualquer situação, além de um processo de pesquisa e seu procedimento muito intensos.
Sua proposta de partir das formas naturais, mas com a possibilidade de alterações é muito bacana. Também gosto muito da trabalho a campo, por isso me identifiquei com seu procedimento.
Sua proposta é a construção de um fanzine com o propósito de criação baseado no conceito dos nefelibatas, é isso?
Parabéns pelo projeto e boa sorte
Gilio Mialichi
Do meu lugar que pode ser outro.
Você parece um ser complexo.
Do meu lugar que pode ser outro.
Você parece um ser complexo.


